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<article-id>S2504-31452018000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1159/000488073</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quedas em internamento hospitalar - causas, consequências e custos: estudo de caso numa unidade hospitalar de Lisboa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Falls in Hospital Stays - Causes, Consequences and Costs: Case Study in a Lisbon Hospital Unit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Health expenditure in Portugal increased significantly in recent decades, despite an effort to cut costs since 2009. Patient falls are frequent episodes throughout the period of stay in any hospital, which can lead to injuries, longer hospitalizations, delays in rehabilitation, and increased costs to the service. This research aims to analyze causes, consequences, and costs of reported fall events which led to injuries in a public Lisbon hospital. The study is based on a predictive, transversal and cross-sectional approach, through a retrospective analysis of 153 fall incident reports that led to injuries during the year of 2013. The vast majority of patients were between 71 and 85 years old, with an average of 72 years of age. The main reason that led them to fall was autonomous motion to relieve themselves (47.7%), likely caused by patient’s health condition (67.3%), with a higher incidence of bruises and hematomas (both 28.1%). Cases of falls with moderate and severe levels of injury are those that lead to higher average costs, whereas serious orthopedic injuries lead to higher costs for the hospital.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Custos hospitalares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Economia em saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade em saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Quedas de doentes no internamento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RESEARCH ARTICLE</b></p>     <p><b>Quedas em internamento hospitalar &ndash; causas, consequ&ecirc;ncias e    custos: estudo de caso numa unidade hospitalar de Lisboa&nbsp;</b></p>     <p><b>Falls in Hospital Stays &ndash; Causes, Consequences and Costs: Case Study    in a Lisbon Hospital Unit</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana L&uacute;cia Rom&atilde;o<sup>a</sup>, Susana Nunes<sup>b</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup> CAPP/ISCSP, Centro de Administra&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas    P&uacute;blicas, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas,    Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>b</sup> ISCSP, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas,    Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os gastos com a sa&uacute;de em Portugal aumentaram significativamente nas    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, apesar de um esfor&ccedil;o de conten&ccedil;&atilde;o    desde 2009. As quedas de doentes s&atilde;o epis&oacute;dios frequentes nos    internamentos de qualquer Unidade Hospitalar, que podem originar les&otilde;es,    hospitaliza&ccedil;&otilde;es mais prolongadas, atraso na reabilita&ccedil;&atilde;o    e aumento de custos para o servi&ccedil;o. A presente investiga&ccedil;&atilde;o    tem por objetivo analisar quais as causas, consequ&ecirc;ncias e custos de epis&oacute;dios    de quedas notificadas com les&atilde;o, de doentes internados numa Unidade Hospitalar    de Lisboa, com natureza de entidade p&uacute;blica. Utiliza-se uma abordagem    quantitativa, do tipo correlacional-preditivo-transversal, atrav&eacute;s de    uma an&aacute;lise retrospetiva de 153 notifica&ccedil;&otilde;es de incidentes    de quedas com les&atilde;o, durante o ano de 2013. A grande maioria dos doentes    tinha idade compreendida entre 71 e 85 anos, sendo a m&eacute;dia da idade de    72 anos. O principal motivo que levou &agrave; queda foi a busca da satisfa&ccedil;&atilde;o    das suas necessidades fisiol&oacute;gicas (47,7%), com probabilidade de ter    sido provocada pelo estado de sa&uacute;de do doente (67,3%), com maior incid&ecirc;ncia    de escoria&ccedil;&otilde;es e hematomas (em igual n&uacute;mero 28,1%). Os    casos de quedas com um n&iacute;vel de les&atilde;o moderado e grave s&atilde;o    os que representam um maior valor m&eacute;dio dos custos, sendo as les&otilde;es    graves de origem ortop&eacute;dica as que acarretaram maiores custos para a    Unidade Hospitalar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: Custos hospitalares Economia em sa&uacute;de Qualidade em    sa&uacute;de Quedas de doentes no internamento </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Health expenditure in Portugal increased significantly in recent decades, despite    an effort to cut costs since 2009. Patient falls are frequent episodes throughout    the period of stay in any hospital, which can lead to injuries, longer hospitalizations,    delays in rehabilitation, and increased&nbsp;costs to the service. This research    aims to analyze causes, consequences, and costs of reported fall events which    led to injuries in a public Lisbon hospital. The study is based on a predictive,    transversal and cross-sectional approach, through a retrospective analysis of    153 fall incident reports that led to injuries during the year of 2013. The    vast majority of patients were between 71 and 85 years old, with an average    of 72 years of age. The main reason that led them to fall was autonomous motion    to relieve themselves (47.7%), likely caused by patient&rsquo;s health condition    (67.3%), with a higher incidence of bruises and hematomas (both 28.1%). Cases    of falls with moderate and severe levels of injury are those that lead to higher    average costs, whereas serious orthopedic injuries lead to higher costs for    the hospital.</p>     <p><b>Keywords</b>: Healthcare economics &middot; Healthcare quality &middot;    Patient falls during hospitalization &middot; Hospital costs</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Nos pa&iacute;ses da OCDE, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo    XX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, o n&iacute;vel de despesa com a sa&uacute;de    aumentou acima do crescimento do PIB <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.    O contexto de crise levou muitos pa&iacute;ses da Europa a decidir pela redu&ccedil;&atilde;o    dos gastos com a sa&uacute;de como forma de controlar o crescimento da despesa    p&uacute;blica, o aumento do d&eacute;fice e o endividamento do pa&iacute;s    <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, os gestores hospitalares n&atilde;o se t&ecirc;m poupado    a esfor&ccedil;os, na tentativa de diminuir a despesa, promovendo medidas de    controlo e conten&ccedil;&atilde;o de custos, bem como o desenvolvimento de    novos modelos de gest&atilde;o com o objetivo de atingirem uma maior efici&ecirc;ncia.    Tendo sempre presente que &ldquo;uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de respons&aacute;vel,    em Portugal, n&atilde;o deve gastar menos em sa&uacute;de, mas gastar melhor&rdquo;    <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>A seguran&ccedil;a do doente tem sido um dos temas com maior destaque nos &uacute;ltimos    tempos, tornando-se numa crescente preocupa&ccedil;&atilde;o para as Unidades    Hospitalares (UH&rsquo;s), decisores pol&iacute;ticos, profissionais de sa&uacute;de,    doentes e seus familiares. Pode-se afirmar que a seguran&ccedil;a do doente    no internamento surge como o paradigma da qualidade dos cuidados de sa&uacute;de.    A busca pela melhoria dos cuidados de sa&uacute;de converteu-se numa prioridade    m&aacute;xima, sendo a Seguran&ccedil;a do Doente (SD) um instrumento indispens&aacute;vel    para a sua garantia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um internamento, por mais curto que seja, altera profundamente os h&aacute;bitos    de vida di&aacute;rios do doente que, associado a uma sa&uacute;de debilitada,    aumenta consideravelmente o risco de um evento adverso (EA). Cerca de 10 a 15%    dos doentes internados em UH&rsquo;s sofrem EA&rsquo;s, dos quais 5 a 7% sofrem    les&otilde;es graves, podendo mesmo resultar em morte <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Um estudo realizado sobre os custos diretos resultantes de EA&rsquo;s na Holanda    concluiu que 1% do or&ccedil;amento nacional, destinado aos cuidados de sa&uacute;de    em 2004, foi gasto em doentes que sofreram EA&rsquo;s no internamento <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Dos diferentes EA&rsquo;s que surgem em internamento, nomeadamente efeitos    de f&aacute;rmacos, dispositivos m&eacute;dicos, relacionados com anestesia    e cirurgias, infe&ccedil;&otilde;es associadas aos cuidados de sa&uacute;de,    quedas e les&otilde;es por &uacute;lceras de press&atilde;o, optou-se por estudar    o incidente notificado de quedas de doentes no internamento.</p>     <p>Como objetivo geral, pretendemos analisar quais as causas, consequ&ecirc;ncias    e custos de epis&oacute;dios de quedas notificadas com les&atilde;o, de doentes    internados numa Unidade Hospitalar.</p>     <p><i>Gest&atilde;o de unidades hospitalares</i></p>     <p>As UH&rsquo;s s&atilde;o estruturas de natureza &uacute;nica, onde a unidade    de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; o doente ou caso tratado (epis&oacute;dio)    <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Cada doente &eacute; um produto    irrepet&iacute;vel, em que os cuidados recebidos dependem da gravidade da doen&ccedil;a,    bem como do tratamento, dependendo do m&eacute;dico que o prescreve, entre outros    fatores.</p>     <p>As UH&rsquo;s com natureza de entidade p&uacute;blica n&atilde;o se devem reger    pela obten&ccedil;&atilde;o de lucros mas pelo foco no seu objetivo final: prestar    cuidados de excel&ecirc;ncia a quem a eles recorre. No entanto, devem conhecer    bem os seus custos, para os poder gerir de forma eficiente, implementando medidas    de controlo, monitorizando e contendo os custos para se tornarem eficazes no    seu objetivo principal.</p>     <p>A qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de deve ser vista como uma quest&atilde;o    b&aacute;sica e intr&iacute;nseca &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados    e n&atilde;o somente como uma dimens&atilde;o desej&aacute;vel, mas dependente    <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, ou seja, &ldquo;fazer a coisa    certa para o doente certo, no tempo certo, de maneira adequada de forma a atingir    os melhores resultados poss&iacute;veis&rdquo; <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>O sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de doentes em Grupos de Diagn&oacute;stico    Homog&eacute;neos (GDH) &eacute; apontado como o sistema mais preciso e operacional    de classifica&ccedil;&atilde;o de doentes tratados em UH <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>A cada GDH &eacute; associado um peso relativo, isto &eacute;, um coeficiente    de pondera&ccedil;&atilde;o que reflete o custo previsto com o tratamento de    um doente t&iacute;pico do mesmo grupo, face ao custo m&eacute;dio do doente    t&iacute;pico a n&iacute;vel nacional. O &iacute;ndice de casemix de um hospital    resulta do c&aacute;lculo entre o n&uacute;mero de doentes equivalentes ponderados    pelos pesos relativos dos respetivos GDH e o n&uacute;mero total de doentes    equivalentes <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 2015 que est&aacute; em vigor um agrupador GDH do tipo All Patientes    Redefined (APR) que implica novos pesos relativos para cada GDH. Esta nova vers&atilde;o    apresenta uma vertente cl&iacute;nica mais refor&ccedil;ada e intuitiva para    os profissionais de sa&uacute;de, permitindo efetuar uma caracteriza&ccedil;&atilde;o    mais detalhada da morbilidade hospitalar, quanto &agrave; complexidade dos doentes    tratados <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p><i>Quedas</i></p>     <p>A International Quality Indicator Project define queda como qualquer movimento    do doente n&atilde;o planeado, caindo para o ch&atilde;o ou de um plano para    o outro. Define, ainda, como queda documentada, aquela que &eacute; registada    no processo cl&iacute;nico do doente, numa descri&ccedil;&atilde;o do incidente,    num relat&oacute;rio do Gabinete de Seguran&ccedil;a do Doente (GSD) ou em qualquer    outro registo oficial do hospital <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>As quedas, em meio hospitalar, constituem um risco real e representam um indicador    de qualidade <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Este indicador    tem grande impacto na qualidade dos cuidados de enfermagem e na seguran&ccedil;a    do doente. Um indicador de qualidade pode ser definido como &ldquo;a medida    utilizada para determinar, atrav&eacute;s do tempo, o desempenho das fun&ccedil;&otilde;es,    processos e resultados de uma institui&ccedil;&atilde;o&rdquo; <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Um internamento, por mais curto que seja, altera profundamente os h&aacute;bitos    de vida di&aacute;rios do doente, o que associado a uma sa&uacute;de debilitada,    aumenta consideravelmente o risco de queda (RQ). As quedas s&atilde;o consideradas    acontecimentos traum&aacute;ticos e multifatoriais; normalmente s&atilde;o involunt&aacute;rias    e imprevis&iacute;veis, podendo o mesmo doente cair mais que uma vez, provocando-lhe    com frequ&ecirc;ncia les&otilde;es. Estas acarretam consequ&ecirc;ncias para    o pr&oacute;prio cuidador e para a sociedade <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>A queda de um doente internado numa UH &eacute; o incidente de seguran&ccedil;a    que surge com mais frequ&ecirc;ncia, compreendendo um ter&ccedil;o de todos    os incidentes notificados <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.    Perante uma popula&ccedil;&atilde;o envelhecida, com limita&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sicas e cognitivas, torna-se um grande desafio evitar este tipo de    incidentes.</p>     <p>As quedas s&atilde;o a terceira causa mais comum de morte por les&atilde;o    n&atilde;o intencional em todas as faixas et&aacute;rias e a primeira causa    entre pessoas com 65 anos ou mais. Por&eacute;m, cerca de 96% das quedas n&atilde;o    resultaram em qualquer les&atilde;o ou resultaram em les&atilde;o minor , sendo    as incis&otilde;es, contus&otilde;es e escoria&ccedil;&otilde;es as mais relatadas;    apenas 1% resultaram em les&otilde;es graves <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>As les&otilde;es graves, na sua maioria ortop&eacute;dicas, t&ecirc;m um impacto    devastador para a qualidade de vida do doente, bem como, a n&iacute;vel econ&oacute;mico    para as UH&rsquo;s, nomeadamente, custos acrescidos com cirurgias, aumento da    dura&ccedil;&atilde;o do internamento e, menos comum, processos jur&iacute;dicos    de lit&iacute;gio. Este acr&eacute;scimo de custos nunca est&aacute; presente    no Contrato-Programa anual. Sendo estes in cidentes conotados como uma falha    na seguran&ccedil;a da UH para com o doente, o Estado nunca financia, tornando-se    num custo acrescido.</p>     <p>Impedir a queda de um doente &eacute; um desafio porque a sua seguran&ccedil;a    pode depender da necessidade de ir contra o direito de fazer as suas pr&oacute;prias    escolhas, a sua dignidade e privacidade, tais como: levantar da cama, tomar    banho, ir ao WC, andar sem a ajuda de terceiros. As quedas de doentes internados    n&atilde;o podem ser totalmente evitadas, ocorrendo apesar das medidas preventivas    <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>Alcan&ccedil;ar zero quedas n&atilde;o &eacute; um objetivo realista. A recupera&ccedil;&atilde;o    do doente numa UH envolve sempre RQ, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    onde os doentes n&atilde;o sejam capazes de recuperar a sua independ&ecirc;ncia    e/ou voltar para casa <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um estudo realizado no Hospital de Braga identificou a queda de doentes como    o incidente mais reportado, sendo a sua notifica&ccedil;&atilde;o feita para    o GSD, na sua maioria por enfermeiros (95%). Cerca de 60,1% dos doentes foram    avaliados em rela&ccedil;&atilde;o ao RQ nas primeiras 24 h de internamento:    32,1% apresentava RQ elevado, 40,5% RQ m&eacute;dio e 27,5% RQ baixo <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Um estudo realizado em 2012 concluiu que, tendo por base de refer&ecirc;ncia    a classe sem RQ, os doentes classificados com baixo RQ tinham tr&ecirc;s vezes    mais probabilidade de cair e doentes identificados com alto RQ tinham sete vezes    essa probabilidade, no mesmo per&iacute;odo de internamento <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Outros estudos t&ecirc;m tamb&eacute;m confirmado este tipo de rela&ccedil;&atilde;o    <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Optou-se por um estudo de abordagem quantitativa, do tipo correlacional-preditivo-transversal,    recorrendo ao programa SPSS, vers&atilde;o 22.0.</p>     <p>A recolha dos dados foi realizada atrav&eacute;s da an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o    dos processos m&eacute;dicos, de enfermagem e de exames complementares de diagn&oacute;stico,    tendo em conta o n&uacute;mero de epis&oacute;dio de cada doente notificado    ao GSD por queda com les&atilde;o.</p>     <p>Os custos com exames complementares de diagn&oacute;stico e tratamentos foram    apurados com base na tabela da Portaria n.&ordm; 163/2013 <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>Os GDH dos doentes submetidos a cirurgias foram fornecidos pelo Servi&ccedil;o    de GDH &ndash; Codifica&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica da UH.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos custos com n&uacute;mero de dias de internamento    a mais, devido a quedas e outras interven&ccedil;&otilde;es, tais como: ajuste    de terap&ecirc;utica, fisioterapia, encaminhamento para unidades de cuidados    continuados, n&atilde;o foi poss&iacute;vel apurar, uma vez que n&atilde;o existe    refer&ecirc;ncia nos processos cl&iacute;nicos dos doentes desse tipo de interven&ccedil;&otilde;es    associadas ao incidente de queda.</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o alvo corresponde ao n&uacute;mero total de notifica&ccedil;&otilde;es    de quedas no ano de 2013 na UH, que equivale a 894 notifica&ccedil;&otilde;es.    A UH abrange 15 &aacute;reas m&eacute;dicas diferentes, com um total de 1.278    camas, com uma taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o de 91,76%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel engloba o n&uacute;mero total de    notifica&ccedil;&otilde;es de quedas em 2013 na UH, em duas grandes &aacute;reas,    Medicina e Cirurgia, onde se notificaram 580 quedas. A &Aacute;rea da Medicina    tem uma lota&ccedil;&atilde;o de 394 camas, com uma taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o    de 89,84% di&aacute;ria. Por sua vez, a &Aacute;rea da Cirurgia tem uma lota&ccedil;&atilde;o    de 244 camas, com uma taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o de 87,45% di&aacute;ria.    No total corresponde a 23.814 doentes, podendo afirmar-se que cerca de 2,2%    destes doentes sofreram uma queda acidental.</p>     <p>Para reduzir o erro de amostragem utilizou-se o m&eacute;todo n&atilde;o probabil&iacute;stico    por escolha racional ou t&iacute;pica, sendo a amostra definida atrav&eacute;s    de um tra&ccedil;o carater&iacute;stico, o estudo de quedas apenas com les&atilde;o.    A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 153 notifica&ccedil;&otilde;es de    quedas de doentes com les&atilde;o.</p>     <p>Numa primeira fase da an&aacute;lise, a estat&iacute;stica descritiva permitiu    estudar as vari&aacute;veis em estudo, com a an&aacute;lise explorat&oacute;ria    das vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e a an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncias    das vari&aacute;veis categ&oacute;ricas.</p>     <p>A segunda parte da an&aacute;lise correspondeu ao estudo inferencial dos dados,    no sentido de validar ou rejeitar as hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o    formuladas. Numa fase pr&eacute;via &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses    foi testada a normalidade das vari&aacute;veis para validar a utiliza&ccedil;&atilde;o    dos testes param&eacute;tricos. Para tal utilizou-se o teste de Kolmogorov-    Smirnov cuja hip&oacute;tese nula estipula que as vari&aacute;veis seguem uma    distribui&ccedil;&atilde;o normal, para um intervalo de confian&ccedil;a de    95%.</p>     <p>Apenas a vari&aacute;vel hora da queda revelou ter uma distribui&ccedil;&atilde;o    normal ( p &gt; 0,05) e o teste de Levene permitiu confirmar a hip&oacute;tese    da igualdade das vari&acirc;ncias ( p &gt; 0,05), validando a utiliza&ccedil;&atilde;o    do teste param&eacute;trico de An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia (ANOVA) para    comparar os valores m&eacute;dios da hora da queda em fun&ccedil;&atilde;o do    n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o. A hip&oacute;tese nula do teste ANOVA    estipula a igualdade das m&eacute;dias entre os grupos para um intervalo de    confian&ccedil;a de 95%. Assim, quando o valor de p observado &eacute; inferior    a 0,05 conclui-se sobre a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>Nas an&aacute;lises que inclu&iacute;ram as restantes vari&aacute;veis foi    utilizado o teste n&atilde;o param&eacute;trico de independ&ecirc;ncia do Qui-quadrado    de Pearson cuja hip&oacute;tese nula considera que as vari&aacute;veis em an&aacute;lise    s&atilde;o independentes, para um intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</p>     <p>Ao n&iacute;vel dos custos associados a atos cl&iacute;nicos pretendeu-se avaliar    a rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre os valores m&eacute;dios dos    custos tipificados e as vari&aacute;veis n&iacute;vel de gravidade e Monitoriza&ccedil;&atilde;o    e Avalia&ccedil;&atilde;o do Risco de Queda (MARQ). A hip&oacute;tese nula do    teste de Kruskal-Wallis estipula a igualdade das m&eacute;dias entre os grupos    para um intervalo de confian&ccedil;a de 95%, pelo que se o valor de p for inferior    a 0,05 temos de concluir a favor da hip&oacute;tese alternativa de que os valores    m&eacute;dios diferem entre os grupos em an&aacute;lise.</p>     <p>A correla&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre as vari&aacute;veis num&eacute;ricas,    nomeadamente entre os custos e a idade dos doentes, por um lado, e entre os    custos e a hora da queda, por outro, foi avaliada atrav&eacute;s do Teste de    Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o    dos dados mede a dire&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de cada rela&ccedil;&atilde;o    linear entre as duas vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise e Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise descritiva dos dados emp&iacute;ricos permitiu observar que    os doentes com quedas notificadas se concentravam entre os 71 e os 85 anos,    o que confirma as afirma&ccedil;&otilde;es dos autores que abordam a vari&aacute;vel    idade, segundo os quais a maioria das quedas surge acima dos 65 anos (<a href="#t1">Tabela    1</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a02t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando se compara a m&eacute;dia das idades em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel    de gravidade da les&atilde;o n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significativas,    por&eacute;m conseguiu-se observar que a m&eacute;dia das idades foi superior    nos doentes com n&iacute;vel de les&atilde;o moderado (86) e nos doentes com    um n&iacute;vel de les&atilde;o grave (81). Esta observa&ccedil;&atilde;o pode    dever-se &agrave; vulnerabilidade do doente face &agrave; les&atilde;o e ao    efeito da doen&ccedil;a coexistente, uma vez que, quanto mais idoso, mais comorbilidades    associadas <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia temporal dos epis&oacute;dios    de queda, optou-se por realizar uma compara&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o    acess&iacute;vel e a amostra, melhorando a valida&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise    e favorecendo uma tomada de decis&atilde;o mais fundamentada, numa poss&iacute;vel    implanta&ccedil;&atilde;o de novas medidas preventivas pela UH.</p>     <p>Ao n&iacute;vel dos doentes com e sem les&atilde;o ( n = 580) os meses em que    foram registados um maior n&uacute;mero de quedas foram os meses de abril (    n = 61; 10,5%), dezembro ( n = 56; 9,7%), fevereiro ( n = 55; 9,5%) e janeiro    ( n = 54; 9,3%). Encontraram-se diferen&ccedil;as significativas em compara&ccedil;&atilde;o    com os meses da amostra ( n = 153), em que foram registadas mais quedas no m&ecirc;s    de outubro ( n = 21; 13,7%), seguindo-se os meses de agosto ( n = 16; 10,5%),    mar&ccedil;o e julho com 15 quedas cada (9,8%).</p>     <p>O dia da semana em que se registou uma maior ocorr&ecirc;ncia de quedas foi    &agrave; ter&ccedil;a-feira (20.3% dos casos da amostra e 15,7% dos casos da    popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel). Seguindo-se o fim-de-semana: para    a amostra observaram-se mais epis&oacute;dios de queda ao domingo 17% ( n =    26), enquanto para a popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel foi ao s&aacute;bado    14,3% ( n = 83).</p>     <p>Na popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel foi no per&iacute;odo da manh&atilde;    onde se registou um maior n&uacute;mero de quedas ( n = 233; 40,2%), seguindo-se    o per&iacute;odo da noite ( n = 215; 37,1%) e apenas 24,8% ( n = 144) no per&iacute;odo    da tarde. Na amostra o per&iacute;odo onde ocorreram um maior n&uacute;mero    de quedas com les&atilde;o foi &agrave; noite ( n = 64; 41,8%), seguindo-se    o per&iacute;odo da manh&atilde; ( n = 61; 39,9%) e apenas 18,3% ( n = 28) no    per&iacute;odo da tarde (<a href="#f1">Fig. 1</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a02f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A hora em que foi notificado um maior n&uacute;mero de quedas foi &agrave;s    10 h, pelo facto de ser neste momento do dia que os doentes fazem a sua higiene    pessoal. Seguindo-se &agrave;s 24 h e 6 h, aqui talvez pela ineficaz ilumina&ccedil;&atilde;o    e maior sonol&ecirc;ncia com que se encontram quando se levantam a meio da noite    por necessidades fisiol&oacute;gicas.</p>     <p>No final dos tr&ecirc;s turnos (manh&atilde;-14 h, tarde-21 h e noite-6 h)    registaram-se outros picos com ocorr&ecirc;ncia de quedas mais not&oacute;ria    na popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel. Neste hor&aacute;rio os enfermeiros    e os auxiliares de a&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica encontram-se na enfermaria    a atender e a observar os doentes de forma mais individual, limitando a sua    disponibilidade imediata para auxiliar outros doentes. Esta indisponibilidade    leva a que alguns doentes tentem atender &agrave;s suas necessidades sozinhos    originando poss&iacute;veis epis&oacute;dios de queda.</p>     <p>Verificou-se que no geral das quedas notificadas, estas corresponderam a uma    queda por doente num mesmo internamento ( n = 148; 96,7%), sendo que apenas    foram observados dois doentes com duas quedas, outros dois doentes que registaram    tr&ecirc;s quedas e apenas um doente que registou quatro quedas.</p>     <p>Verificou-se que 85,6% do n&uacute;mero de epis&oacute;dios de quedas notificados    tinham sido previamente avaliados, segundo a Escala de Morse. Dos quais 37,9%    de risco m&eacute;dio pr&eacute;vio &agrave; queda e 32,7% com alto risco de    queda, valores semelhantes a outros estudos <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Observou-se ainda que, na maioria dos casos das quedas com les&atilde;o, os    doentes se encontravam orientados (77%), n&atilde;o agitados (95%) e sem medidas    de contens&atilde;o mec&acirc;nica (93%). Na maioria dos casos (79%), as quedas    dos doentes em internamento n&atilde;o foram observadas ou presenciadas. Verificou-se    uma associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa entre a inexist&ecirc;ncia    de grades elevadas e contens&atilde;o mec&acirc;nica e o estado de orienta&ccedil;&atilde;o    do doente, sobretudo em virtude do estado de orienta&ccedil;&atilde;o do doente.</p>     <p>O servi&ccedil;o que teve maior n&uacute;mero de quedas notificadas foi a medicina    (65,4%; n = 100), seguindo-se a cirurgia (17,6%; n = 27), a urologia e o servi&ccedil;o    de doen&ccedil;as infectocontagiosas com (3,9%; n = 6), o de nefrologia (3,3%;    n = 5), o de gastroenterologia (2,6%; n = 4), o de pneumologia (2%; n = 3) e,    por fim, o de dermatologia (1,3%; n = 2).</p>     <p>O local mais frequente das quedas dos doentes em internamento foi o quarto    (62,1%; n = 95), seguindo-se as instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias    (19,6%; n = 30). No corredor foram notificadas 8,5% ( n = 13) das quedas, no    duche 7,2% ( n = 11), na rua 2% ( n = 3) e no refeit&oacute;rio uma queda (0,7%).</p>     <p>O motivo do levante mais frequente foram as necessidades fisiol&oacute;gicas    (47,7%; n = 73), seguindo-se a confus&atilde;o do doente (15%; n = 23) e a higiene    (14,4%; n = 22). As necessidades fisiol&oacute;gicas dos doentes t&ecirc;m-se    associado, com alguma frequ&ecirc;ncia, ao n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o    grave <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>O motivo mais frequente das quedas foi o estado de sa&uacute;de do doente (67,3%;    n = 103), seguindo-se os fatores ambientais (21,6%; n = 33), tais como: &aacute;gua    e/ou urina no ch&atilde;o, piso degradado, falta de trav&otilde;es nos cadeir&otilde;es,    camas e macas, a resposta ao tratamento, medica&ccedil;&atilde;o ou anestesia    (7,8%; n = 12).</p>     <p>O estado de sa&uacute;de, que se manifesta na debilidade de sa&uacute;de individual    de cada doente, foi o motivo que surgiu com mais frequ&ecirc;ncia, por&eacute;m    quando associado estatisticamente com o n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o    n&atilde;o revelou uma associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa.    O doente idoso quando &eacute; internado numa UH, por mais curto que seja o    internamento, modifica profundamente os h&aacute;bitos de vida di&aacute;rios,    o que associado a um estado de sa&uacute;de debilitado, aumenta consideravelmente    o RQ <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na maioria dos casos das quedas notificados, o n&iacute;vel de gravidade da    les&atilde;o foi ligeiro (79,1%; n = 121), em 22 casos (14,4%) foi moderado    e em apenas dez casos se observou um n&iacute;vel de gravidade grave (6,5%);    que geraram diferentes tipos de les&atilde;o (<a href="#f2">Fig. 2</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a02f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos dez casos de quedas notificados com n&iacute;vel de gravidade grave, dois    apresentaram traumatismos cr&acirc;nio&shy;encef&aacute;licos (hematomas subdural    grave, um levou a morte o outro reverteu), um traumatismo do bra&ccedil;o (fratura    sem necessidade de cirurgia &ndash; tratamento conservador) e os restantes sete    sofreram fraturas da perna, tendo sido apenas seis operados.</p>     <p>O n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o e o tipo de queda n&atilde;o confirmam    associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa, contudo o n&iacute;vel    de gravidade da les&atilde;o e o tipo de les&atilde;o apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o    estat&iacute;stica altamente significativa.</p>     <p>De todas as notifica&ccedil;&otilde;es de quedas, 93 casos (60,8%) foram observados    por urg&ecirc;ncia interna. Na sequ&ecirc;ncia da les&atilde;o, houve necessidade    de 22 casos (14%) serem observados por outra especialidade, das quais se destacaram    onze observa&ccedil;&otilde;es por ortopedia (7,2%), cinco por neurocirurgia    (3,3%), dois por neurologia e dois por maxilo-facial (1,3%).</p>     <p>De todos os epis&oacute;dios de quedas notificados, sete foram submetidos a    cirurgia; quatro foram submetidos a redu&ccedil;&atilde;o fechada de fratura    do f&eacute;mur com fixa&ccedil;&atilde;o interna; um a redu&ccedil;&atilde;o    aberta de fratura de f&eacute;mur, com fixa&ccedil;&atilde;o interna; um a desbridamento    e sutura da ferida escrotal (menos complexa) e outro a substitui&ccedil;&atilde;o    parcial da anca e vertebroplastia percut&acirc;nea.</p>     <p>Quando se realiza a associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre o n&iacute;vel    de gravidade da les&atilde;o e o tipo de cirurgia resulta numa associa&ccedil;&atilde;o    estat&iacute;stica altamente significativa, uma vez que, os atos cir&uacute;rgicos    s&atilde;o extremamente invasivos para o doente, tornando-o mais vulner&aacute;vel    e debilitado. Logo, se se corre o risco de submeter o doente a uma cirurgia    o n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o tem que ser grave. Foram precisamente    os custos com as cirurgias que implicaram mais gastos na UH.</p>     <p>No ano de 2013, as quedas com les&atilde;o representaram um total de custos    de EUR 50.641, o que corresponde, em m&eacute;dia, a EUR 331 por cada queda    notificada ( n = 153). Apesar de apenas terem sido registados 10 casos de GDH    cir&uacute;rgico, esta foi a rubrica onde o volume de custos foi superior (<a href="#t2">Tabela    2</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a02t2.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Realizou-se uma estimativa para os custos com notifica&ccedil;&otilde;es de    quedas sem les&atilde;o, atrav&eacute;s da contabiliza&ccedil;&atilde;o do total    de custos com a observa&ccedil;&atilde;o pela urg&ecirc;ncia m&eacute;dica nos    turnos da tarde e noite, o valor encontrado foi dividido pelo total de notifica&ccedil;&otilde;es    de quedas sem les&atilde;o e somou-se a esse valor uma m&eacute;dia de custo    de exames de EUR 10, perfazendo um total de EUR 46; totalizando EUR 19.642 (<a href="#t3">Tabela    3</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a02t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Com o aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, os consumidores dos    cuidados de sa&uacute;de hospitalares s&atilde;o cada vez mais idosos, apresentando    m&uacute;ltiplas comorbilidades. Da&iacute; se verificar uma grande concentra&ccedil;&atilde;o    de quedas notificadas de doentes com idade compreendidas entre os 71 e os 85    anos.</p>     <p>Na tentativa de dar resposta a esta realidade, as UH t&ecirc;m aumentado o    n&uacute;mero de camas de medicina, numa tentativa de uma melhor gest&atilde;o    de recursos, por isso a grande discrep&acirc;ncia no n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es    de quedas por servi&ccedil;o.</p>     <p>A maioria das quedas ocorre quando o doente se encontra sozinho, na aus&ecirc;ncia    de profissionais de sa&uacute;de que o possam acompanhar, cuidar e vigiar.</p>     <p>O principal motivo que levou o doente a cair foi a busca da satisfa&ccedil;&atilde;o    das suas necessidades fisiol&oacute;gicas, seguindo-se por per&iacute;odos de    confus&atilde;o e a realiza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria higiene. O motivo    com mais probabilidade de ter provocado a queda foi o estado de sa&uacute;de    do doente, seguindo-se os fatores ambientais e a resposta ao tratamento, medica&ccedil;&atilde;o    ou anestesia.</p>     <p>As les&otilde;es que surgiram com mais frequ&ecirc;ncia ap&oacute;s o epis&oacute;dio    de queda foram escoria&ccedil;&otilde;es e hematomas, lacera&ccedil;&otilde;es    e fraturas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisou-se a m&eacute;dia de custos (por tipologia) em fun&ccedil;&atilde;o    da MARQ com resultado de alto risco, n&atilde;o se verificando a exist&ecirc;ncia    de diferen&ccedil;as significativas.</p>     <p>Quando se compara a m&eacute;dia de custos em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel    de gravidade da les&atilde;o concluiu-se que os valores diferem em termos do    n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o. Em geral, os custos diretos tendem    a aumentar com a severidade da les&atilde;o, sendo as quedas com um n&iacute;vel    de les&atilde;o moderado e grave as que representam um maior valor m&eacute;dio    dos custos.</p>     <p>Em termos de custos com os epis&oacute;dios de queda com les&atilde;o, concluiu-se    que foram as les&otilde;es graves de origem ortop&eacute;dica que maiores custos    acarretaram, seguidas pelos custos com as observa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas    e os custos com os tratamentos.</p>     <p>No ano de 2013, para a popula&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel desta UH, o    total de custos com incidentes de quedas notificadas com les&atilde;o apontam    para um total de EUR 50.641 e sem les&atilde;o para um total de EUR 19.642.    Logo, estima-se que a UH teve um total de custos com epis&oacute;dios de queda    aproximado de EUR 70.283. Caso extrapol&aacute;ssemos estes valores para a popula&ccedil;&atilde;o    alvo desta UH, os custos ascenderiam a EUR 108.333.</p>     <p>Os dados apontam que &eacute; sobretudo o n&iacute;vel de gravidade da les&atilde;o    que tem rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica com os custos hospitalares    das quedas dos doentes durante internamento.</p>     <p>Os custos com medica&ccedil;&atilde;o, dias de internamento e/ou danos de &iacute;ndole    psicol&oacute;gica ou social/econ&oacute;mica, n&atilde;o foram poss&iacute;veis    de quantificar, uma vez que, estes n&atilde;o s&atilde;o relatados em todo o    processo cl&iacute;nico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> OECD: Value for Money in Health    Spending. Paris, OECD Publishing, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092168&pid=S2504-3145201800010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Mladovsky P, Srivastava D,    Cylus J, Karanikolos M, Evetovits T, Thomson S, et al: Health policy in the    financial crisis. Eurohealth 2012; 18: 3&ndash;6.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Campos AC: Reformas da sa&uacute;de:    o fio condutor. Coimbra, Edi&ccedil;&otilde;es Almedina, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092171&pid=S2504-3145201800010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Uva AS, Serranheira F: A seguran&ccedil;a    do doente tamb&eacute;m depende da sa&uacute;de e seguran&ccedil;a de quem presta    cuidados. Rev Hospital Futuro 2008; 10: 1&ndash;2.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Hoonhout L, Bruijne M, Wagner    C, Zegers M, Waaijman R, Spreeuwenber, et al: Direct medical costs of adverse    events in Dutch hospitals. BMC Health Serv Res 2009; 9: 27. <a href="https://www.biomedcentral.com/1472-6963/9/27" target="_blank">https://tools.ispor.org/peguidelines</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092174&pid=S2504-3145201800010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Reis V: Gest&atilde;o em sa&uacute;de:    um espa&ccedil;o de diferen&ccedil;a. Lisboa, ENSP, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092176&pid=S2504-3145201800010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Delgado M: A melhoria cont&iacute;nua    da qualidade; in Borges M, Campos L, Portugal R (eds): Governa&ccedil;&atilde;o    dos hospitais. Alfragide, Casa das Letras, 2009, pp 45&ndash;55.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Silva M: Gest&atilde;o da    qualidade em cuidados de sa&uacute;de. Lisboa, Monitor &ndash; Projetos e Edi&ccedil;&otilde;es,    2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Sim&otilde;es J: Retrato pol&iacute;tico    da sa&uacute;de: depend&ecirc;ncia do percurso e inova&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de:    da ideologia ao desempenho. Coimbra, Almedina, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092180&pid=S2504-3145201800010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de:    Portal da Codifica&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica e dos GDH. Grupos de Diagn&oacute;sticos    Homog&eacute;neos (GDH). Lisboa, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2014. <a href="http://portalcodgdh.min-saude.pt/index.php/Grupos_de_Diagn%C3%B3sticos_Homog%C3%A9neos_(GDH)" target="_blank">http://portalcodgdh.min-saude.pt/index.php/Grupos_de_Diagn%C3%B3sticos_Homog%C3%A9neos_(GDH)</a>)    (acedido a 3 de agosto de 2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092182&pid=S2504-3145201800010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Portaria n.&ordm; 234/2015.    Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 153/2015. S&eacute;rie I. (2015&ndash;08&ndash;07)    5516&ndash;654. Regulamento e Tabelas de Pre&ccedil;os das Institui&ccedil;&otilde;es    e Servi&ccedil;os Integrados no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> International Quality Indicator    Project. Indicator 13: Falls. Newcastle, University of Newcastle, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092185&pid=S2504-3145201800010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Saraiva D, Louro I, Ferreira    L, Batista P, Pina S, Ramalhinho J: Quedas: indicador de qualidade assistencial.    Nursing 2008; 18: 28&ndash;35.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Joint Commission International:    Padr&otilde;es de acredita&ccedil;&atilde;o da Joint Commission Internacional    para Hospitais, ed 3. Rio de Janeiro, Cons&oacute;rcio Brasileiro de Acredita&ccedil;&atilde;o,    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092188&pid=S2504-3145201800010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Almeida R, Abreu C, Mendes    A: Quedas em doentes hospitalizados: contributos para uma pr&aacute;tica baseada    na preven&ccedil;&atilde;o. Rev Enferm Ref 2010; 3: 163&ndash;172.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Healey F, Scobie S: Slips,    Trips and Falls in Hospital: The Third Report from the Patient Observatory.    London, National Patient Safety Agency, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092191&pid=S2504-3145201800010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Nadkarni J, Iyengar K,    Dussa C, Watve S, Vishwanath K: Orthopaedic injuries following falls by hospital    in-patients. Gerontology 2005; 51: 329&ndash;333.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Cunha S: Quedas dos doentes    no Hospital de Braga: an&aacute;lise dos eventos e custos associados; Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado; Braga, 2013.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Costa-Dias M, Martins T,    Ara&uacute;jo F: Estudo do ponto de corte da Escala de Quedas de Morse (MFS).    Rev Enferm Ref 2014; 4: 65&ndash;74.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> McAlister S: APR DRG weights    and the relationship to patient falls. Nurs Econ 2009; 27: 119&ndash;123.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Portaria n.&ordm; 163/2013.    Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 80/2013. S&eacute;rie I. (2013&ndash;04&ndash;24)    2495&ndash;606. Tabelas de Pre&ccedil;os e Regulamento a praticar pelo Servi&ccedil;o    Nacional de Sa&uacute;de.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Pestana ML, Gageiro JN:    An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais: a complementaridade do    SPSS, ed 6. Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092198&pid=S2504-3145201800010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>As autoras declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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