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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medição da autonomia em atividades da vida diária]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measurement of Independence in Activities of Daily Living]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Activities of daily living constitute a basic level of independence, which allow the participation in the daily routine, in terms of survival and basic well-being. In this work, we will focus on the need to evaluate activities of daily living in continuing and palliative care. Objective: To describe and compare instruments measuring activities of daily living. Materials and Methods: Literature review of measuring instruments of daily life activities that measure self-care, in English and in Portuguese, between 1980 and 2017, in databases recognized in this field. Results: We found six instruments and, for each one, we identified the number of questions and dimensions, the psychometric properties, and the existence of a validated Portuguese version. Discussion: All instruments are filled in by professionals via direct observation and evaluate self-care. Dressing/undressing, feeding, and mobility are common to all instruments, with other activities that are specific to just one scale. Conclusion: Dressing/undressing, feeding, and mobility are the most evaluated dimensions. Only the Barthel Index is validated for the Portuguese population. Concerning quality criteria, a scale offers reliability for stroke. Most of the scales show good correlation with other assessment scales of autonomy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RESEARCH ARTICLE</b></p>     <p><b>Medi&ccedil;&atilde;o da autonomia em atividades da vida di&aacute;ria</b></p>     <p><b>Measurement of Independence in Activities of Daily Living</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana L&uacute;cia Sim&otilde;es<sup>a</sup> ,Pedro Lopes Ferreira<sup>b</sup>    ,Mar&iacute;lia Dourado<sup>c</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup> Terapeuta Ocupacional, Mestre em Cuidados Continuados e Paliativos    pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>b</sup> Professor Catedr&aacute;tico da Faculdade de Economia da Universidade    de Coimbra, Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da    Universidade de Coimbra, Centro de Inova&ccedil;&atilde;o em Biomedicina e Biotecnologia,    Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>c</sup> Professora Associada pela Faculdade de Medicina da Universidade    de Coimbra, Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da    Universidade de Coimbra, Centro de Inova&ccedil;&atilde;o em Biomedicina e Biotecnologia,    Coimbra, Portugal&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: As atividades da vida di&aacute;ria constituem o    n&iacute;vel mais b&aacute;sico de autonomia, que permitem a participa&ccedil;&atilde;o    no dia-a-dia em termos de sobreviv&ecirc;ncia e bem-estar b&aacute;sicos. Neste    trabalho, focaremos a necessidade de avaliar as atividades da vida di&aacute;ria    em cuidados continuados e paliativos. - Objetivo: Descrever e comparar instrumentos    de medi&ccedil;&atilde;o de atividades da vida di&aacute;ria. - Material e m&eacute;todos:    Pesquisa bibliogr&aacute;fica de instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o de atividades    de vida di&aacute;ria, em ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s, entre 1980 e 2017,    nas bases de dados cient&iacute;ficas reconhecidas para este efeito. - Resultados:    Encontraram-se seis instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o e, para cada um, identificou-se    o n&uacute;mero de perguntas e dimens&otilde;es avaliadas, as propriedades psicom&eacute;tricas    e a exis&shy;t&ecirc;ncia de vers&atilde;o portuguesa validada. - Discuss&atilde;o:    Todos os instrumentos s&atilde;o preenchidos pelo profissional, por observa&ccedil;&atilde;o    direta, e avaliam os autocuidados. Vestir/despir, alimenta&ccedil;&atilde;o    e mobilidade s&atilde;o atividades comuns a todos, havendo outras espec&iacute;ficas    de apenas uma escala. - Conclus&atilde;o: As dimens&otilde;es vestir/despir,    alimenta&ccedil;&atilde;o e mobilidade s&atilde;o as mais avaliadas. Apenas    o &iacute;ndice de Barthel est&aacute; validado para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa. Quanto a crit&eacute;rios de qualidade, uma escala apresenta fiabilidade    para o acidente vascular cerebral. A maioria das escalas apresenta boa correla&ccedil;&atilde;o    com outras escalas de avalia&ccedil;&atilde;o da autonomia.</p>     <p><b>Keywords:</b> Medi&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de Escalas Autonomia Atividades    da vida di&aacute;ria </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Activities of daily living constitute a basic level of independence,    which allow the participation in the daily routine, in terms of survival and    basic well-being. In this work, we will focus on the need to evaluate activities    of daily living in continuing and palliative care. Objective: To describe and    compare instruments measuring activities of daily living. Materials and Methods:    Literature review of measuring instruments of daily life activities that measure    self-care, in English and in Portuguese, between 1980 and 2017, in databases    recognized in this field. Results: We found six instruments and, for each one,    we identified the number of questions and dimensions, the psychometric properties,    and the existence of a validated Portuguese version. Discussion: All instruments    are filled in by professionals via direct observation and evaluate self-care.    Dressing/undressing, feeding, and mobility are common to all instruments, with    other activities that are specific to just one scale. Conclusion: Dressing/undressing,    feeding, and mobility are the most evaluated dimensions. Only the Barthel Index    is validated for the Portuguese population. Concerning quality criteria, a scale    offers reliability for stroke. Most of the scales show good correlation with    other assessment scales of autonomy.</p>     <p><b>Keywords:</b> Health measurement &middot; Scales &middot; Independence &middot;    Activities of daily living</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Desde &eacute;pocas remotas os seres humanos procuram envolver-se em atividades    para dar significado &agrave; exist&ecirc;ncia e garantir o seu bem-estar <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.    No n&iacute;vel b&aacute;sico de atividade, as denominadas atividades de vida    di&aacute;ria (AVD) ou de autocuidado, s&atilde;o consideradas essenciais para    uma vida independente <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. No conceito    de AVD est&atilde;o englobadas tarefas dirigidas para o pr&oacute;prio que promovem    e mant&ecirc;m a sa&uacute;de, previnem doen&ccedil;as e/ou incapacidades <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.    Este grupo de atividades geralmente abrange &aacute;reas como a higiene pessoal,    vestir-se, ir &agrave; casa de banho, transferir-se e alimentar-se ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> ).</p>     <p>A medi&ccedil;&atilde;o das AVD &eacute; importante em todos os aspetos da    presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a determinadas popula&ccedil;&otilde;es,    em que a avalia&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es    impostas pela doen&ccedil;a ou pela idade &eacute; essencial, uma vez que a    presen&ccedil;a de incapacidade nas AVD aumenta a mortalidade, o risco de sofrer    depress&atilde;o e reduz a qualidade de vida ( <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> ).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As AVD constituem a autonomia m&iacute;nima que possibilita a participa&ccedil;&atilde;o    nos cuidados pessoais ( <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>    ). No caso de pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados e/ou    paliativos, este des&iacute;gnio n&atilde;o &eacute; concretizado, uma vez que    sofrem de incapacidade que limita a sua participa&ccedil;&atilde;o ( <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>    , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> ). Quando tal se verifica,    o principal objetivo da interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; otimizar    as capacidades do indiv&iacute;duo, de modo a obter o apoio necess&aacute;rio    para uma vida o mais aut&oacute;noma poss&iacute;vel, permitindo assim a sua    participa&ccedil;&atilde;o em atividades de forma satisfat&oacute;ria e com    melhor qualidade de vida <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Por conseguinte, definiu-se como objetivo deste tra&shy;balho identificar e    descrever os instrumentos que permitem avaliar a autonomia nas AVD. Deste modo    pretende-se contribuir para uma melhor orienta&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica    em fun&ccedil;&atilde;o das atividades importantes para a pessoa com incapacidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Materiais e M&eacute;todos</b></p>     <p>Realizou-se uma pesquisa bibliogr&aacute;fica, referente aos v&aacute;rios    instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o existentes para avaliar a autonomia nas    AVD, nas principais bases de dados cient&iacute;ficos utilizando a plataforma    B-On. Pesquisaram-se artigos publicados entre 1980 e 2017, em ingl&ecirc;s e    portugu&ecirc;s, com resumo dispon&iacute;vel, utilizando as palavras-chave    &ldquo;activities of daily living&rdquo; AND &ldquo;scales of measurement&rdquo;    AND &ldquo;self-care&rdquo;, e as correspondentes em portugu&ecirc;s. Consideram-se    crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e de exclus&atilde;o, para os artigos a    incluir no estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Encontraram-se 180 artigos dos quais se exclu&iacute;ram 9 por se encontrarem    duplicados e inclu&iacute;ram-se os que faziam refer&ecirc;ncia a instrumentos    de avalia&ccedil;&atilde;o da autonomia em AVD, num total de 171. Desta an&aacute;lise    resultaram 67 escalas. Foram exclu&iacute;das as escalas que fossem espec&iacute;ficas    para determinada patologia ou que n&atilde;o avaliassem exclusivamente atividades    de autocuidado. Por fim, fez-se uma segunda pesquisa em busca dos artigos originais    das escalas selecionadas para efeito deste estudo.</p>     <p>Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o    e de inclus&atilde;o selecionaram-se para o estudo seis escalas. Para cada escala    identificou-se a modalidade de preenchimento, as propriedades psicom&eacute;tricas    e valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, que a seguir    apresentamos e descrevemos. A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta este processo    de sele&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a03f1.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>&Iacute;ndice de Barthel</i></p>     <p>Este &iacute;ndice de Barthel &eacute; um instrumento que avalia o n&iacute;vel    de independ&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo para dez AVD, que foi descrito e    publicado por Mahoney e Barthel em 1965 e validado para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa em 2007 ( <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> - <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>    ). Avalia a autonomia na alimenta&ccedil;&atilde;o, transfer&ecirc;ncias, cuidados    pessoais, utiliza&ccedil;&atilde;o do WC, banho, mobilidade, subir e descer    escadas, vestir, controlo intestinal, e controlo urin&aacute;rio <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.    A pontua&ccedil;&atilde;o final varia entre 0 (m&aacute;xima depend&ecirc;ncia)    e 100 (independ&ecirc;ncia total), com intervalos de 5 pontos, sendo a pontua&ccedil;&atilde;o    de cada atividade medida separadamente <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.    Desta forma cada AVD pode ser classificada entre 2 a 4 n&iacute;veis, de acordo    com a sua import&acirc;ncia para a funcionalidade: a pontua&ccedil;&atilde;o    0 corresponde &agrave; depend&ecirc;ncia total e a independ&ecirc;ncia pode    assumir a pontua&ccedil;&atilde;o 5, 10 ou 15 em fun&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis    de classifica&ccedil;&atilde;o (ex.: a atividade de banho disp&otilde;e apenas    de dois n&iacute;veis, enquanto que as transfer&ecirc;ncias apresentam 4 n&iacute;veis)    <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Pode ser aplicado por entrevista    &agrave; pessoa e/ou a familiares ou atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o    direta do desempenho da pessoa.</p>     <p>Em termos de par&acirc;metros psicom&eacute;tricos de qualidade, a vers&atilde;o    original apresentou bons resultados a n&iacute;vel de validade, fiabilidade    e sensibilidade para descrever mudan&ccedil;as no estado funcional ao longo    do tempo <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. De salientar que    esta escala foi validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa em idosos    n&atilde;o institucionalizados, tendo apresentado elevada fiabilidade, boa consist&ecirc;ncia    interna (&alpha; = 0,96) e uma correla&ccedil;&atilde;o forte e positiva (0,84)    com a escala de Lawton e Brody <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.    As suas principais desvantagens s&atilde;o o facto de n&atilde;o fornecer informa&ccedil;&atilde;o    sobre a causa da depend&ecirc;ncia, n&atilde;o avaliar um leque maior de AVD    e n&atilde;o ser suficientemente sens&iacute;vel a pequenas mudan&ccedil;as.</p>     <p><i>&Iacute;ndice de Katz</i></p>     <p>O &iacute;ndice de Katz, desenvolvido por Sidney Katz <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>,    avalia a funcionalidade de idosos e doentes cr&oacute;nicos para AVD, indicando    o grau de gravidade da doen&ccedil;a e/ou avaliando a efic&aacute;cia do tratamento.    Parte do pressuposto que, durante a reabilita&ccedil;&atilde;o, as capacidades    s&atilde;o ganhas na mesma ordem que s&atilde;o adquiridas inicialmente em crian&ccedil;a    ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    ). Avalia atividades como vestir, tomar banho, utilizar o WC, mobilidade, contin&ecirc;ncia    e alimenta&ccedil;&atilde;o ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> ). A vers&atilde;o original    possui tr&ecirc;s categorias de classifica&ccedil;&atilde;o para cada atividade:    independente, parcialmente dependente ou totalmente dependente ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> ). No final, a autonomia    &eacute; caracterizada em 7 classes, de A a G <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>Com esta escala &eacute; poss&iacute;vel fazer uma previs&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o    da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, da condi&ccedil;&atilde;o de vida um ano ap&oacute;s    a alta e da mortalidade. Em contrapartida, embora sens&iacute;vel a mudan&ccedil;as,    apresenta pouca capacidade para evidenciar pequenos ganhos em sa&uacute;de.    &Eacute; de r&aacute;pida aplica&ccedil;&atilde;o, evitando a sobrecarga do    respondente, mas n&atilde;o oferece informa&ccedil;&atilde;o com grande detalhe    <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>De acordo com estudos de Hamrin e Lindmark <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    apresenta boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha; = 0,94), embora outros estudos    apontem a concord&acirc;ncia entre observadores como baixa e uma fraca fiabilidade    no teste-reteste ( <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>    ). No que diz respeito &agrave; validade, apresenta uma validade de conte&uacute;do    classificada como boa <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Prev&ecirc;    resultados para pessoas internadas ou com AVC ( <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> ) e apresenta uma validade    convergente de 0,95 com o Activity Index.</p>     <p><i>Escala Klein-Bell de AVD</i></p>     <p>Esta escala documenta altera&ccedil;&otilde;es nas AVD de forma a direcionar    os objetivos da reabilita&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.    Como popula&ccedil;&atilde;o-alvo, pode ser aplicada a pessoas com ou sem patologia,    adultas ou crian&ccedil;as ( <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>    , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> ). Avalia seis AVD: vestir-se,    utiliza&ccedil;&atilde;o do WC, mobilidade, tomar banho e higiene, comunica&ccedil;&atilde;o    de emerg&ecirc;ncia, e alimenta&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.    Em termos de estrutura abarca 170 itens correspondentes a v&aacute;rias tarefas    AVD que, para efeitos de pontua&ccedil;&atilde;o, o profissional assinala se    o doente &eacute; capaz de realizar, mesmo se com equipamentos de apoio ( <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>    ). Cada item tem atribu&iacute;do a priori um valor de 1 a 3, calculado pelos    autores com base na import&acirc;ncia para a sa&uacute;de, grau de dificuldade    para pessoas sem patologia, tempo necess&aacute;rio para realizar aquela tarefa,    e sobrecarga para o cuidador ( <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> ). Para obter a pontua&ccedil;&atilde;o    final soma-se o valor de cada item que a pessoa conseguiu realizar. As pontua&ccedil;&otilde;es    variam entre 0 e 313, quanto mais alta for a pontua&ccedil;&atilde;o maior o    grau de independ&ecirc;ncia <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como vantagens verifica-se que &eacute; sens&iacute;vel a pequenas altera&ccedil;&otilde;es    na autonomia, detetando os problemas de uma forma mais diagn&oacute;stica (    <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>    ). O facto de estar dispon&iacute;vel de forma muito restrita dificulta a sua    utiliza&ccedil;&atilde;o, sendo isso considerado uma desvantagem.</p>     <p>As medidas psicom&eacute;tricas demonstram concord&acirc;ncia entre observadores    de 0,92 em estudos sobre reabilita&ccedil;&atilde;o de adultos, e uma correla&ccedil;&atilde;o    de 0,86 com o n&uacute;mero de horas necess&aacute;rias para a assist&ecirc;ncia    em autocuidados. Por &uacute;ltimo, verifica-se que, na atividade de tomar banho,    &eacute; sens&iacute;vel &agrave;s pequenas mudan&ccedil;as de altera&ccedil;&atilde;o    da autonomia <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o Kenny de Autocuidado</i></p>     <p>Esta escala avalia a funcionalidade da pessoa para viver de forma independente    em casa ou em ambiente protegido e classifica todas as AVD com igual import&acirc;ncia    <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Na sua avalia&ccedil;&atilde;o    contempla as atividades de mobilidade na cama, transfer&ecirc;ncias, desloca&ccedil;&otilde;es,    vestir-se, higiene pessoal, controlo do intestino e da bexiga e alimenta&ccedil;&atilde;o    <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Para efeitos de avalia&ccedil;&atilde;o,    cada AVD &eacute; uma categoria-tema, com 1 a 4 subactividades gerais. Cada    subactividade subdivide-se em diversas tarefas, obtendo-se um total de 17 subactividades    contendo 85 tarefas <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. O preenchimento    &eacute; feito pelo profissional, atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o    direta durante o desempenho das tarefas, sendo apenas cotadas as tarefas observadas.    Se o profissional suspeitar que o desempenho da pessoa n&atilde;o reflete as    suas verdadeiras capacidades (exemplo: fase aguda da doen&ccedil;a) pode anotar    essa observa&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.    Para atribuir pontua&ccedil;&atilde;o, cada tarefa &eacute; cotada como &ldquo;totalmente    independente&rdquo;, &ldquo;necessitando de assist&ecirc;ncia ou supervis&atilde;o&rdquo;,    ou como &ldquo;totalmente dependente&rdquo;, e a cada subactividade &eacute;    dada uma pontua&ccedil;&atilde;o de 0 (totalmente dependente) a 4 (totalmente    independente) <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. A pontua&ccedil;&atilde;o    de cada subactividade &eacute; somada com as outras subactividades da mesma    categoria, obtendo-se uma pontua&ccedil;&atilde;o, para cada categoria. Por    &uacute;ltimo as pontua&ccedil;&otilde;es de cada categoria s&atilde;o somadas    obtendo a pontua&ccedil;&atilde;o final <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Em termos de fiabilidade, o coeficiente da categoria desloca&ccedil;&otilde;es    (0,46) demonstrou ser significativamente mais baixo comparativamente &agrave;s    restantes (0,71 a 0,94). Quando comparado com o &iacute;ndice de Barthel, em    doentes com AVC, obteve uma correla&ccedil;&atilde;o de Spearman de 0,73 <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Como desvantagem, tem uma grande quantidade de instru&ccedil;&otilde;es para    administra&ccedil;&atilde;o e cota&ccedil;&atilde;o, bem como um elevado n&uacute;mero    de tarefas que &eacute; necess&aacute;rio observar <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o Melville-Nelson de Autocuidado (SCA)</i></p>     <p>Avalia o desempenho e o grau de apoio necess&aacute;rio em sete AVD: mobilidade    na cama, transfer&ecirc;ncias, vestir-se, alimenta&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o    do WC, higiene pessoal, e banho <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.    Cada AVD subdivide-se em grupos de tr&ecirc;s a nove subactividades, com quatro    tarefas cada. Para pontuar, o profissional observa o desempenho da pessoa em    cada tarefa e atribui o valor de 1 ponto sempre que a pessoa n&atilde;o conseguir    realizar a tarefa de forma independente <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.    O somat&oacute;rio das tarefas que n&atilde;o conseguir realizar &eacute; pontuado    relativamente ao grau de desempenho para cada AVD. Se alguma das subactividades    n&atilde;o for considerada relevante, pela pessoa, n&atilde;o deve ser pontuada    <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. A pontua&ccedil;&atilde;o    total varia de 0 a 140, correspondendo as pontua&ccedil;&otilde;es mais altas    a maior depend&ecirc;ncia.</p>     <p>No que diz respeito a avalia&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica, apresenta    uma concord&acirc;ncia entre observadores de 0,94 e na validade manifesta uma    correla&ccedil;&atilde;o de 0,85 com a Medida de Independ&ecirc;ncia Funcional    (MIF) e de 0,86 com a escala Klein-Bell <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Em termos da capacidade de resposta demonstra sensibilidade para detetar mudan&ccedil;as    do momento de admiss&atilde;o at&eacute; &agrave; alta e a autonomia em casa,    semelhantes &agrave; MIF (correla&ccedil;&atilde;o de 0,55) e &agrave; escala    de Klein-Bell (correla&ccedil;&atilde;o de 0,54) <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p><i>Traffic Light System-BasicADL (TLS-BasicADL)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta escala foi desenvolvida por profissionais de sa&uacute;de que cuidam de    doentes geri&aacute;tricos, em contexto hospitalar de agudos, e mede a autonomia    em 13 atividades: passar da posi&ccedil;&atilde;o de deitado para sentado, passar    da posi&ccedil;&atilde;o de sentado para deitado, passar de sentado para a posi&ccedil;&atilde;o    de p&eacute;, transferir-se da cama para a cadeira, transferir-se da cadeira    para a cama, marcha ou utiliza&ccedil;&atilde;o de cadeira de rodas, higiene    da parte superior do corpo, vestir a metade superior do corpo, tomar duche,    higiene da parte inferior do corpo, vestir a metade inferior do corpo, ir &agrave;    casa de banho e alimentar-se <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.    Podem ainda ser adicionadas duas atividades &ndash; subir escadas e caminhar    fora de casa &ndash;, quando consideradas relevantes <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>O preenchimento desta escala &eacute; realizado pelo profissional sendo cada    atividade cotada com uma cor consoante a funcionalidade do doente: vermelho    para &ldquo;com ajuda f&iacute;sica&rdquo;, amarelo para &ldquo;com supervis&atilde;o&rdquo;    e verde para &ldquo;independente&rdquo; <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.    Despois de preenchido o protocolo deve ser colocado no quarto do doente num    local vis&iacute;vel, de mo do a ser facilmente observado e interpretado pela    equipa t&eacute;cnica, bem como para promover a participa&ccedil;&atilde;o do    doente na tomada de decis&atilde;o sobre os objetivos terap&ecirc;uticos <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>Em termos de medidas psicom&eacute;tricas, demonstra uma elevada concord&acirc;ncia    inter-observadores e intra-observadores razo&aacute;vel para os itens referentes    &agrave; mobilidade <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Como    principais desvantagens aponta-se o facto de n&atilde;o ser sens&iacute;vel    a pequenas mudan&ccedil;as na autonomia da pessoa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Ap&oacute;s uma observa&ccedil;&atilde;o detalhada, comparam-se as escalas    conforme o exposto na <a href="#t1">Tabela 1</a> .</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a03t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta tabela s&atilde;o apresentados os crit&eacute;rios relativos a cada uma    das escalas descritas; o s&iacute;mbolo ? indica presen&ccedil;a da atividade    na escala e o s&iacute;mbolo X indica que aquela atividade n&atilde;o &eacute;    avaliada pela escala.</p>     <p>Pela an&aacute;lise da tabela, concluiu-se que todos os instrumentos avaliam    as atividades: alimenta&ccedil;&atilde;o, vestir/despir e mobilidade. A utiliza&ccedil;&atilde;o    das instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e a atividade de tomar banho    n&atilde;o s&atilde;o avaliadas pela Escala de Kenny. Por seu lado, o &iacute;ndice    de Katz n&atilde;o avalia a higiene pessoal, n&atilde;o sendo tamb&eacute;m    as transfer&ecirc;ncias avaliadas nem por este &iacute;ndice nem pela Escala    de Klein-Bell. A autonomia no controlo dos esf&iacute;ncteres, intestinal e    vesical, &eacute; medida pelos &iacute;ndices de Barthel e de Katz e pela Escala    de Kenny. Tamb&eacute;m se observa que existem AVD que s&atilde;o espec&iacute;ficas    de apenas uma escala, como a comunica&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia na    Escala de Klein-Bell e deslocar-se fora da casa na Escala TLS-BasicADL, ainda    que a avalia&ccedil;&atilde;o desta atividade seja opcional. A mobilidade na    cama apenas surge nas escalas de Kenny e SCA e o subir e descer as escadas &eacute;    avaliado apenas no &iacute;ndice de Barthel e na escala TLS-BasicADL.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao n&uacute;mero de itens, verifica-se que o &iacute;ndice de    Katz &eacute; a escala com menor n&uacute;mero de itens, apenas 6, em contraposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; escala de Klein-Bell com 170. De salientar que as escalas com maior    n&uacute;mero de itens (Klein-Bell, Kenny e SCA) s&atilde;o aquelas que obedecem    a uma estrutura organizada em subcategorias em que as atividades s&atilde;o    subdivididas em tarefas ou subtarefas.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; popula&ccedil;&atilde;o-alvo (<a href="#t1">Tabela    1</a> ), observa-se que a escala de Klein-Bell &eacute; a &uacute;nica que abarca    a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica e que a escala de Kenny tem a vantagem    de ser voltada para a autonomia da pessoa na sua habita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O preenchimento das escalas &eacute; maioritariamente feito por observa&ccedil;&atilde;o,    pelo profissional de sa&uacute;de. Apenas o &iacute;ndice de Barthel pode ser    aplicado por entrevista &agrave; pessoa, ou fam&iacute;lia. Os &iacute;ndices    de Katz, de Barthel e a Escala TLS-BasicADL s&atilde;o as que necessitam de    menor disp&ecirc;ndio de tempo, mas, em contrapartida, a informa&ccedil;&atilde;o    fornecida &eacute; tamb&eacute;m naturalmente inferior. Os resultados do &iacute;ndice    de Barthel e da TLS-BasicADL s&atilde;o os que se interpretam com maior facilidade,    uma vez que nos restantes instrumentos, para obter a pontua&ccedil;&atilde;o    final, quem os aplica tem que estar familiarizado com instru&ccedil;&otilde;es    detalhadas. Com a exce&ccedil;&atilde;o das escalas de Kenny e SCA quanto maior    a pontua&ccedil;&atilde;o final maior a independ&ecirc;ncia. Apenas a escala    TLS-BasicADL possui um sistema de cota&ccedil;&atilde;o &uacute;nico, funcionando    por cores para cada atividade correspondendo o verde &agrave; independ&ecirc;ncia,    o amarelo &agrave; supervis&atilde;o e o vermelho &agrave; depend&ecirc;ncia    f&iacute;sica.</p>     <p>Com respeito ao acesso &agrave;s escalas, o &iacute;ndice de Katz e a SCA est&atilde;o    dispon&iacute;veis atrav&eacute;s de pesquisa online, enquanto a escala de Klein-Bell,    a Kenny e a TLS carecem de autoriza&ccedil;&atilde;o do autor. De todas, apenas    o &iacute;ndice de Barthel possui uma vers&atilde;o portuguesa traduzida e validada    para idosos n&atilde;o institucionalizados.</p>     <p>Em termos de crit&eacute;rios de qualidade, estudos descrevem o &iacute;ndice    de Barthel como fi&aacute;vel em patologias como o AVC <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.    As categorias correspondentes &agrave;s AVD da escala de Kenny apresentaram    uma fiabilidade aceit&aacute;vel, exceto a categoria correspondente a &ldquo;desloca&ccedil;&otilde;es&rdquo;.    Em termos de consist&ecirc;ncia interna, estudos revelam que o &iacute;ndice    de Katz apresenta boa consist&ecirc;ncia, no entanto com fraca concord&acirc;ncia    entre observadores. Por outro lado, a escala de Klein-Bell, a SCA, e a TLS-BasicADL    apresentam bons n&iacute;veis de concord&acirc;ncia entre observadores.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; validade, os &iacute;ndices de Barthel e de Katz    s&atilde;o escalas v&aacute;lidas, respetivamente em pessoas com AVC e internadas.    A escala de Kenny apresenta bons n&iacute;veis de correla&ccedil;&atilde;o com    o &iacute;ndice de Barthel. Por sua vez, a SCA apresenta um bom coeficiente    de correla&ccedil;&atilde;o com a MIF e com a escala de Klein-Bell.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O presente trabalho teve como premissa analisar como se processa a medi&ccedil;&atilde;o    da autonomia nas AVD b&aacute;sicas, que qualquer deve desempenhar de modo a    ser funcional na sua autonomia pessoal. Desta forma, foi poss&iacute;vel analisar    os instrumentos que avaliam as atividades de autocuidado, e perceber de que    modo estes podem melhorar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>     <p>No geral dentro da medi&ccedil;&atilde;o dos autocuidados, as atividades de    vestir e despir, alimenta&ccedil;&atilde;o e a mobilidade s&atilde;o as mais    avaliadas. Por outro lado, verifica-se que a comunica&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia    e deslocar-se fora da casa s&atilde;o menos avaliadas, sendo consideradas espec&iacute;ficas    da escala Klein-Bell e TLS, respetivamente. Quanto &agrave; forma de preenchimento    a observa&ccedil;&atilde;o &eacute; a via privilegiada, embora no &iacute;ndice    de Barthel a entrevista seja uma op&ccedil;&atilde;o. Observa-se que as escalas    cuja aplica&ccedil;&atilde;o envolve maior disp&ecirc;ndio de tempo, SCA, Klein-Bell    e Kenny, possuem instru&ccedil;&otilde;es mais detalhadas e espec&iacute;ficas,    estrutura organizada com subtarefas e oferecem informa&ccedil;&atilde;o mais    pormenorizada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos instrumentos analisados apenas o &iacute;ndice de Barthel est&aacute; validado    para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Por conseguinte, ap&oacute;s esta    revis&atilde;o pretende-se expandir o leque de escalas validadas, contribuindo    para a valida&ccedil;&atilde;o de algumas delas.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; concord&acirc;ncia entre observadores observa-se    que a maioria das escalas apresenta bons n&iacute;veis. Em termos de validade    observamos que duas escalas s&atilde;o v&aacute;lidas para pessoas com AVC,    e que as restantes apresentam bons &iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o    com outras escalas de medi&ccedil;&atilde;o da funcionalidade.</p>     <p>Por conseguinte, foi poss&iacute;vel aprofundar o conhecimento sobre quais    os principais instrumentos utilizados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, observando    as vantagens e desvantagens de cada um para cada situa&ccedil;&atilde;o em concreto.    Esperamos ter contribu&iacute;do para a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais    de sa&uacute;de para a exist&ecirc;ncia de escalas que constituem uma mais-valia    para resultados em sa&uacute;de, bem como para alertar para a necessidade de    desenvolver mais trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, a fim de validar estes    instrumentos para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Christiansen CH, Townsend    EA: Introduction to Occupation: The Art and Science of Living. Upper Saddle    River, Prentice Hall, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092301&pid=S2504-3145201800010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Janaudis-Ferreira T, Beauchamp    MK, Robles PG, Goldstein RS, Brooks D: Measurement of activities of daily living    in patients with COPD. Chest 2014; 145: 253&ndash;271.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> World Health Organization,    Regional Office for South-East Asia: Self-Care in the Context of Primary Health    Care. New Delhi, World Health Organization, 2009. Available from: <a href="http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/206352/1/B4301.pdf" target="_blank">http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/206352/1/B4301.pdf</a>    (cited October 10, 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092304&pid=S2504-3145201800010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> McDowel I: Measuring Health:    A Guide to Rating Scales and Questionnaires. New York, Oxford University Press,    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092306&pid=S2504-3145201800010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Mill&aacute;n-Calenti JC,    Tub&iacute;o J, Pita-Fern&aacute;ndez S, Gonz&aacute;lez-Abraldes I, Lorenzo    T, Fern&aacute;ndez-Arruty T, et al: Prevalence of functional disability in    activities of daily living (ADL), instrumental activities of daily living (IADL)    and associated factors, as predictors of morbidity and mortality. Arch Gerontol    Geriatr 2010; 50: 306&ndash;310.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Jiang J, Tang Z, Futatsuka    M: The impact of ADL disability on depression symptoms in a community of Beijing    elderly, China. Environ Health Prev Med 2002; 7: 199&ndash;204.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> World Health Organization:    Disabilities: Factsheets. Geneva, World Health Organization, 2013. Available    from: <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs352/en/index.html">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs352/en/index.html</a>    (cited December 19, 2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092310&pid=S2504-3145201800010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> The American Occupational    Therapy Association: Occupational therapy practice framework: domain and process.    Am J Occup Ther 2008; 62: 625&ndash;683.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Mahoney F, Barthel D: Functional    evaluation: the Barthel Index. Md State Med J 1965; 14: 56&ndash;61.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Granger C, Albrecht G,    Hamilton B: Outcome of comprehensive medical rehabilitation: measurement by    PULSES profile and the Barthel Index. Arch Phys Med Rehabil 1979; 60: 145&ndash;154.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Ara&uacute;jo F, Ribeiro    JL, Oliveira A, Pinto C: Valida&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Barthel    numa amostra de idosos n&atilde;o institucionalizados. Rev Port Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2007; 25: 59&ndash;66.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Katz S, Ford A, Moskowitz    R, Jackson B, Jaffe M: Studies of illness in the aged. The index of ADL: a standardized    measure of biological and psychosocial function. JAMA 1963; 21: 914&ndash;919.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Radomski MV, Latham CA:    Occupational Therapy for Physical Dysfunction. Philadelphia, Lippincott Williams    &amp; Wilkins, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092317&pid=S2504-3145201800010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Shelkey M, Wallace M: Katz    Index of Independence in Activities of Daily Living (ADL). New York, The Hartford    Institute for Geriatric Nursing, 2012. Available from: <a href="http://consultgerirn.org/uploads/File/trythis/try_this_2.pdf" target="_blank">http://consultgerirn.org/uploads/File/trythis/try_this_2.pdf</a>    (cited November 12, 2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092319&pid=S2504-3145201800010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Hamrin E, Lindmark B: Evaluation    of functional capacity after stroke as a basis for active intervention. Scand    J Caring Sci 1988; 2: 113&ndash;122.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Brorsson B, Asberg K: Katz    index of independence in ADL. Reliability and validity in short-term care. Scand    J Rehabil Med 1984; 16: 125&ndash;132.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Law M, Letts L: A critical    review of scales of activities of daily living. Am J Occup Ther 1989; 43: 522&ndash;528.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Klein R, Bell B: Self-care    skills: behavioral measurement with Klein-Bell ADL scale. Arch Phys Med Rehabil    1982; 63: 335&ndash;338.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Spinal Cord Injury Rehabilitation    Evidence Project (SCIRE): Klein-Bell Activities of Daily Living Scale (K-B Scale).    Vancouver, Spinal Cord Injury Rehabilitation Evidence Project, 2010. Available    from: de: <a href="http://www.scireproject.com/outcome-measures/klein-bell-activities-of-daily-living-scale-k-b-scale" target="_blank">http://www.scireproject.com/outcome-measures/klein-bell-activities-of-daily-living-scale-k-b-scale</a>    (cited January 9, 2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092325&pid=S2504-3145201800010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Roach KE, Dillen LR: Development    of an acute care index of functional status for patients with neurologic impairment.    Phys Ther 1988; 68: 1102&ndash;1108.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Nelson D, Melville L, Wilkerson    J, Magness R, Grech J, Rosenberg J: Interrater reliability, concurrent validity,    responsiveness, and predictive validity of the Melville-Nelson Self-Care Assessment.    Am J Occup Ther 2002; 56: 51&ndash;59.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> University of Toledo: Overview    of the Melville-Nelson SCA. Toledo, University of Toledo, 2013. Available from:    <a href="https://www.utoledo.edu/hhs/ot/pdfs/sca_overview.pdf" target="_blank">https://www.utoledo.edu/hhs/ot/pdfs/sca_overview.pdf</a>    (cited January 13, 2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092329&pid=S2504-3145201800010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Asplin G, Kjellby-Wendt    G, Olsen MF: TLS-BasicADL: development and reliability of a new assessment scale    to measure basic mobility and self-care. Int J Ther Rehabil 2014; 21: 421&ndash;426.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes de Financiamento</b></p>     <p>Este trabalho n&atilde;o recebeu qualquer contribui&ccedil;&atilde;o, subs&iacute;dio    ou bolsa.</p>      ]]></body><back>
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