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<journal-title><![CDATA[Portuguese Journal of Public Health]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1159/000486468</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promoção do bem-estar em adolescentes: contributos do projeto +Contigo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Promoting Well-Being in Adolescents: The +Contigo Project]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2504-31452018000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2504-31452018000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2504-31452018000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos: O projeto +Contigo insere-se no âmbito da promoção da saúde mental e bem-estar e da prevenção de comportamentos autolesivos e enquanto projeto de investigação longitudinal é baseado numa intervenção multinível em rede. Tem como um dos objetivos gerais promover o bem-estar em adolescentes do 3º ciclo e do ensino secundário. - Métodos: Estudo de natureza quasi-experimental, com grupo de controlo, avaliado no início, no final e seis meses após intervenção ao longo do ano letivo. A intervenção dirigida aos adolescentes é composta por 7 sessões em sala de aula, abordando o estigma, a adolescência, o autoconceito, a re­solução de problemas, a depressão e o bem-estar. O instrumento de recolha de dados, aplicado sob a forma de questionário é constituído por vários instrumentos de medida entre os quais o índice de bem-estar (OMS, 1998). Foi autoadministrado a 2.105 adolescentes, de escolas da região centro de Portugal com adesão ao projeto +Contigo, durante os anos letivos de 2011/2012 e 2012/2013. - Resultados: A amostra é constituída por 2.105 adolescentes, maioritariamente do género masculino, com idade entre os 13 e os 14 anos, pertencentes maioritariamente a turmas do 8º ano. O índice de bem-estar demonstra um aumento ao longo das três fases, no grupo alvo de intervenção, com diferença estatisticamente significativa para o grupo de controlo. Os adolescentes do género masculino apresentam melhores índices de bem-estar, existindo no decorrer do projeto aumento deste índice para ambos os géneros, com diferenças estatisticamente significativas no género masculino. Os adolescentes do 7º, 8º e 9º ano evoluíram favoravelmente no índice de bem-estar em todas as fases de avaliação. - Conclusão: A intervenção produz resultados positivos a curto e a médio prazo para o índice de bem-estar, com resultados estatisticamente significativos para o grupo de intervenção comparativamente ao grupo de controlo. Estas repercussões ao nível do bem-estar dos adolescentes reforçam a estratégia preventiva de comportamentos suicidários adotada, já que, sendo o bem-estar um indicador de saúde mental acredita-se que poderá ajudar a prevenir os comportamentos autolesivos nos adolescentes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: The +Contigo project aims to promote mental health and well-being and prevent self-harm behaviors. As a longitudinal research project, it is based on a multilevel network intervention. One of its major objectives is to promote well-being among 7th- to 12th-graders. Methods: This is a quasi-experimental study, with a control group assessed at the beginning and end of the intervention as well as at a 6-month follow-up during the academic year. The intervention directed at adolescents consists of 7 sessions in the classroom, addressing stigma, adolescence, self-concept, problem solving, depression, and well-being. The data collection tool (a questionnaire) is composed of several measurement instruments such as the WHO-Five Well-Being Index (WHO, 1998). The questionnaire was applied to 2,105 adolescents from schools in the central region of Portugal involved in the +Contigo project during the academic years of 2011/2012 and 2012/2013. Results: The sample comprised 2,105 adolescents. Most students were male, 8th-graders, and aged between 13 and 14 years. Throughout the 3 stages, the well-being index increased more in the intervention group than in the control group, with a statistically significant difference. Male adolescents had higher well-being scores. Throughout this project, well-being increased for both genders, with statistically significant differences in the male gender. Students in the 7th, 8th, and 9th grades improved their well-being in all assessment stages. Conclusion: The intervention led to short- and longterm positive results in the well-being index, with statistically significant results for the intervention group when compared to the control group. This impact on the adolescents’ well-being reinforces the strategy adopted to prevent suicidal behaviors, since it is believed that wellbeing, as a mental health indicator, can help prevent adolescents’ self-harm behaviors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RESEARCH ARTICLE</b></p>     <p><b>Promo&ccedil;&atilde;o do bem-estar em adolescentes: contributos do projeto    +Contigo</b></p>     <p><b>Promoting Well-Being in Adolescents: The +Contigo Project</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rosa Maria Pereira Sim&otilde;es<sup>a</sup> ,Jos&eacute; Carlos Santos<sup>b</sup>    Jorge Fa&ccedil;anha<sup>c</sup> ,Maria&nbsp;Erse<sup>c</sup>&nbsp;,C&acirc;ndida    Loureiro<sup>d</sup>&nbsp;,L&uacute;cia Am&eacute;lia Marques<sup>e</sup> ,Helena    Quaresma<sup>f</sup> ,Ermelinda Matos<sup>e</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup> Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio    de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>b</sup> Sa&uacute;de Mental, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra,    Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>c</sup> Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Centro Hospitalar    e Universit&aacute;rio de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>d</sup> Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de    Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>e</sup> Enfermagem de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria, Administra&ccedil;&atilde;o    Regional de Sa&uacute;de do Centro, IP, Coimbra, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>f</sup> Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Escola Superior de Enfermagem    de Coimbra, Coimbra, Portugal&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Objetivos: O projeto +Contigo insere-se no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de mental e bem-estar e da preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos    autolesivos e enquanto projeto de investiga&ccedil;&atilde;o longitudinal &eacute;    baseado numa interven&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel em rede. Tem como um    dos objetivos gerais promover o bem-estar em adolescentes do 3&ordm; ciclo e    do ensino secund&aacute;rio. - M&eacute;todos: Estudo de natureza quasi-experimental,    com grupo de controlo, avaliado no in&iacute;cio, no final e seis meses ap&oacute;s    interven&ccedil;&atilde;o ao longo do ano letivo. A interven&ccedil;&atilde;o    dirigida aos adolescentes &eacute; composta por 7 sess&otilde;es em sala de    aula, abordando o estigma, a adolesc&ecirc;ncia, o autoconceito, a re&shy;solu&ccedil;&atilde;o    de problemas, a depress&atilde;o e o bem-estar. O instrumento de recolha de    dados, aplicado sob a forma de question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do    por v&aacute;rios instrumentos de medida entre os quais o &iacute;ndice de bem-estar    (OMS, 1998). Foi autoadministrado a 2.105 adolescentes, de escolas da regi&atilde;o    centro de Portugal com ades&atilde;o ao projeto +Contigo, durante os anos letivos    de 2011/2012 e 2012/2013. - Resultados: A amostra &eacute; constitu&iacute;da    por 2.105 adolescentes, maioritariamente do g&eacute;nero masculino, com idade    entre os 13 e os 14 anos, pertencentes maioritariamente a turmas do 8&ordm;    ano. O &iacute;ndice de bem-estar demonstra um aumento ao longo das tr&ecirc;s    fases, no grupo alvo de interven&ccedil;&atilde;o, com diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa para o grupo de controlo. Os adolescentes do g&eacute;nero masculino    apresentam melhores &iacute;ndices de bem-estar, existindo no decorrer do projeto    aumento deste &iacute;ndice para ambos os g&eacute;neros, com diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas no g&eacute;nero masculino. Os adolescentes    do 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; ano evolu&iacute;ram favoravelmente no &iacute;ndice    de bem-estar em todas as fases de avalia&ccedil;&atilde;o. - Conclus&atilde;o:    A interven&ccedil;&atilde;o produz resultados positivos a curto e a m&eacute;dio    prazo para o &iacute;ndice de bem-estar, com resultados estatisticamente significativos    para o grupo de interven&ccedil;&atilde;o comparativamente ao grupo de controlo.    Estas repercuss&otilde;es ao n&iacute;vel do bem-estar dos adolescentes refor&ccedil;am    a estrat&eacute;gia preventiva de comportamentos suicid&aacute;rios adotada,    j&aacute; que, sendo o bem-estar um indicador de sa&uacute;de mental acredita-se    que poder&aacute; ajudar a prevenir os comportamentos autolesivos nos adolescentes.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Bem-estar Adolescentes Suic&iacute;dio Comportamentos    autolesivos Preven&ccedil;&atilde;o suic&iacute;dio Meio escolar</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Objectives: The +Contigo project aims to promote mental health and well-being    and prevent self-harm behaviors. As a longitudinal research project, it is based    on a multilevel network intervention. One of its major objectives is to promote    well-being among 7th- to 12th-graders. Methods: This is a quasi-experimental    study, with a control group assessed at the beginning and end of the intervention    as well as at a 6-month follow-up during the academic year. The intervention    directed at adolescents consists of 7 sessions in the classroom, addressing    stigma, adolescence, self-concept, problem solving, depression, and well-being.    The data collection tool (a questionnaire) is composed of several measurement    instruments such as the WHO-Five Well-Being Index (WHO, 1998). The questionnaire    was applied to 2,105 adolescents from schools in the central region of Portugal    involved in the +Contigo project during the academic years of 2011/2012 and    2012/2013. Results: The sample comprised 2,105 adolescents. Most students were    male, 8th-graders, and aged between 13 and 14 years. Throughout the 3 stages,    the well-being index increased more in the intervention group than in the control    group, with a statistically significant difference. Male adolescents had higher    well-being scores. Throughout this project, well-being increased for both genders,    with statistically significant differences in the male gender. Students in the    7th, 8th, and 9th grades improved their well-being in all assessment stages.    Conclusion: The intervention led to short- and longterm positive results in    the well-being index, with statistically significant results for the intervention    group when compared to the control group. This impact on the adolescents&rsquo;    well-being reinforces the strategy adopted to prevent suicidal behaviors, since    it is believed that wellbeing, as a mental health indicator, can help prevent    adolescents&rsquo; self-harm behaviors.</p>     <p><b>Keywords:</b> Well-being &middot; Adolescents &middot; Suicide &middot;    Self-harm behaviors &middot; Suicide prevention &middot; School setting</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A sa&uacute;de mental &eacute; uma indivis&iacute;vel parte da sa&uacute;de    geral e do bem-estar do indiv&iacute;duo <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>,    que n&atilde;o se assume como uma medida absoluta para medir sa&uacute;de mental    mas como um indicador e uma condi&ccedil;&atilde;o essencial para a mesma <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.    O bem-estar pode ser mensurado de forma confi&aacute;vel a n&iacute;vel local    e nacional, mostrando algo n&atilde;o capturado por outras m&eacute;tricas <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>Nos adolescentes, uma rutura na sensa&ccedil;&atilde;o de sentir bem-estar    pode estar associada a fracas habilidades socio&shy;-emocionais, baixo autoconceito    e baixa autoconfian&ccedil;a ou &agrave; incapacidade para fazer face a eventos    geradores de stress nas esferas pessoal, social ou familiar <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.    Nesse sentido a sa&uacute;de mental deve ser avaliada a partir de rea&ccedil;&otilde;es    positivas e de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e consigo mesmo a fim de    captar um retrato mais completo da sa&uacute;de mental do indiv&iacute;duo <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Do ponto de vista epidemiol&oacute;gico &eacute; consensual que as doen&ccedil;as    mentais apresentam altas taxas de incapacidade, morbilidade e mortalidade, esta    &uacute;ltima sobretudo associada ao suic&iacute;dio que, a n&iacute;vel mundial    se encontra entre as 10 principais causas de morte <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.    Se nos situarmos no grupo et&aacute;rio dos 15 aos 19 anos constatamos que o    suic&iacute;dio passa a ser a segunda causa de morte <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>,    sendo a taxa global muito inferior &agrave; taxa apresentada pela popula&ccedil;&atilde;o    em geral, j&aacute; que no ano de 2012, em Portugal a taxa global de suic&iacute;dio    foi de 10,2 por 100 mil habitantes e concretamente nos adolescentes dos 15 aos    24 anos foi de 3 por 100 mil habitantes, sendo 4,5 nos rapazes e 1,4 nas raparigas    <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Na adolesc&ecirc;ncia os comportamentos    autolesivos s&atilde;o os mais comuns e a principal preocupa&ccedil;&atilde;o    e caraterizam-se por automutila&ccedil;&otilde;es ou intoxica&ccedil;&otilde;es/sobredosagem    sem inten&ccedil;&atilde;o suicida ( <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    - <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> ). Temos presente que    estes dados se situam muito aqu&eacute;m da realidade j&aacute; que o suic&iacute;dio    &eacute; um fen&oacute;meno subnotificado por raz&otilde;es de v&aacute;rias    ordens (cultural, religiosa, social, pol&iacute;tica e econ&oacute;mica) o que    nos leva a considerar que a verdadeira dimens&atilde;o do fen&oacute;meno &eacute;    desconhecida <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia pode ser marcada por profundas altera&ccedil;&otilde;es    e desafios, e a instabilidade emocional poder&aacute; ser vivenciada como um    per&iacute;odo de crise com ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos agressivos,    impulsivos ou mesmo suicidas <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.    Neste sentido e atendendo &agrave; elevada vulnerabilidade dos adolescentes    para a depress&atilde;o e suic&iacute;dio, &eacute; essencial a implementa&ccedil;&atilde;o    de programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental e de bem-estar,    centradas em grupos alvo definidos ( <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> ), existindo evid&ecirc;ncias    que os projetos que t&ecirc;m um modelo ecol&oacute;gico, com uma interven&ccedil;&atilde;o    global e um funcionamento em rede tendem a ser mais eficazes <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.    As interven&ccedil;&otilde;es devem ser cientificamente s&oacute;lidas, culturalmente    adapt&aacute;veis, com procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal,    e com follow-up a longo prazo <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.    Nos adolescentes &eacute; essencial avaliar sistematicamente a sa&uacute;de    mental e o bem-estar e implementar programas de promo&ccedil;&atilde;o destas    vari&aacute;veis <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>O Projeto de Preven&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Suicid&aacute;rios +Contigo    inclui interven&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dirigida ao bem-estar    e o presente estudo tem como objetivo avaliar o n&iacute;vel de bem-estar numa    popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cl&iacute;nica de adolescentes e analisar    o impacto da Interven&ccedil;&atilde;o +Contigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p><i>Desenho do estudo e participantes</i></p>     <p>Desenvolveu-se um estudo de natureza quasi-experimental, com grupo de controlo,    avaliado em tr&ecirc;s momentos: no in&iacute;cio, no final e seis meses ap&oacute;s    a interven&ccedil;&atilde;o +Contigo, dirigida aos adolescentes. No presente    artigo apresentam-se apenas os dados relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    do bem-estar, nas tr&ecirc;s fases do projeto, nos anos letivos de 2011/2012    e 2012/2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De salientar que o projeto +Contigo &eacute; um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o    longitudinal baseado numa interven&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel, em rede,    uma vez que promove o aumento de conhecimentos acerca do suic&iacute;dio e de    compet&ecirc;ncias no que diz respeito ao reconhecimento e encaminhamento de    situa&ccedil;&otilde;es de risco, envolvendo toda a comunidade educativa (pais    e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, agentes educativos e adolescentes)    e profissionais de sa&uacute;de dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios    da &aacute;rea de refer&ecirc;ncia. Insere-se no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de mental e bem-estar e da preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos    da esfera suicid&aacute;ria em adolescentes do 3&ordm; ciclo e secun&shy;d&aacute;rio    que frequentam os estabelecimentos de ensino de Portugal ( <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> ).</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o realizada em sala de aula com os adolescentes,    em 7 momentos, &eacute; baseada em jogos socioterap&ecirc;uticos que incidem    sobre o estigma em sa&uacute;de mental, a adolesc&ecirc;ncia, o autoconceito,    as estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, a depress&atilde;o    e o bem-estar. Os dados colhidos s&atilde;o relativos &agrave;s vari&aacute;veis    bem-estar, autoconceito, coping e sintomatologia depressive.</p>     <p>A sess&atilde;o destinada ao bem-estar decorre no 5&ordm; momento e tem como    principais objetivos promover o debate sobre a perce&ccedil;&atilde;o individual    e grupal de bem-estar e refor&ccedil;ar o autoconceito e a capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas. Esta sess&atilde;o encontra-se descrita na S&eacute;rie Monogr&aacute;fica    +Contigo <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> e implica as seguintes    atividades:</p>     <p>1. Pedir aos adolescentes que partilhem o que &eacute; para eles o bem-estar    e que fatores podem influenciar essa perce&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>2. Promover debate e refor&ccedil;ar ideias acerca da perce&ccedil;&atilde;o    individual de bem-estar;</p>     <p>3. Convidar &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da atividade &ldquo;Na palma    da m&atilde;o,&rdquo; pedindo aos adolescentes que mudem as suas posi&ccedil;&otilde;es    na sala e que se coloquem em c&iacute;rculo, dando a m&atilde;o ao colega que    t&ecirc;m ao lado;</p>     <p>4. Solicitar a um dos alunos que se voluntarie para iniciar a atividade, reconhecendo    duas qualidades pessoais e duas qualidades do colega a quem tem dada a m&atilde;o    direita;</p>     <p>5. Real&ccedil;ar a import&acirc;ncia da autoestima (rever as ideias-chave    da interven&ccedil;&atilde;o 2);</p>     <p>6. Pedir aos adolescentes que identifiquem os fatores que podem influenciar    a perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar do grupo;</p>     <p>7. Promover debate e refor&ccedil;ar ideias acerca do bem-estar do grupo;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>8. Real&ccedil;ar a proximidade do grupo e a import&acirc;ncia que as rela&ccedil;&otilde;es    que estabelecem s&atilde;o importantes n&atilde;o s&oacute; para o bem-estar    individual mas tamb&eacute;m para o bem-estar e coes&atilde;o do grupo;</p>     <p>9. Solicitar aos alunos que apresentem um problema que tenham vivenciado no    grupo (em alternativa apresentar situa&ccedil;&atilde;o pro&shy;blema descrita    na S&eacute;rie Monogr&aacute;fica +Contigo <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>)    e propor a resolu&ccedil;&atilde;o segundo o modelo das 4 Frases (rever ideias-chave    da interven&ccedil;&atilde;o 3).</p>     <p>A amostra por conveni&ecirc;ncia foi constitu&iacute;da por 2.105 adolescentes    de estabelecimentos de ensino da regi&atilde;o centro do pa&iacute;s, sendo    que destes, 1.571 adolescentes integraram o grupo alvo de interven&ccedil;&atilde;o    e 353 adolescentes integraram o grupo de controlo. A distribui&ccedil;&atilde;o    entre grupo de interven&ccedil;&atilde;o e grupo de controlo foi realizada de    forma aleat&oacute;ria.</p>     <p>Para a implementa&ccedil;&atilde;o do projeto +Contigo e consequente sele&ccedil;&atilde;o    da amostra foram definidos os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o:</p>     <p>- Motiva&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de dos Cuidados de    Sa&uacute;de Prim&aacute;rios para implementar o projeto +Contigo ap&oacute;s    frequ&ecirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o dinamizada pela Equipa Coordenadora    do projeto;</p>     <p>- Motiva&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis das escolas e apresenta&ccedil;&atilde;o    de candidatura ao projeto +Contigo, conjunta com a Equipa de Sa&uacute;de Escolar;</p>     <p>- Inclus&atilde;o do projeto +Contigo no Programa de Educa&ccedil;&atilde;o    para a Sa&uacute;de da Escola e Plano de Atividades da Equipa de Sa&uacute;de    Escolar;</p>     <p>- Autoriza&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o por parte dos encarregados    de educa&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>- Concord&acirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o por parte dos adolescentes.</p>     <p><i>Instrumento de recolha de dados</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como j&aacute; referido a avalia&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o    foi realizada em tr&ecirc;s momentos: fase 1 (avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica    &ndash; antes do in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o), fase 2 (no final    da interven&ccedil;&atilde;o) e fase 3 (seis meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o)    e o instrumento de recolha de dados, foi aplicado sob a forma de question&aacute;rio,    sendo constitu&iacute;do por v&aacute;rios instrumentos de medida que permitem    a parametriza&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis como o coping, o autoconceito,    a depress&atilde;o e o bem-estar. O instrumento de medida de bem-estar selecionado    foi o &iacute;ndice de bem-estar, designado por WHO-5, da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS) <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Este instrumento &eacute; uma escala de autopreenchimento cuja vers&atilde;o    inicial data de 1995 e que foi desenvolvida com o objetivo de medir o bem-estar    psicol&oacute;gico, ou sa&uacute;de mental positiva e deriva de uma escala desenvolvida    para avaliar o bem-estar em doentes diab&eacute;ticos (WHO-28) que foi sendo    reduzida at&eacute; &agrave; vers&atilde;o mais recente, utilizada neste estudo    <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>A WHO-5, tal como o nome indica &eacute; constitu&iacute;da por cinco itens,    redigidos de forma positiva e que refletem a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia    de bem-estar e abrangem o humor, a vitalidade e o interesse em geral. Os cinco    itens s&atilde;o: (1) tenho-me sentido alegre e bem disposto, (2) tenho-me sentido    calmo e relaxado, (3) tenho-me sentido ativo e en&eacute;rgico (4) tenho-me    sentido revigorado e descansado ao acordar (5) o meu quotidiano tem sido preenchido    com coisas que me interessam. Os participantes s&atilde;o solicitados a relatar    a presen&ccedil;a desses sentimentos positivos nas &uacute;ltimas 2 semanas    e cada um dos cinco itens &eacute; classificado numa escala de Likert de 6 pontos,    de 0 (nunca est&aacute; presente) a 5 (sempre presente), variando a pontua&ccedil;&atilde;o    da escala entre 0 e 25. Quanto ao significado atribu&iacute;do aos valores encontrados    podemos afirmar que valores mais elevados significam melhor bem-estar. Para    os adultos uma pontua&ccedil;&atilde;o inferior ou igual a 13 indica n&iacute;veis    baixos de bem-estar e s&atilde;o aconselhados pela OMS procedimentos de diagn&oacute;stico    e acompanhamento <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Estes    n&iacute;veis s&atilde;o indicativos de menor sa&uacute;de mental e maior probabilidade    de presen&ccedil;a de sintomas depressivos, embora n&atilde;o necessariamente    depress&atilde;o. Uma pontua&ccedil;&atilde;o de 7 ou abaixo indica prov&aacute;vel    depress&atilde;o e merece uma avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundada <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Para os adolescentes n&atilde;o foram definidos pontos de corte.</p>     <p>A WHO-5 tem demonstrado excelentes propriedades psicom&eacute;tricas ( <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    , <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> ) evidenciando alta consist&ecirc;ncia    interna, evid&ecirc;ncia de uma estrutura de fator unidimensional e alta associa&ccedil;&atilde;o    convergente com outras medidas de bem-estar ( <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> ) e outros estudos obtiveram    bons resultados no que toca &agrave; validade interna e validade externa ( <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>    , <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> ). Os dados de valida&ccedil;&atilde;o    para a WHO-5 para a dete&ccedil;&atilde;o de depress&atilde;o entre as crian&ccedil;as    e os adolescentes, com boa sensibilidade e especificidade para predizer depress&atilde;o    major <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Relativamente aos procedimentos realizados e no que se refere &agrave; garantia    dos aspetos formais e &eacute;ticos foi obtida autoriza&ccedil;&atilde;o aos    Servi&ccedil;os de Projetos Educativos da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o    para a aplica&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio +Contigo (inqu&eacute;rito    n.&ordm; 0224900002), garantindo o anonimato e a confidencialidade dos participantes.    Foi tamb&eacute;m pedido consentimento informado aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O preenchimento do question&aacute;rio foi realizado em sala de aula, de forma    an&oacute;nima, supervisionado o seu preenchimento pelos dinamizadores locais.    Posteriormente todos os question&aacute;rios foram colocados em envelopes fechados,    sendo apenas identificados com o nome da escola, ano e turma dos adolescentes.</p>     <p>Os dados obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento de    recolha de dados, foram tratados informaticamente, utilizando o programa Statistical    Package for the Social Sciences (SPSS), vers&atilde;o 19.00 para Windows XP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>O Projeto de Preven&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Suicid&aacute;rios +Contigo,    durante os anos 2011/2012 e 2012/2013, foi implementado em 4 Agrupamentos de    Centros de Sa&uacute;de (ACES) da regi&atilde;o centro, em 16 dos seus agrupamentos    de escolas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Envolveu 2.105 adolescentes na fase 1, 1.992 adolescentes na fase 2 e 1.975    adolescentes na fase 3 do projeto (<a href="#t1">Tabela 1</a> ). No que concerne    &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o da amostra, consideramos apenas as vari&aacute;veis    g&eacute;nero, idade e ano de escolaridade por exig&ecirc;ncias &eacute;ticas.    Quanto &agrave; idade verificamos que na fase 1, 52,9% dos adolescentes s&atilde;o    do g&eacute;nero masculino e 47,1% dos adolescentes s&atilde;o do g&eacute;nero    feminino, com valores similares na fase 2 e na fase 3 do projeto. A m&eacute;dia    de idades situa-se nos 13,71 anos (no in&iacute;cio do projeto) e nos 14,08    anos (no final do projeto), com idade m&iacute;nima de 12 anos e m&aacute;xima    de 18 anos. Relativamente ao ano de escolaridade verifica-se que maioritariamente    as turmas em projeto foram constitu&iacute;das pelo 8&ordm; ano, sendo semelhante    o n&uacute;mero de turmas do 7&ordm; e 9&ordm; ano, sendo que 41,2% dos adolescentes    frequentam o 8&ordm; ano de escolaridade, 27,7% frequentam o 9&ordm; ano, 25,7%    frequentam o 7&ordm; ano de escolaridade e 5,4% frequentam outros anos de escolaridade    (10&ordm; ano de escolaridade e turmas de Percursos Curriculares Alternativos).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a07t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados obtidos ao n&iacute;vel do &iacute;ndice de bem-estar no grupo    alvo de interven&ccedil;&atilde;o +Contigo demonstram que a m&eacute;dia de    bem-estar dos adolescentes participantes na fase 1 &eacute; de 17,06, na fase    2 &eacute; de 17,43 e na fase 3 &eacute; de 17,87, valores todos superiores    aos encontrados no grupo de controlo (fase 1 = 16,96; fase 2 = 17,38 e fase    3 = 17,31). Verifica-se portanto o aumento da m&eacute;dia de bem-estar ao longo    das tr&ecirc;s fases do estudo, no grupo alvo de interven&ccedil;&atilde;o,    aumento este que apresenta diferen&ccedil;a estatisticamente significativa comparativamente    ao grupo de controlo (<a href="#t2">Tabela 2</a> ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a07t2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Na an&aacute;lise relativa ao g&eacute;nero, os adolescentes do g&eacute;nero    masculino apresentam melhores &iacute;ndices de bem-estar, sendo que no decorrer    do projeto houve aumento do &iacute;ndice de bem-estar para ambos os g&eacute;neros    (<a href="#t3">Tabela 3</a> ). Este aumento de m&eacute;dias de bem-estar no    g&eacute;nero masculino apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa    em todas as fases do estudo, sendo que no g&eacute;nero feminino se verificou    diferen&ccedil;a estatisticamente significativa da fase 1 para a fase 3 do estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n1/36n1a07t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Ainda no que concerne &agrave; an&aacute;lise do bem-estar por ano de escolaridade    constata-se que os adolescentes do 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; ano evolu&iacute;ram    favoravelmente no &iacute;ndice de bem-estar em todas as fases de avalia&ccedil;&atilde;o.    N&atilde;o tenho estes valores e por isso n&atilde;o consigo explor&aacute;-los.    Mantenho estes dados ou retiro?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O projeto +Contigo nos anos letivos de 2011/2012 e 2012/2013 envolveu 2.105    adolescentes de estabelecimentos de ensino da regi&atilde;o centro, maioritariamente    do g&eacute;nero masculino, com idade m&eacute;dia entre os 13 (no in&iacute;cio    do projeto) e os 14 anos (no final do projeto) e maioritariamente do 8&ordm;    ano de escolaridade.</p>     <p>Os resultados obtidos ao n&iacute;vel do &iacute;ndice de bem-estar no grupo    alvo de interven&ccedil;&atilde;o variam entre uma m&eacute;dia de 17,06 (fase    1), 17,43 (fase 2) e 17,87 (fase 3) ao n&iacute;vel do &iacute;ndice de bem-estar    (WHO-5), valores todos superiores aos encontrados no grupo de controlo. De salientar,    tal como anteriormente referido, que a pontua&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice    de bem-estar varia entre 0 e 25, sendo que valores mais elevados significam    melhor bem-estar.</p>     <p>O estudo controlado randomizado SEYLE &ndash; Saving and Empowering Young Lives    in Europe , realizado em 12 pa&iacute;ses europeus (&Aacute;ustria, Est&oacute;nia,    Fran&ccedil;a, Alemanha, Hungria, Irlanda, Israel, It&aacute;lia, Rom&eacute;nia,    Eslov&eacute;nia, Espanha e Su&eacute;cia &ndash; centro de coordena&ccedil;&atilde;o)    e que teve como principais objetivos conhecer o estado de sa&uacute;de e bem-estar    dos adolescentes e avaliar o efeito de interven&ccedil;&otilde;es preventivas    de comportamentos de risco, tamb&eacute;m avaliou o bem-estar com recurso ao    &iacute;ndice de bem-estar (WHO-5) da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. Neste estudo, que incluiu    cerca de 11.000 adolescentes, foram obtidas m&eacute;dias de bem-estar de 15,5    (avalia&ccedil;&atilde;o inicial), 16,2 (avalia&ccedil;&atilde;o follow-up 3    meses) e 16,0 (avalia&ccedil;&atilde;o follow-up 12 meses), valores inferiores    aos encontrados no presente estudo <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>Em estudos realizados com outros instrumentos de medida foi conclu&iacute;do    que o bem-estar mental dos adolescentes em geral &eacute; percecionado como    bom, sendo que a maioria est&atilde;o satisfeitos com a sua vida, percebem a    sua sa&uacute;de como boa e raramente sofrem de problemas de sa&uacute;de, tais    como dores de cabe&ccedil;a, irritabilidade ou tristeza <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>Os resultados obtidos pelo estudo HBSC &ndash; Health Behaviour in School-Aged    Children, a n&iacute;vel nacional refor&ccedil;am que os adolescentes portugueses    percecionam-se prevalentemente como saud&aacute;veis, por&eacute;m, uma minoria    consider&aacute;vel relata sa&uacute;de regular ou m&aacute; e experimentou    uma s&eacute;rie de queixas recorrentes de sa&uacute;de <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>Como forma de explicar os n&iacute;veis elevados de bem-estar nos adolescentes    existem alguns estudos que indicam que os adolescentes s&atilde;o aqueles que    apresentam maiores n&iacute;veis de bem-estar subjetivo e que ao longo da vida    poder&aacute; haver uma ligeira diminui&ccedil;&atilde;o relativa ao afeto positivo    devido &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o dos objetivos p&oacute;s-materialistas    que beneficiam as gera&ccedil;&otilde;es mais novas <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>A grande maioria dos estudos mostra que os n&iacute;veis de bem-estar observados    nas idades mais jovens s&atilde;o mais elevados do que os observados nas idades    mais avan&ccedil;adas dos adolescentes ( <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    - <sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a> ). Evid&ecirc;ncias apontam    para existem per&iacute;odos ao longo da adolesc&ecirc;ncia de maior risco ou    vulnerabilidade prop&iacute;cio a diminui&ccedil;&atilde;o do bem-estar e a    faixa et&aacute;ria dos 14 e 15 anos e meio, representando o meio da adolesc&ecirc;ncia,    apresenta n&iacute;veis de cogni&ccedil;&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es negativas    muito elevados, assim como n&iacute;veis de cogni&ccedil;&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es    positivas, a perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e o bem-estar global    atingem valores muito baixos <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.    Aos 17 anos e meio tamb&eacute;m se registaram valores cr&iacute;ticos, evidenciando-se    este momento como um segundo per&iacute;odo de risco ao longo da adolesc&ecirc;ncia    <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Contrariamente a estes    dados existem estudos que revelam que a idade n&atilde;o influencia o bem-estar    das pessoas, ou seja, n&atilde;o se pode afirmar que uma crian&ccedil;a ou adolescente    possua mais bem-estar que um adulto e vice-versa <sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>,    podendo concluir-se que o que muda com a idade s&atilde;o as causas do bem-estar.</p>     <p>Apesar dos resultados obtidos neste estudo ao n&iacute;vel do bem-estar dos    adolescentes, no grupo alvo de interven&ccedil;&atilde;o se situarem entre uma    m&eacute;dia de 17,06 e 17,87 e se poderem considerar indicativos de bem-estar,    existem ainda assim fatores ambientais que poder&atilde;o diminuir estes valores,    nomeadamente a degrada&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica    das fam&iacute;lias portuguesas associadas &agrave; crise instalada no nosso    pa&iacute;s. Pelos estudos consultados torna-se evidente que o fator socioecon&oacute;mico    influencia a viv&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e social das pessoas e portanto    o seu bem-estar. Consequentemente este fator pode contribuir positivamente para    uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>    ou no caso dos adolescentes, um meio socioecon&oacute;mico baixo aumenta as    probabilidades destes vivenciarem um menor bem-estar <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.    O facto de existiram baixos recursos econ&oacute;micos pode diminuir a possibilidade    de satisfazer determinadas necessidades b&aacute;sicas dos adolescentes e provocar    altera&ccedil;&otilde;es no seu bem-estar psicol&oacute;gico <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao analisar o impacto da Interven&ccedil;&atilde;o +Contigo verifica-se o aumento    da m&eacute;dia de bem-estar ao longo das tr&ecirc;s fases do estudo, no grupo    alvo da interven&ccedil;&atilde;o +Contigo, com diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa comparativamente ao grupo de controlo.</p>     <p>O estudo SEYLE ( Saving and Empowering Young Lives in Europe ) ap&oacute;s    a avalia&ccedil;&atilde;o inicial de bem-estar (entre outras vari&aacute;veis),    implementou um programa de treino emocional e cognitivo de promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de, destinado a capacitar os adolescentes com idades entre 14 e    16 anos, aumentando-lhes a sua consci&ecirc;ncia sobre a sa&uacute;de mental    e comportamentos saud&aacute;veis, promovendo-lhes a aquisi&ccedil;&atilde;o    de habilidades para diminui&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    tamb&eacute;m obteve melhoria das m&eacute;dias de bem-estar dos adolescentes    da avalia&ccedil;&atilde;o inicial para a avalia&ccedil;&atilde;o de follow-up    aos 3 e 12 meses, com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na avalia&ccedil;&atilde;o    de follow-up aos 3 meses <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>Pela pesquisa realizada a n&iacute;vel nacional e internacional constata-se    a escassez de estudos que avaliem o impacto de interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas    dirigidas ao bem-estar. Considerando que a interven&ccedil;&atilde;o +Contigo    apresenta como objetivos espec&iacute;ficos promover o desenvolvimento de habilidades    sociais, promover o autoconceito, promover a capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas, promover a assertividade na comunica&ccedil;&atilde;o, melhorar    a express&atilde;o e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e fortalecer redes    de apoio, entendemos que a melhoria dos valores do bem-estar com diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa comparativamente ao grupo de controlo pode tamb&eacute;m    estar associado &agrave; presum&iacute;vel melhoria das compet&ecirc;ncias sociais    dos adolescentes alvo da interven&ccedil;&atilde;o +Contigo, consequente melhoria    das rela&ccedil;&otilde;es sociais e melhoria do apoio social, j&aacute; que    estas vari&aacute;veis apresentam efeitos preditores sobre o bem-estar.</p>     <p>As pessoas com uma maior rede de apoio social, contactos sociais e amigos,    s&atilde;o as que reportam n&iacute;veis mais elevados de bem-estar <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>,    desenvolvendo um autoconceito positivo <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.    Ao estudar a adolesc&ecirc;ncia percebe-se que as redes sociais s&atilde;o extremamente    importantes para o desenvolvimento normal dos adolescentes e s&atilde;o v&aacute;rios    os estudos e autores que defendem que existe uma rela&ccedil;&atilde;o positiva    e significativa entre as compet&ecirc;ncias sociais e o bem-estar ( <sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>    , <sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a> ). Esta rela&ccedil;&atilde;o    poder&aacute; derivar do facto de as compet&ecirc;ncias sociais fazerem parte    de um conjunto de recursos pessoais que capacitam os sujeitos para estabelecer    melhores rela&ccedil;&otilde;es sociais e aumentarem a sua perce&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncia, o que est&aacute; relacionado com um maior bem-estar <sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>Seguindo esta linha de pensamento parece evidente a rela&ccedil;&atilde;o entre    a aus&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais e um menor bem-estar    <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Com a promo&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais durante sete semanas consecutivas,    os estudantes do grupo experimental aumentaram a sua rede social e efic&aacute;cia    nas suas rela&ccedil;&otilde;es e beneficiaram de maior apoio social, aumentaram    os seus contactos sociais e amigos <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.    Estes pressupostos s&atilde;o considerados fundamentais para o desenvolvimento    de um auto conceito positivo, eleva a auto estima e a pr&oacute;pria auto efic&aacute;cia    <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a> favorecendo o aumento dos    n&iacute;veis de bem-estar.</p>     <p>No &acirc;mbito de uma investiga&ccedil;&atilde;o que avaliou o bem-estar pr&eacute;    e p&oacute;s atividades promotoras de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais.    Concluiu que os adolescentes que beneficiaram destas atividades apresentaram    n&iacute;veis mais elevados de auto efic&aacute;cia, de envolvimento na escola    e de bem-estar psicol&oacute;gico global comparativamente aos adolescentes que    n&atilde;o beneficiaram do programa de interven&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.    Conclui-se ainda que o bem-estar psicol&oacute;gico pode estar correlacionado    com a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais <sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>Sendo o +Contigo um projeto baseado numa interven&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel,    em rede, que envolve, entre outros, toda a comunidade educativa, presume-se    que os resultados obtidos ao n&iacute;vel do bem-estar tamb&eacute;m poder&atilde;o    estar relacionados com a melhoria do ambiente escolar.</p>     <p>Nesse sentido uma escola que estimule um sentimento de apoio e de perten&ccedil;a,    facilita o desenvolvimento pessoal e social dos adolescentes e o seu bem-estar    ( <sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a> , <sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>    ).</p>     <p>No estudo nacional HBSC &ndash; Health Behaviour in School-Aged Children, que    envolveu 6.903 adolescentes,os resultados obtidos sugerem uma rela&ccedil;&atilde;o    direta entre o ambiente escolar e o bem-estar, evidenciando-se que a influ&ecirc;ncia    mais relevante na perce&ccedil;&atilde;o que os adolescentes t&ecirc;m do seu    bem-estar, &eacute; a sua perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente positivo na    escola <sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. Estes resultados    salientam a import&acirc;ncia do ambiente escolar, enquanto fator modific&aacute;vel,    sublinhando a import&acirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea    da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e bem-estar dos adolescentes portugueses,    terem especial enfoque na altera&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio ambiente    da escola.</p>     <p>Na an&aacute;lise relativa ao g&eacute;nero os adolescentes do g&eacute;nero    masculino apresentam melhores &iacute;ndices de bem-estar, sendo que no decorrer    do projeto houve aumento do &iacute;ndice de bem-estar para ambos os g&eacute;neros.    Quanto ao impacto da interven&ccedil;&atilde;o +Contigo podemos afirmar que    o aumento de m&eacute;dias de bem-estar no g&eacute;nero masculino apresentou    diferen&ccedil;a estatisticamente significativa em todas as fases do estudo,    sendo que no g&eacute;nero feminino apenas se verificou diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa da fase 1 para a fase 3 do estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados id&ecirc;nticos se podem observar no estudo SEYLE ( Saving and Empowering    Young Lives in Europe ) em que os adolescentes do g&eacute;nero masculino apresentam    sempre m&eacute;dias superiores de bem-estar relativamente &agrave;s adolescentes    do g&eacute;nero feminino. Quanto &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s    implementa&ccedil;&atilde;o do programa de treino definido pelos autores, os    adolescentes do g&eacute;nero masculino apenas apresentam aumento de m&eacute;dias    com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa no follow up dos 3 meses,    j&aacute; as adolescentes do g&eacute;nero feminino apresentam aumento de m&eacute;dias    no follow up dos 3 e 12 meses ambas com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa    <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>V&aacute;rios estudos tendem a indicar valores de bem-estar mais elevados em    adolescentes do g&eacute;nero masculino do que em adolescentes do g&eacute;nero    feminino ( <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> - <sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>    ). Na maioria dos casos, as situa&ccedil;&otilde;es e os comportamentos vincam-se    com a idade, com uma tend&ecirc;ncia para comportamentos de internaliza&ccedil;&atilde;o    no g&eacute;nero feminino e de exterioriza&ccedil;&atilde;o no g&eacute;nero    masculino <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>A explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados de diferen&ccedil;a entre    g&eacute;neros para o bem-estar psicol&oacute;gico pode estar relacionada com    as diferen&ccedil;as dos pap&eacute;is sociais e das experi&ecirc;ncias de socializa&ccedil;&atilde;o,    sendo ainda apontadas outras diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros na adolesc&ecirc;ncia,    como sejam: (1) o ritmo de desenvolvimento &eacute; diferente, sendo que elas    manifestam, habitualmente, um avan&ccedil;o de dois anos no processo de maturidade    global; (2) eles desenvolvem a sua identidade mais por metas pessoais do que    por metas sociais, enquanto elas antep&otilde;em o social ao pessoal; (3) eles    expressam o conflito em termos de comportamento devido &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es    impostas, enquanto para elas o conflito reflete quest&otilde;es de identidade    (o sentimento acerca de si mesmas); (4) elas possuem um melhor perfil para o    estudo do que eles (mais dotadas nas compet&ecirc;ncias verbais, na const&acirc;ncia    e na persist&ecirc;ncia); (5) elas s&atilde;o mais fortes na emotividade e na    capacidade de reflex&atilde;o enquanto eles s&atilde;o mais ativos e prim&aacute;rios    <sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>Importante ter presente que estas diferen&ccedil;as interg&eacute;nero n&atilde;o    s&atilde;o constantes ao longo das sucessivas etapas do ciclo vital, e tendem    a decrescer com o aumento da idade. Este dado convida a pensar n&atilde;o s&oacute;    na maior vulnerabilidade dos adolescentes em determinadas fases da sua vida,    como nos mecanismos psicol&oacute;gicos que s&atilde;o ativados para melhorar    a sua autoperce&ccedil;&atilde;o do bem-estar, nomeadamente naqueles que permitem    ao g&eacute;nero feminino recuperar a perce&ccedil;&atilde;o do bem-estar subjetivo,    em rela&ccedil;&atilde;o ao qual estiveram em desvantagem com o g&eacute;nero    masculino, durante algumas etapas do seu ciclo vital <sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>No que concerne &agrave; an&aacute;lise do bem-estar por ano de escolaridade    verifica-se que os adolescentes do 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; ano evolu&iacute;ram    favoravelmente no &iacute;ndice de bem-estar em todas as fases de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No que concerne &agrave; escolaridade, v&aacute;rios estudos apontam para uma    rela&ccedil;&atilde;o positiva mas reduzida entre esta vari&aacute;vel e o n&iacute;vel    de bem-estar subjetivo. A escolaridade relaciona-se mais com o bem-estar subjetivo    em indiv&iacute;duos com baixos rendimentos <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.    A escolaridade pode promover o bem-estar subjetivo pelo progresso dos indiv&iacute;duos    relativamente aos seus objetivos e pelo desenvolvimento da capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o    ao mundo <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es como seja o facto de    n&atilde;o ter existido uma subdivis&atilde;o de faixas et&aacute;rias dentro    da adolesc&ecirc;ncia. S&atilde;o v&aacute;rios os autores que distinguem diferentes    per&iacute;odos de desenvolvimento dentro desta faixa et&aacute;ria e entende-se    que dever&aacute; ent&atilde;o considerar-se em futuras investiga&ccedil;&otilde;es    a pertin&ecirc;ncia de existirem diferentes per&iacute;odos englobados na pr&oacute;pria    adolesc&ecirc;ncia, cada um destes per&iacute;odos com carater&iacute;sticas,    processos e situa&ccedil;&otilde;es diferentes e realizar a estratifica&ccedil;&atilde;o    da idade.</p>     <p>Para futuros estudos considera-se que para al&eacute;m de alterar a an&aacute;lise    da vari&aacute;vel idade ser&aacute; pertinente incluir ainda outras vari&aacute;veis,    como sejam o ambiente escolar, o estatuto socioecon&oacute;mico, o suporte social    e o ambiente familiar j&aacute; que ficou patente que s&atilde;o vari&aacute;veis    com rela&ccedil;&atilde;o com o bem-estar dos adolescentes. Sendo algumas destas    vari&aacute;veis pass&iacute;veis de serem modificadas pelas estrat&eacute;gias    de promo&ccedil;&atilde;o de bem-estar implementadas parece muito pertinente    a sua inclus&atilde;o e an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Especificamente no que concerne ao bem-estar dos adolescentes, a an&aacute;lise    quantitativa dos resultados obtidos com a implementa&ccedil;&atilde;o do projeto    +Contigo, ressalta a exist&ecirc;ncia de aumento da m&eacute;dia de bem-estar    ao longo das tr&ecirc;s fases do estudo, no grupo alvo da interven&ccedil;&atilde;o    +Contigo, aumento este que apresenta diferen&ccedil;a estatisticamente significativa    comparativamente ao grupo de controlo. Os adolescentes do g&eacute;nero masculino    apresentam melhores &iacute;ndices de bem-estar e ambos os g&eacute;neros aumentaram    as m&eacute;dias de bem-estar ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o +Contigo.</p>     <p>Ao delinear programas preventivos de comportamentos suicid&aacute;rios &eacute;    fundamental sustentar o investimento em estrat&eacute;gias que favore&ccedil;am    o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais e individuais, de atitudes    positivas em rela&ccedil;&atilde;o a si e aos outros, de resili&ecirc;ncia e    que promovam a coes&atilde;o de grupo, o ambiente escolar saud&aacute;vel, os    comportamentos de procura de ajuda, a redu&ccedil;&atilde;o do estigma em sa&uacute;de    mental e a preven&ccedil;&atilde;o ou identifica&ccedil;&atilde;o precoce de    doen&ccedil;a mental e de comportamentos suicid&aacute;rios ( <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>    , <sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> - <sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>    ).</p>     <p>Mediante os resultados obtidos e assumindo a escola como um centro promotor    de sa&uacute;de mental, esta deve ser entendida como um local privilegiado para    investir n&atilde;o s&oacute; na preven&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m    na interven&ccedil;&atilde;o dirigida a vari&aacute;veis como o bem-estar dos    adolescentes, j&aacute; que esta vari&aacute;vel se assume como um indicador    e condi&ccedil;&atilde;o essencial de sa&uacute;de mental e a adolesc&ecirc;ncia    o per&iacute;odo do desenvolvimento humano em que se estabelecem, de forma mais    definida, a identidade, os padr&otilde;es de comportamento e o estilo de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     <p></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Patel V, Lund C, Hatherill    S, Plagerson S, Corrigall J, Funk M, et al: Mental disorders: equity and social    determinants; in Blas A, Kurup AS (eds): Equity, Social Determinants and Public    Health Programs. Genebra, 2010, pp 115&ndash;134.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Galinha IC: Bem-estar subjectivo:    factores cognitivos, afectivos e contextuais. Coimbra, Quarteto, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092873&pid=S2504-3145201800010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de: The European Health Report 2015: Targets and Beyond:    Reaching New Frontiers in Evidence. Copenhagen, WHO Regional Office for Europe,    2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092875&pid=S2504-3145201800010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Santos JC, Erse M, Fa&ccedil;anha    J, Marques L, Sim&otilde;es R: +Contigo: promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    mental e preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos suicid&aacute;rios na comunidade    educativa. Coimbra, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de: Enfermagem (UICISA: E) Escola Superior de Enfermagem de Coimbra,    2014 (S&eacute;rie Monogr&aacute;fica; 9).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092877&pid=S2504-3145201800010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Diener E: Assessing subjective    well-being: progress and opportunities. Soc Indic Res 1994; 31: 103&ndash;157.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de: Impact of Economic Crises on Mental Health. Copenhagen,    WHO Regional Office for Europe, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092880&pid=S2504-3145201800010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Mann JJ, Apter A, Bertolote    J, Beautrais A, Currier D, Haas A, et al: Suicide prevention strategies: a systematic    review. JAMA 2005; 294: 2064&ndash;2074.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Instituto Nacional de Estat&iacute;stica:    Taxa de mortalidade por les&otilde;es auto-provocadas intencionalmente (suic&iacute;dio).    Lisboa, INE, 2014. Available from: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INEexpgid=ineindicadoreseindOcorrCod=0003736econtexto=bdeselTab=tab2" target="_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INEexpgid=ineindicadoreseindOcorrCod=0003736econtexto=bdeselTab=tab2</a>    (accessed January 28, 2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092883&pid=S2504-3145201800010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Kapur N, Cooper J, O&rsquo;Connor    RC, Hawton K: Non-suicidal self-injury versus attempted suicide: new diagnosis    or false dichotomy? Br J Psychiatry 2013; 202: 326&ndash;328.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Saraiva CB: Estudos sobre    o para-suic&iacute;dio: o que leva os jovens a espreitar a morte. Coimbra, Redhorse,    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092886&pid=S2504-3145201800010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Bertolote J, Fleischmann    A: A global perpective on the magnitude of suicide mortality; in Wasserman D,    Wasserman C (eds): Oxford Textbook of Suicidology and Suicide Prevention: A    Global Perspective. New York, Oxford University Press, 2009, pp 91&ndash;98.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Portugal, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral    de Sa&uacute;de: Portugal: sa&uacute;de mental em n&uacute;meros 2015: programa    nacional para a sa&uacute;de mental. Lisboa, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da    Sa&uacute;de, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092889&pid=S2504-3145201800010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Borges VR, Werlang BSG:    Estudo de idea&ccedil;&atilde;o suicida em adolescentes de 15 a 19 anos. Est    Psicol 2006; 11: 345&ndash;351.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Ordem dos Enfermeiros:    Guia orientador de boas pr&aacute;ticas para a preven&ccedil;&atilde;o de sintomatologia    depressiva e comportamentos da esfera suicid&aacute;ria. Lisboa, Ordem dos Enfermeiros,    2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092892&pid=S2504-3145201800010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Erse M, Sim&otilde;es R,    Fa&ccedil;anha J, Marques L, Loureiro C, Matos M, et al: Depress&atilde;o em    adolescentes em meio escolar: projeto +Contigo. Rev Enf Ref 2016;IV: 37&ndash;44.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Diekstra R: Efectiveness    of School-based social and emotional education programmes wordlwide: part one,    a review of meta-analytic literature; in Dahlin B (ed): Social and Emotional    Education: An International Analysis. Santander, Fundacion Marcelino Botin,    2008, pp 255&ndash;284.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Wassermann D, Carli V,    Hoven C, Wassermann C, Sarchiapone M: SEYLE (Saving and Empowering Young Lives    in Europe): Final Report for the European Commission Deliverable 1.4. Stockholm,    SEYLE Consortium, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092896&pid=S2504-3145201800010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Carli V, Wasserman C, Wasserman    D, Sarchiapone M, Apter A, Balazs J, et al: The Saving and Empowering Young    Lives in Europe (SEYLE) randomized controlled trial (RCT): methodological issues    and participant characteristics. BMC Public Health 2013; 13: 479&ndash;491.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> World Health Organization:    Wellbeing Measures in Primary Health Care: The DepCare Project: Report on a    WHO Meeting. Stockholm, WHO, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092899&pid=S2504-3145201800010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Blom EH, Bech P, H&ouml;gberg    G, Larsson JO, Serlachius E: Screening for depressed mood in an adolescent psychiatric    context by brief self-assessment scales: testing psychometric validity of WHO-5    and BDI-6 indices by latent trait analyses. Health Qual Life Outcomes 2012;    10: 149&ndash;162.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Allgaier AK, Pietsch K,    Fr&uuml;he B, Prast E, Sigl-Gl&ouml;ckner J, Schulte-K&ouml;rne G: Depression    in pediatric care: is the WHO-Five Well-Being index a valid screening instrument    for children and adolescents? Gen Hosp Psychiatry 2012; 34: 234&ndash;241.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Bech P, Olsen LR, Kjoller    M, Rasmussen NK: Measuring well-being rather than the absence of distress symptoms:    a comparision of the SF-36 Mental Health Subscale and the WHO-Five Well-Being    Scale. Int J Methods Psychiatr Res 2003; 12: 85&ndash;91.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Br&auml;hler E, M&uuml;hlan    H, Albani C, Schmidt S: Teststatistische Pr&uuml;ung und Normierung der deutschen    Versionen des EUROHIS-QOL Lebensqualit&auml;t-Index und des WHO-5 Wohlbe?ndens-Index    (Testing and standardization of the German version of the EUROHIS-QOL and WHO-5    quality-of life-indices). Diagnostica 2007; 53: 83&ndash;96.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Heun R, Burkart M, Maier    W, Bech P: Internal and external validity of the WHO Well-Being Scale in the    elderly general population. Acta Psychiatr Scand 1999; 99: 171&ndash;178.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Bonsignore M, Barkow K,    Jessen F, Heun R: Validity of the Five-Item WHO Well-Being Index (WHO-5) in    an elderly population. Eur Arch Psychiatry Clin Neurosci 2001; 251(suppl 2):II27&ndash;II31.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Wasserman D, Carli V, Wasserman    C, Apter A, Balazs J, Bobes J, et al: Saving and Empowering Young Lives in Europe    (SEYLE): a randomized controlled Trial. BMC Public Health 2010; 10: 192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092907&pid=S2504-3145201800010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Bizarro L: O bem-estar    psicol&oacute;gico durante a adolesc&ecirc;ncia. Lisboa, Faculdade de Psicologia    e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Lisboa, 1999,    Tese de Doutoramento.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Matos M, Sim&otilde;es    C, Tom&eacute; G, Gaspar T, Camacho I, Diniz J, et al: A sa&uacute;de dos adolescentes    portugueses hoje e em oito anos: relat&oacute;rio preliminar do estudo HBSC    2006. Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092910&pid=S2504-3145201800010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Berjano R, Foguet J, Gonz&aacute;lez    A: El desarrollo de estilos de vida en los adolescentes escola&shy;rizados:    diferencias entre chicos y chicas. Rev Psicol Gen Apl 2005; 58: 51&ndash;74.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Bisegger C, Cloetta B,    von R&uuml;den U, Abel T, Ravens-Sieberer U; The European Kidscreen Group: Health-related    quality of life: gender differences in childhood and adolescence. Soz Pr&auml;ventivmed    2005; 50: 281&ndash;291.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> Matos M, Gon&ccedil;alves    A, Gaspar T: Aventura social e sa&uacute;de: preven&ccedil;&atilde;o do VIH    numa comunidade migrante. Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade    de Lisboa, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092914&pid=S2504-3145201800010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Garc&iacute;a M: El bienestar    subjetivo. Escritos de Psicolog&iacute;a 2002; 6: 18&ndash;39.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Howell RT, Howell CJ: The    relation of economic status to subjective well-being in developing countries:    a meta-analysis. Psychol Bull 2008; 134: 536&ndash;560.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Zavisca J, Hount M: Does    Money Buy Happiness in Unhappy Russia? (Berkeley Program in Soviet and Post-Soviet    Studies. Working Paper Series). Berkeley, University of California Berkeley,    2005.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Silva A: Desenvolvimento    de compet&ecirc;ncias sociais nos adolescentes. Lisboa, Climepsi Editores, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092919&pid=S2504-3145201800010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Diener E, Fujita F: Resources,    personal strivings, and subjective well-being: a nomothetic and idiographic    approach. J Pers Soc Psychol 1995; 68: 926&ndash;935.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Estev&atilde;o FMSC: Cren&ccedil;as    de auto-efic&aacute;cia, envolvimento de estudantes na escola e bem-estar psicol&oacute;gico:    um estudo com alunos do ensino secund&aacute;rio de Cabo Verde. Lisboa, Faculdade    de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Battistich V, Hom A: The    relationship between students&rsquo; sense of their school as a community and    their involvement in problem behaviors. Am J Public Health 1997; 87: 1997&ndash;2001.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Matos MG, Carvalhosa SF:    A sa&uacute;de dos adolescentes: ambiente escolar e bem-estar. Psic Sa&uacute;de    Doen&ccedil;as 2001; 2: 43&ndash;53.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Matos M, Sim&otilde;es    C, Carvalhosa S, Reis C, Canha L: A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses.    Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092925&pid=S2504-3145201800010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> Arita B, Romano S, Garcia    N, F&eacute;lix M: Indicadores objetivos y subjectivos de la calidad de vida.    Ense&ntilde; Invest Psicol 2005; 10: 93&ndash;102.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> Ceballos G: El adolescente    y sus retos: la aventura de hacerse mayor. Madrid, Ediciones Pir&aacute;mide,    2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2092928&pid=S2504-3145201800010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Az&uacute;a SR, Go&ntilde;i    A, Madariaga JM: Diferencias en el autoconcepto f&iacute;sico asociadas a la    edad y al g&eacute;nero; in Granmontagne AG (org): El autoconcepto f&iacute;sico:    psicolog&iacute;a y educaci&oacute;n. Madrid, Ediciones Pir&aacute;mide, 2009,    pp 113&ndash;125.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> Sim&otilde;es R, Erse M,    Fa&ccedil;anha J, Santos JC: Enfermagem em suicidologia; in Saraiva C, Peixoto    B, Sampaio D (coord): Suic&iacute;dio e comportamentos autolesivos: dos conceitos    &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Lisboa, Lidel, 2014, pp 193&ndash;202.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> Santos JC, Erse M, Sim&otilde;es    R, Fa&ccedil;anha J, Marques L: +Contigo na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    mental e preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos suicid&aacute;rios em meio    escolar. Rev Enf Ref 2013;III: 203&ndash;207.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver con?ito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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