<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2504-3145</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Portuguese Journal of Public Health]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Port J Public Health]]></abbrev-journal-title>
<issn>2504-3145</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2504-31452018000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1159/000492265</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas de literacia familiar: uma estratégia de educação para a saúde para o desenvolvimento integral da criança]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Practices of Family Literacy: An Educational Strategy for the Health and Integral Development of the Child]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Resende]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Henriqueta]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade Católica Portuguesa Instituto de Ciências da Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisbon ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem do Porto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>102</fpage>
<lpage>113</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2504-31452018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2504-31452018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2504-31452018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A literacia emergente ou precoce é a primeira fase de construção e desenvolvimento da literacia e deve ser vista como um processo de desenvolvimento contínuo que começa nos primeiros anos de vida e se desenvolve em contextos reais de cada pessoa. Método: Procedeu-se a uma revisão integrativa da literatura, cujo objetivo foi sistematizar o conhecimento sobre a nova abordagem da construção e apreensão da literacia. Resultados e discussão: Foram consideradas três principais áreas de apreciação: estratégias/atividades promotoras de literacia familiar, leitura partilhada de histórias (enquanto prática de literacia familiar mais conducente ao desenvolvimento da literacia emergente) e repercussões positivas da promoção precoce desta prática no desenvolvimento integral da criança. Reconhece-se, atualmente, uma nova visão da família em geral, e dos pais/figuras parentais em particular, além da própria criança, frente ao processo de literacia em si. Estes passaram a ser consi­derados como elementos-chave e sua participação nesse processo deve ser mobilizada o mais cedo possível em relação aos Cuidados de Saúde Primários.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Emergent or early literacy is the first phase of construction and development of literacy and should be seen as a continuous developmental process that begins in the first years of life and which develops in the real environment of each person. Method: An integrative review of the literature was carried out, whose objective was to systematize the knowledge about the new approach to the construction and apprehension of literacy. Results and Discussion: Three main areas of assessment were considered: strategies/activities promoting family literacy, shared reading of stories (as a practice of family literacy more conducive to the development of emerging literacy), and positive repercussions of the early promotion of this practice in the integral development of a child. When looking at the process of literacy, there is currently a new vision involving not only the child but also the family in general and the parents in particular. These are now being regarded as key elements and their participation in this process must be mobilized as early as possible concerning Primary Health Care.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Literacia emergente]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Literacia precoce]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Práticas de literacia familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Práticas emergentes de literacia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Emergent literacy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Early literacy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family literacy practices]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Emergent literacy practices]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Child development]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>REVIEW ARTICLE</b></p>     <p><b>Pr&aacute;ticas de literacia familiar: uma estrat&eacute;gia de educa&ccedil;&atilde;o    para a sa&uacute;de para o desenvolvimento integral da crian&ccedil;a</b></p>     <p><b>Practices of Family Literacy: An Educational Strategy for the Health and    Integral Development of the Child</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Resende<sup>a</sup> Maria Henriqueta Figueiredo<sup>b</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup> Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Cat&oacute;lica    Portuguesa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sup>b</sup> Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A literacia emergente ou precoce &eacute; a primeira    fase de constru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da literacia e deve ser vista    como um processo de desenvolvimento cont&iacute;nuo que come&ccedil;a nos primeiros    anos de vida e se desenvolve em contextos reais de cada pessoa. M&eacute;todo:    Procedeu-se a uma revis&atilde;o integrativa da literatura, cujo objetivo foi    sistematizar o conhecimento sobre a nova abordagem da constru&ccedil;&atilde;o    e apreens&atilde;o da literacia. Resultados e discuss&atilde;o: Foram consideradas    tr&ecirc;s principais &aacute;reas de aprecia&ccedil;&atilde;o: estrat&eacute;gias/atividades    promotoras de literacia familiar, leitura partilhada de hist&oacute;rias (enquanto    pr&aacute;tica de literacia familiar mais conducente ao desenvolvimento da literacia    emergente) e repercuss&otilde;es positivas da promo&ccedil;&atilde;o precoce    desta pr&aacute;tica no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a. Reconhece-se,    atualmente, uma nova vis&atilde;o da fam&iacute;lia em geral, e dos pais/figuras    parentais em particular, al&eacute;m da pr&oacute;pria crian&ccedil;a, frente    ao processo de literacia em si. Estes passaram a ser consi&shy;derados como    elementos-chave e sua participa&ccedil;&atilde;o nesse processo deve ser mobilizada    o mais cedo poss&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o aos Cuidados de Sa&uacute;de    Prim&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Literacia emergente Literacia precoce Pr&aacute;ticas    de literacia familiar Pr&aacute;ticas emergentes de literacia Desenvolvimento    infantil -</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Emergent or early literacy is the first phase of construction    and development of literacy and should be seen as a continuous developmental    process that begins in the first years of life and which develops in the real    environment of each person. Method: An integrative review of the literature    was carried out, whose objective&nbsp;was to systematize the knowledge about    the new approach to the construction and apprehension of literacy. Results and    Discussion: Three main areas of assessment were considered: strategies/activities    promoting family literacy, shared reading of stories (as a practice of family    literacy more conducive to the development of emerging literacy), and positive    repercussions of the early promotion of this practice in the integral development    of a child. When looking at the process of literacy, there is currently a new    vision involving not only the child but also the family in general and the parents    in particular. These are now being regarded as key elements and their participation    in this process must be mobilized as early as possible concerning Primary Health    Care.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>Emergent literacy &middot; Early literacy &middot; Family    literacy practices &middot; Emergent literacy practices &middot; Child development</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A literacia em sa&uacute;de tem vindo a ser reconhecida nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas como uma estrat&eacute;gia fundamental para a obten&ccedil;&atilde;o    de ganhos em sa&uacute;de associada &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, quer em adultos    quer em crian&ccedil;as <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>Para o desenvolvimento da literacia em sa&uacute;de importa perceber que esta    adv&eacute;m naturalmente do desenvolvimento da literacia em geral e tradicionalmente    considerava-se que a literacia, tinha apenas o seu in&iacute;cio na escolaridade    formal ou obrigat&oacute;ria e que esta s&oacute; seria iniciada por t&eacute;cnicos    especializados na &aacute;rea, ou seja, apenas por agentes educativos <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.    Contudo, a partir da d&eacute;cada de oitenta do s&eacute;c. XX, o paradigma    da abordagem da constru&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o do processo de desenvolvimento    da literacia foi sendo alterado nomeadamente, quanto &agrave; necessidade da    precocidade do seu in&iacute;cio e do envolvimento dos pais /figuras parentais    e da pr&oacute;pria crian&ccedil;a neste mesmo processo. A literatura parece    apontar que a literacia emergente ou precoce, entendida como um conjunto de    conhecimentos, compet&ecirc;ncias e atitudes precursoras do desenvolvimento    da literacia, deve passar a ter um enfoque especial por parte de todos aqueles    que partilham responsabilidades em mat&eacute;ria de inf&acirc;ncia, e que dever&aacute;    ser encarada como um processo de desenvolvimento cont&iacute;nuo do qual fazem    parte todos os aspetos inerentes &agrave; linguagem, como a leitura, a escrita,    o ouvir, o falar e o pensar <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>    que se desenvolvem simultaneamente e de modo interrelacionado, logo a partir    dos primeiros anos de vida e em contextos reais de cada crian&ccedil;a. Assim,    a promo&ccedil;&atilde;o da literacia dever&aacute; ocorrer o mais precocemente    poss&iacute;vel com a mobiliza&ccedil;&atilde;o intencional e sistem&aacute;tica    da participa&ccedil;&atilde;o dos pais/figuras parentais e da pr&oacute;pria    crian&ccedil;a neste mesmo processo de desenvolvimento, atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o    precoce dos primeiros contactos da crian&ccedil;a com o material escrito, atividades    e experi&ecirc;ncias de literacia que lhe possibilitem a aquisi&ccedil;&atilde;o    de pr&eacute;-requisitos (compet&ecirc;ncias de literacia emergente) necess&aacute;rios    ao desenvolvimento da literacia ( <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> ).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Método</b></p>     <p>A Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem    (CIPE&reg;) <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, integra o termo    literacia no eixo dos focos de enfermagem, definindo-a como &ldquo;capacidade&rdquo;.    Neste sentido, e reconhecendo que a fam&iacute;lia &eacute; o contexto mais    natural e eficaz para o desenvolvimento da crian&ccedil;a (f&iacute;sico, cognitivo,    emocional e social) ( <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> , <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>    ) parece ser importante que os enfermeiros ao n&iacute;vel dos Cuidados de Sa&uacute;de    Prim&aacute;rios (CSP), que partilham responsabilidades com outros atores da    comunidade nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a, enfatizem tamb&eacute;m como    cuidado antecipat&oacute;rio no &acirc;mbito do Programa Nacional de Sa&uacute;de    Infantil e Juvenil da Dire&ccedil;&atilde;o-geral da Sa&uacute;de (DGS) <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>,    a precocidade do in&iacute;cio do processo de constru&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o    da literacia.</p>     <p>Os CSP numa abordagem centrada no acompanhamento continuado do ciclo vital    das fam&iacute;lias, constituem o local mais adequado para a promo&ccedil;&atilde;o    precoce de pr&aacute;ticas de literacia familiar conducentes &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias de literacia emergente, enquanto estrat&eacute;gia de    educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de para o desenvolvimento integral da    crian&ccedil;a.</p>     <p>Dada a abrang&ecirc;ncia do fen&oacute;meno e o facto de n&atilde;o terem sido    identificados na literatura estudos que sistematizem a aten&ccedil;&atilde;o    a este fen&oacute;meno no contexto da Sa&uacute;de, planeou-se revis&atilde;o    integrativa da literatura, com os seguintes objetivos: identificar estudos emp&iacute;ricos    orientados para programas de promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de literacia    familiar conducentes &agrave; literacia emergente dispon&iacute;veis na literatura;    identificar atividades que integram os programas de promo&ccedil;&atilde;o de    pr&aacute;ticas de literacia familiar mais conducentes &agrave; literacia emergente    e identificar indicadores que sustentem ganhos no desenvolvimento integral da    crian&ccedil;a, sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem, com a promo&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas de literacia familiar conducentes &agrave; literacia emergente.</p>     <p>Revis&atilde;o integrativa da literatura, cujo objetivo &eacute; sistematizar    o conhecimento sobre a nova abordagem da constru&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o    da literacia. Definiu-se a seguinte quest&atilde;o orientadora da revis&atilde;o:    que estudos emp&iacute;ricos orientados para a promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas    de literacia conducentes ao desenvolvimento de literacia emergente em contexto    familiar, com indicadores que sustentem ganhos no desenvolvimento da crian&ccedil;a,    sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem, podem ser identificados na literatura?</p>     <p>Foram definidos os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: estudos sobre    a promo&ccedil;&atilde;o de programas de literacia familiar que integrem compet&ecirc;ncias    de literacia emergente em contexto familiar, em particular, atividades realizadas    pelos pais/figuras parentais de crian&ccedil;as com idade entre 6 meses a 5    anos de idade, nos seus domic&iacute;lios. Considerou-se a inclus&atilde;o de    artigos originais de natureza qualitativa e quantitativa e artigos te&oacute;ricos,    publicados na l&iacute;ngua portuguesa, inglesa e espanhola, no espa&ccedil;o    temporal de 2000 a 2014.</p>     <p>Como crit&eacute;rios de exclus&atilde;o considerou-se, estudos com pais de    crian&ccedil;as com qualquer tipo de perturba&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas    no seu desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estratégias de pesquisa</i></p>     <p>Pesquisa realizada em base de dados eletr&oacute;nicas atrav&eacute;s da plataforma    EBSCOHost (ERIC, Regional Business News, Medic Latina, Psychology and Behavioral    Sciences Collection, PsycARTICLES, PsycBOOKS, CINAHL Plus with Full Text, Nursing    &amp; Allied Health Collection, British Nursing Index, Cochrane Collection,    Cochrane Central Register of Controlled Trials; Cochrane Database of Systematic    Reviews (CDSR) e Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE), Business    Source Complete, Library, Information Science &amp; Technology Abstracts, SPORT    Discus with Full Text, MEDLINE with Full Text, Education Research Complete);    Biblioteca do Conhecimento Online (Elsevier &ndash; Science Direct (Freedom    collection), Springer Link (Springer/Kluwer), Wiley Online Library (Wiley));    ISI &ndash; Web of Knowledge; NICE &ndash; National Institute of Health Excellence;    BioMed Central; Informa Healthcare SciElo; RCAAP (Reposit&oacute;rio Cient&iacute;fico    de Acesso Aberto em Portugal). A pesquisa eletr&oacute;nica foi complementada    com a revis&atilde;o das refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas dos estudos    inclu&iacute;dos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, baseada    nos tr&ecirc;s conceitos-chave &ldquo;Pr&aacute;ticas de literacia familiar,&rdquo;    &ldquo;Literacia emergente&rdquo; e &ldquo;Desenvolvimento infantil.&rdquo;    Realizou-se uma pesquisa preliminar para identifica&ccedil;&atilde;o de sin&oacute;nimos.    Os termos &ldquo;early literacy&rdquo; e &ldquo;emergent literacy&rdquo; n&atilde;o    est&atilde;o classificados como descritores, mas considerou-se a sua integra&ccedil;&atilde;o,    por constarem como descritores em v&aacute;rios artigos identificados na pesquisa    preliminar e, assim, poderem aumentar a possibilidade de identificar estudos    relevantes. A pesquisa final resultou da seguinte estrat&eacute;gia sem limite    de campo (early literacy OR emergent literacy practices) AND (home literacy    environment OR home literacy practices) AND (child development).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Seleção dos estudos</i></p>     <p>Os estudos foram selecionados em duas fases distintas mas complementares (    <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> , <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>    ). Foram obtidos nesta pesquisa 371 resultados e, destes, 215 foram rejeitados    ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o dos t&iacute;tulos e 49 exclu&iacute;dos    por serem repetidos em diferentes bases de dados.</p>     <p>Na segunda fase, com a avalia&ccedil;&atilde;o do resumo foram exclu&iacute;dos    79 estudos e 28 estudos passaram &agrave; fase de leitura de texto integral.    Foram inclu&iacute;dos 16 estudos na revis&atilde;o (<a href="#f1">Figure 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n2/36n2a07f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Procedeu-se &agrave; leitura integral de cada estudo selecionado e efetuou-se    a extra&ccedil;&atilde;o de dados identificando o ano, o pa&iacute;s, o(s) autor(es),    os objetivos, os participantes, as interven&ccedil;&otilde;es, os resultados    e o tipo de estudo, de modo a caracterizar os diferentes aspetos considerados    relevantes para a nossa quest&atilde;o de pesquisa.</p>     <p>E assim, tendo em conta a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o de revis&atilde;o    e os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o previamente definidos,    foram rejeitados doze (12) estudos pelos seguintes motivos: cinco (5) por n&atilde;o    estarem acess&iacute;veis em texto completo e sete (7) por se reportarem a estudos    que n&atilde;o descreviam atividades promotoras de compet&ecirc;ncias de literacia    emergente, desenvolvidas pelos pais e /ou figuras parentais em contexto familiar,    com indicadores que sustentem ganhos no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>Os resultados avaliados em cada um dos dezasseis (16) estudos inclu&iacute;dos    na Revis&atilde;o Integrativa da Literatura est&atilde;o organizados por autores,    ano e pa&iacute;s, t&iacute;tulo e peri&oacute;dico, tipo de estudo, objetivos,    participantes, m&eacute;todo e resultados (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v36n2/36n2a07t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao limite temporal estabelecido (2000&ndash;2014),    a maioria dos estudos foram publicados entre 2006 e 2012 ( n = 10). Em rela&ccedil;&atilde;o    ao pa&iacute;s de origem, a maioria s&atilde;o provenientes dos EUA ( n = 10),    do Canad&aacute; ( n = 3), Portugal ( n = 2) e Inglaterra ( n = 1).</p>     <p>A grande maioria dos estudos ( n = 16), enquadram-se num paradigma indutivo    utilizando uma metodologia qualitativa ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ) remetendo-os para uma    an&aacute;lise interpretativa das observa&ccedil;&otilde;es realizadas de modo    a descobrir explica&ccedil;&otilde;es e inter-rela&ccedil;&otilde;es entre as    vari&aacute;veis em estudo. Identificou-se ( n = 8), estudos longitudinais (    <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> ), de car&aacute;cter explorat&oacute;rio    ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> , <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> ), ( n = 5), descritivos    ( <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>    , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> , <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ), ( n = 10) e de padr&atilde;o    descritivo-correlacional <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>,    ( n = 1).</p>     <p>Os estudos t&ecirc;m como foco a identifica&ccedil;&atilde;o da necessidade    de se promover pr&aacute;ticas de literacia familiar conducentes ao desenvolvimento    da literacia emergente a crian&ccedil;as at&eacute; &agrave; entrada da escolaridade    formal, com indicadores que sugerem um impacto positivo na aquisi&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias de literacia emergente, facilitadoras do in&iacute;cio    da aprendizagem e sucesso escolar e consequentemente do desenvolvimento integral    da crian&ccedil;a.</p>     <p>Relacionam ainda estes estudos pr&aacute;ticas de literacia familiar com o    desenvolvimento socioecon&oacute;mico e com as cren&ccedil;as dos pais/figuras    parentais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia destas mesmas    pr&aacute;ticas para o desenvolvimento da literacia da crian&ccedil;a ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> ).</p>     <p>T&ecirc;m como objetivos estes estudos: caracterizar e analisar as rela&ccedil;&otilde;es    entre as cren&ccedil;as dos pais/figuras pa rentais e a import&acirc;ncia da    aprendizagem da literacia emergente ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> ), ( n = 4), avaliar o    impacto do ambiente e das pr&aacute;ticas de literacia familiar no desenvolvimento    de compet&ecirc;ncias de literacia emergente na crian&ccedil;a com repercuss&otilde;es    positivas no desenvolvimento integral ( <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ), ( n = 10), fornecer orienta&ccedil;&otilde;es e ferramentas para ajudar os    pais e profissionais com responsabilidade em mat&eacute;ria de inf&acirc;ncia,    a ajudar as fam&iacute;lias a identificarem e criarem oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas de literacia sustentadas nas for&ccedil;as e rotinas de cada    fam&iacute;lia ( <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>    , <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> ), ( n = 3).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos diferentes m&eacute;todos para a recolha de dados    constata-se que a observa&ccedil;&atilde;o participante ( <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>    , <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ), ( n = 11), foi o mais    usado, seguido da entrevista ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>    , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>    , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    ), ( n = 7, 1 semiestruturada <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>),    e s&oacute; depois, o question&aacute;rio ( <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ), ( n = 3), em que um (1) complementa a entrevista; por via telef&oacute;nica,    <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, ( n = 1). Verifica-se que    foi privilegiado o contacto direto (cara-a-cara) com os participantes (pais    e crian&ccedil;as), constatando-se ainda, que alguns destes m&eacute;todos foram    usados em simult&acirc;neo no mesmo estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre os contextos de recolha de dados destaca-se o contexto domiciliar ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> ), ( n = 9), institui&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>    ), ( n = 2) e o jardim-de-inf&acirc;ncia ( <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> , <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ), ( n = 5).</p>     <p>A grande maioria dos estudos ( <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ), ( n = 12), utiliza escalas e grelhas de observa&ccedil;&atilde;o como instrumentos    de recolha de dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Emergiram tr&ecirc;s principais &aacute;reas de aprecia&ccedil;&atilde;o: estrat&eacute;gias/atividades    promotoras de literacia familiar, leitura partilhada de hist&oacute;rias (enquanto    pr&aacute;tica de literacia familiar mais conducente ao desenvolvimento da literacia    emergente) e repercuss&otilde;es positivas da promo&ccedil;&atilde;o precoce    desta pr&aacute;tica no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estratégias/atividades promotoras de literacia familiar</i></p>     <p>Foram caracterizadas pr&aacute;ticas de literacia familiar (pr&aacute;ticas    de treino, de entretimento e de gest&atilde;o das rotinas do dia-a-dia) ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ) assim como as vantagens    que as crian&ccedil;as na primeira inf&acirc;ncia podem usufruir pelo facto    de n&atilde;o s&oacute; observarem como se envolverem nessas mesmas pr&aacute;ticas    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). A preocupa&ccedil;&atilde;o crescente com a descri&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas    de literacia no quotidiano da fam&iacute;lia, parece estar relacionada com as    recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais para a promo&ccedil;&atilde;o da    leitura, que &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para o desenvolvimento    da literacia e que a investiga&ccedil;&atilde;o demonstra que deve ser associada    &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de ( <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> , <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    ). Este conhecimento &eacute; fundamental para a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias/atividades    de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, adaptadas &agrave;s fam&iacute;lias,    com vista &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento integral da crian&ccedil;a    e particularmente do desenvolvimento da literacia emergente. Os resultados das    investiga&ccedil;&otilde;es apontam ainda para dois aspetos relevantes em rela&ccedil;&atilde;o    aos pais/figuras parentais constatando que estes, est&atilde;o recetivos &agrave;    ado&ccedil;&atilde;o de novas fun&ccedil;&otilde;es no seu desempenho parental    para facilitar o desenvolvimento da literacia dos seus filhos e que pequenas    altera&ccedil;&otilde;es nos seus comportamentos podem produzir mudan&ccedil;as    significativas nas compet&ecirc;ncias de literacia emergente das crian&ccedil;as    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>    , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). A implementa&ccedil;&atilde;o de programas de literacia familiar tem-se constitu&iacute;do    como uma estrat&eacute;gia para facilitar o desenvolvimento dessas mesmas compet&ecirc;ncias.    Estes programas constituem ainda uma resposta &agrave; necessidade de capacitar    os pais/figuras parentais a tornarem-se elementos-chave neste processo de aquisi&ccedil;&atilde;o    e apreens&atilde;o de compet&ecirc;ncias de literacia emergente e ao modo como    podem desempenhar essas fun&ccedil;&otilde;es facilitadoras dessas mesmas aquisi&ccedil;&otilde;es    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ). Podemos observar com    estes estudos de investiga&ccedil;&atilde;o que a maioria dos destinat&aacute;rios    destes programas de literacia familiar, tem sido fam&iacute;lias de n&iacute;vel    socioecon&oacute;mico mais desfavorecidos, com o pressuposto de que as crian&ccedil;as    deste n&iacute;vel encontram-se em desvantagem em termos de exposi&ccedil;&atilde;o    ao material escrito e atividades promotoras do desenvolvimento da literacia    emergente, aumentando o risco de virem a ter mais tarde dificuldades na aprendizagem    formal ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> ). Os dados da investiga&ccedil;&atilde;o    apontam para o facto de haver um conjunto de cren&ccedil;as e caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas dos pais/figuras parentais como: habilita&ccedil;&otilde;es    liter&aacute;rias, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e os h&aacute;bitos    de leitura que influenciam, quer o ambiente familiar quanto &agrave; quantidade    e qualidade de material escrito, existente em casa, querem quanto ao tipo de    pr&aacute;ticas de literacia e atividades promotoras do desenvolvimento de literacia    emergente, que s&atilde;o realizadas com maior frequ&ecirc;ncia no quotidiano    e contexto familiar da crian&ccedil;a ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    ). A investiga&ccedil;&atilde;o parece apontar o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o    dos adultos como um fator mediador do desenvolvimento da literacia emergente    das crian&ccedil;as ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>    , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    ).</p>     <p>Observa-se nos resultados dos estudos apresentados, que apesar das atividades    dos programas de literacia familiar serem dirigidas aos pais/figuras parentais,    o alvo dos mesmos s&atilde;o as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar    com maior predomin&acirc;ncia na faixa et&aacute;ria dos quatro, cinco/seis    (4-5-6) anos de idade. Contudo, estudos mais recentes apontam para a relev&acirc;ncia    e a necessidade de se implementarem estes programas a crian&ccedil;as mais novas    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ), para a promo&ccedil;&atilde;o da linguagem oral, do vocabul&aacute;rio recetivo    e expressivo e de compet&ecirc;ncias de literacia emergente relacionada com    a funcionalidade da linguagem escrita ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>    , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ).</p>     <p><i>Leitura partilhada de histórias</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A leitura partilhada de hist&oacute;rias &eacute; uma das pr&aacute;ticas de    literacia familiar mais estudada e reconhecida consensualmente, como uma atividade    e experi&ecirc;ncia particularmente rica no desenvolvimento da literacia das    crian&ccedil;as ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ). A investiga&ccedil;&atilde;o    realizada recorrendo a diferentes metodologias permitiu encontrar um conjunto    de resultados relativamente ao impacto da leitura de hist&oacute;rias no desenvolvimento    de comportamentos emergentes de leitura e escrita, reconhecendo que o maior    impacto verifica-se no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas    como: o aumento do vocabul&aacute;rio, o conhecimento morfossint&aacute;tico,    a compreens&atilde;o da linguagem oral e a motiva&ccedil;&atilde;o para a leitura    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>    , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). O estudo sobre a influ&ecirc;ncia da leitura de hist&oacute;rias partilhadas    no desenvolvimento da literacia emergente continua a constituir atualmente uma    &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o. Estudos de investiga&ccedil;&atilde;o    sugerem ainda que se deve estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre o envolvimento    das crian&ccedil;as e as intera&ccedil;&otilde;es produzidas pelos pais/figuras    parentais &agrave;s crian&ccedil;as durante a leitura partilhada, a variabilidade    nas intera&ccedil;&otilde;es e o desenvolvimento da literacia emergente ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ).</p>     <p><i>Desenvolvimento infantil integral</i></p>     <p>O desempenho nos diferentes dom&iacute;nios do desenvolvimento infantil na    primeira inf&acirc;ncia, como o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e capacidades    motoras, cog&shy;nitivas, emocionais e sociais, pode ser modificado de maneira    a melhorar o potencial de sa&uacute;de e bem-estar e ainda do desenvolvimento    de compet&ecirc;ncias essenciais a longo prazo ( <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> , <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    ). Do ponto de vista do desenvolvimento f&iacute;sico, as atividades promotoras    do desenvolvimento da literacia emergente traduzem ganhos ao n&iacute;vel da    motricidade fina (e.g. folhear e apontar), da motricidade grosseira (e.g. pegar    e o abrir o livro, lidar com jogos), da lateralidade e da coordena&ccedil;&atilde;o    esp&aacute;cio-temporal. O contacto sistem&aacute;tico com o material escrito    no contexto familiar (receitas, livros, jornais, revistas, lista de compras,    convites, jogos), possibilita o desenvolvimento na crian&ccedil;a de compet&ecirc;ncias    e capacidades cognitivas que se enquadram nos tr&ecirc;s grandes dom&iacute;nios    da literacia emergente: linguagem oral, linguagem escrita e motiva&ccedil;&atilde;o    para a leitura e para a escrita emergente. Destacam-se como componentes da literacia    emergente nestes tr&ecirc;s dom&iacute;nios, o desenvolvimento do conhecimento    lexical, do conhecimento morfossint&aacute;tico, da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica,    da compreens&atilde;o da narrativa (atrav&eacute;s da explora&ccedil;&atilde;o    e associa&ccedil;&atilde;o, relacionando as imagens com as palavras escritas),    da explora&ccedil;&atilde;o dos aspetos formais e convencionais da escrita (e.g.    conhecimento das letras, linearidade da leitura: da esquerda para a direita    e de cima para baixo e da funcionalidade da leitura e escrita) e do envolvimento    da crian&ccedil;a nas atividades ligadas &agrave; leitura e &agrave; escrita    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). Assim, atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o positiva dos adultos (pais/figuras    parentais) com a crian&ccedil;a, na leitura partilhada de hist&oacute;rias em    voz alta, (acompanhando com o dedo as s&iacute;labas e relacionando as imagens    com o escrito, e atrav&eacute;s ainda, da intera&ccedil;&atilde;o verbal (com    um tom de voz adequado e mudan&ccedil;as de entoa&ccedil;&atilde;o sempre que    a hist&oacute;ria justifique) e da intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal    (com express&otilde;es faciais e gestos), permite &agrave; crian&ccedil;a um    aumento do crescimento de vocabul&aacute;rio e sua compreens&atilde;o, o gosto    e a motiva&ccedil;&atilde;o para a aprendizagem de conhecimentos, habilidades    e compet&ecirc;ncias de literacia emergente, fundamentais como comportamentos    de pr&eacute;-leitura e pr&eacute;-escrita com impacto positivo na escolaridade    formal ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>    , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). Este contacto estimula ainda a imagina&ccedil;&atilde;o, a associa&ccedil;&atilde;o    de ideias, a aten&ccedil;&atilde;o, a capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o    e permite a aprendizagem de diferentes letras, n&uacute;meros, formas geom&eacute;tricas,    cores e diferentes representa&ccedil;&otilde;es. Ajuda e aponta de acordo com    a qualidade do material escrito para cada idade, comportamentos, normas e sistema    de valores. Ao n&iacute;vel emocional e social <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>,    a investiga&ccedil;&atilde;o demonstra que as intera&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as    com os pais/figuras parentais atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de    atividades promotoras de literacia emergente no contexto familiar promovem tamb&eacute;m    uma vincula&ccedil;&atilde;o positiva com as pessoas mais significativas. Verifica-se    ainda que a qualidade dessa rela&ccedil;&atilde;o e da estimula&ccedil;&atilde;o    precoce da crian&ccedil;a com essas mesmas pr&aacute;ticas, nomeadamente com    a leitura partilhada e em voz alta de livros em contexto familiar, &eacute;    significativamente associada, &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o    e comportamentos de sa&uacute;de ( <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> , <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    ). O contacto precoce no quotidiano da crian&ccedil;a com o conte&uacute;do    do livro e de jogos interativos ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>    , <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> , <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>    , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ) promove a aprendizagem de gest&atilde;o de sentimentos adversos (e.g. o medo,    a doen&ccedil;a, a perda, a frustra&ccedil;&atilde;o) e ainda a aprendizagem    de habilidades e comportamentos sociais (e.g. saber conviver em fam&iacute;lia    e na sociedade, respeitar regras, saber esperar, saber partilhar, saber interagir    entre pares e com outros adultos em diferentes contextos, saber respeitar normas    e valores sociais, promover o seu empowerment e a capacidade de resili&ecirc;ncia)    que permanecem influentes nas diferentes fases da vida com impacto positivo    no desenvolvimento pessoal, escolar, profissional e social de cada pessoa (    <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> , <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    ).</p>     <p><i>Considerações finais</i></p>     <p>Estudos apontam ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>    , <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ) para a necessidade de se implementar programas de treino parental de promo&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias de literacia emergente, bem estruturados e fundamentados    e a recorrer-se a um planeamento para avalia&ccedil;&atilde;o dos seus efeitos.</p>     <p>Os programas de literacia familiar requerem uma abordagem centrada na estimula&ccedil;&atilde;o    o mais precocemente poss&iacute;vel da crian&ccedil;a, com vista &agrave; melhoria    da qualidade das intera&ccedil;&otilde;es pais/figuras parentais-crian&ccedil;a    nas pr&aacute;ticas de literacia enquanto janela de oportunidade para o desenvolvimento    integral da crian&ccedil;a, devendo para isso os pais/figuras parentais serem    ajudados a envolverem-se no quotidiano do contexto familiar da crian&ccedil;a,    em atividades de literacia adequadas &agrave;s diferentes etapas do seu desenvolvimento    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    ).</p>     <p>Assim, de modo a se promover o desenvolvimento da literacia emergente com impacto    positivo no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a, respeitando sempre,    a singularidade e especificidade de cada crian&ccedil;a e do seu contexto sociofamiliar,    a investiga&ccedil;&atilde;o parece apontar para a necessidade dos profissionais    que trabalhem com crian&ccedil;as, promoverem o mais precocemente poss&iacute;vel    e de modo intencional, a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos pais/figuras parentais    e da pr&oacute;pria crian&ccedil;a, como agentes ativos neste processo de desenvolvimento    ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    ).</p>     <p>O estudo efetuado permitiu identificar estudos orientados para a promo&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas de literacia familiar que integram atividades conducentes    ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de literacia emergente, desenvolvidas    pelos pais/figuras parentais em contexto familiar, com indicadores que sustentem    ganhos no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a, sens&iacute;veis aos cuidados    de enfermagem.</p>     <p>Os Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (CSP) numa abordagem centrada    no acompanhamento continuado do ciclo vital familiar s&atilde;o o contexto mais    adequado, para os enfermeiros enquanto interlocutores privilegiados no &acirc;mbito    das interven&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas no Programa Nacional de Sa&uacute;de    Infantil e Juvenil (PNSIJ) da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS)    <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, poderem promover a pais/figuras    parentais com crian&ccedil;as entre os seis meses e os cinco anos de idade,    pr&aacute;ticas de literacia familiar conducentes ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias    de literacia emergente, enquanto cuidado antecipat&oacute;rio nas consultas    de sa&uacute;de infantil.</p>     <p>Neste sentido, julgamos emergente enquanto estrat&eacute;gia de educa&ccedil;&atilde;o    para a sa&uacute;de para o desenvolvimento integral da crian&ccedil;a, a constru&ccedil;&atilde;o    de um programa de promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de literacia familiar,    de modo a dotar os pais/figuras parentais com crian&ccedil;as entre os seis    meses e os cinco anos de idade, de conhecimentos que promovam compet&ecirc;ncias    de literacia emergente, facilitadoras do in&iacute;cio da aprendizagem formal,    que devem ser avaliadas no exame global de sa&uacute;de, aos cinco anos de idade,    de acordo com o atual PNSIJ (2013) da DGS <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o sugere que os profissionais devem ter em aten&ccedil;&atilde;o    &agrave;s desigualdades de oportunidades de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias    de literacia emergente, tendo em conta as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas    dos pais/figuras parentais que t&ecirc;m sob a sua responsabilidade nestes programas    de literacia familiar, porque a investiga&ccedil;&atilde;o parece apontar, o    n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e socioecon&oacute;mico dos adultos,    como fatores mediadores do de senvolvimento da literacia da crian&ccedil;a (    <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>    ). Os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o sugerem ainda em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de programas de treino parental ( <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    , <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    , <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ), que se tenha em aten&ccedil;&atilde;o:    &agrave; natureza das interven&ccedil;&otilde;es e atividades a realizar nas    diferentes faixas et&aacute;rias; &agrave;s melhores estrat&eacute;gias para    as desenvolver; &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce e intencional dos    pais/figuras parentais como modelos nessas pr&aacute;ticas; na sensibiliza&ccedil;&atilde;o    dos pais/figuras parentais para o reconhecimento da aquisi&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias de literacia emergente da crian&ccedil;a; &agrave; explora&ccedil;&atilde;o    das rotinas do quotidiano da crian&ccedil;a no seu contexto familiar; &agrave;    explora&ccedil;&atilde;o dos recursos de literacia existentes em cada ambiente    familiar (tipo, quantidade e qualidade de material liter&aacute;tico a utilizar)    e ainda, &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas    de literacia familiar com outros recursos da comunidade onde a crian&ccedil;a/fam&iacute;lia    se insere (bibliotecas, museus, jardins-de-inf&acirc;ncia).</p>     <p><i>Limitações do estudo</i></p>     <p>Na an&aacute;lise dos dados desta revis&atilde;o da literatura &eacute; importante    salientar a predomin&acirc;ncia de amostras de fam&iacute;lias de n&iacute;vel    socioecon&oacute;mico mais desfavorecido e com crian&ccedil;as entre os tr&ecirc;s    e os cinco/seis (3 e os 5/6) anos de idade (fase pr&eacute;-escolar) como popula&ccedil;&atilde;o-alvo    dos programas de literacia familiar, que restringem a generalidade das conclus&otilde;es    e que podem ter limitado a variabilidade dos resultados.</p>     <p>Apesar das t&eacute;cnicas de recolha de dados utilizados nos estudos terem    sido diversificados e permitirem obter diferentes perspetivas de relacionamento    entre vari&aacute;veis que influenciam as pr&aacute;ticas de literacia familiar,    observa-se nestes estudos, falta de informa&ccedil;&atilde;o relevante face    ao modo como s&atilde;o implementados e avaliados estes programas de literacia    familiar, conducentes &agrave; literacia emergente, com repercuss&otilde;es    positivas no desenvolvimento integral da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Berkman DN, Pignone MP, DeWalt    D, Sheridan S: Health literacy: impact on health outcomes. Rockville, RTI International,    University of North Carolina Evidence-Based Practice Center Research Triangle    Park, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093978&pid=S2504-3145201800020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Mata L: Literacia: o papel    da fam&iacute;lia na sua apreens&atilde;o. An Psicol 1999;XVII: 65&ndash;77.  </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Cooper J: Literacy: Helping    Children Construct Meaning. Boston, Houghton Miffiin Company, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093981&pid=S2504-3145201800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Gillen J, Hall N: The emergence    of early childhood literacy; in Marsh J, Larson J, Hall N, (eds): The Handbook    of Early Childhood Literacy. London, Sage Publications, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093983&pid=S2504-3145201800020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Silva B, Almeida Lozano LA,    Uzquiano M: org. Caracteriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de literacia    familiar; in Actas do X Congresso Galaico-Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia,    Braga, 9 a 11 de Setembro de 2009. </p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Conselho Internacional de    Enfermeiros. Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica    de Enfermagem &ndash; CIPE: vers&atilde;o 2. Lisboa, Ordem dos Enfermeiros,    2011. </p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Teale W, Sulzby E: Emergent    literacy: new perspectives; in Strickland D, Morrow L (eds): Emerging Literacy:    Young Children Learn to Read and Write, ed 7. Newark, International Reading    Association, 1995, pp 1&ndash;15. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Gomes-Pedro J, Kevin Nugent    J, Young JG, Brazelton TB: A crian&ccedil;a e a fam&iacute;lia no s&eacute;culo    XXI. Lisboa, Dinalivro, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093988&pid=S2504-3145201800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Portugal, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Saude: Programa Nacional de    Sa&uacute;de Infantil e Juvenil. Lisboa, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de,    2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093990&pid=S2504-3145201800020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Galv&atilde;o C, Sawada    N, Trevizan M: Revis&atilde;o sistem&aacute;tica: um recurso que proporciona    a incorpora&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias na pr&aacute;tica de enfermagem.    Rev Latino-Am Enfermagem 2004; 3: 549&ndash;556. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Higgins J, Green S: Cochrane    handbook for systematic reviews of interventions: version 5.0.1 2011. London,    Cochrane, 2011. Available from: <a href="http://www.cochrane-handbook.org/" target="_blank">http://www.cochrane-handbook.org/</a>    (cited 15 January 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2093993&pid=S2504-3145201800020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Auger A, Reich SM, Penner    EK: The effect of baby books on mothers&rsquo; reading beliefs and reading practices.    J Appl Dev Psychol 2014; 35: 337&ndash;346. </p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Baker CE: Fathers&rsquo;    and mothers&rsquo; home literacy involvement and children&rsquo;s cognitive    and social emotional development: implications for family literacy programs.    Appl Dev Sci 2013; 17: 184&ndash;197. </p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Carter D, Chard D, Pool    J: A Family strengths approach to early language and literacy development. Early    Child Educ J 2009; 36: 519&ndash;526. </p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Cottone EA: Preschoolers&rsquo;    emergent literacy skills: the mediating role of maternal reading beliefs. Early    Educ Develop 2012; 23: 351&ndash;372. </p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Deckner DF, Adamson, LB,    Bakeman R: Child and maternal contributions to shared reading: effects on language    and literacy development. J Appl Dev Psychology 2006; 27: 31&ndash;41. </p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Evans MA, Shaw D, Bell    M: Home literacy activities and their influence on early literacy skills. Can    J Exp Psychol 2000; 54: 65&ndash;75. </p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Forget-Dubois N, Dionne    G, Lemelin JP, Perusse D, Tremblay RE, Boivin M: Early child language mediates    the relation between home environment and school readiness. Child Dev 2009;    80: 736&ndash;749. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Kenney MK: Child, family    and neighborhood associations with parent and peer interactive play during early    childhood. Matern Child Health J 2012; 16: 88&ndash;101. </p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Tomopoulos S, Dreyer BP,    Tamis-Lemonda C, Flynn V, Rovira I, Tineo W, Mendelsohn AL: Books, toys, parent-child    interaction, and development in young Latino children. Ambul Pediatr 2006; 6:    72&ndash;78. </p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Melhuish EC, Phan MB, Sylva    K, Sammons P, Siraj-Blatchford I, Taggart B: Effects of the home learning environment    and preschool center experience upon literacy and numeracy development in early    primary school. J Soc Issues 2008; 64: 95&ndash;114. </p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Poe MD, Burchinal MR, Roberts    JE: Early language and the development of children&rsquo;s reading skills. J    School Psych 2004; 42: 315&ndash;332. </p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Zuckerman B, Augustyn M:    Books and reading: evidence-based standard of care whose time has come. Acad    Pediatr 2011; 11: 11&ndash;17. </p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Rodriguez ET, Tamis-LeMonda    CS: Trajectories of the home learning environment across the first 5 years:    associations with children&rsquo;s vocabulary and literacy skills at prekindergarten.    Child Dev 2011; 82: 1058&ndash;1075. </p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Senechal M, LeFevre JA,    Smith-Chant BL, Colton KV: On refining theoretical models of emergent literacy:    the role of empirical evidence. J School Psych 2001; 39: 439&ndash;460. </p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Pacheco PRB, Amante L,    Mata L: Literacia(as) familiar(es): ambiente, cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas    dos pais e conhecimentos das crian&ccedil;as. Lisboa, Universidade Aberta, 2012.    Tese de Doutoramento. Available from: <a href="http://hdl.handle.net/10400.2/2332" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.2/2332</a>    (cited 15 December 2014). </p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Cruz JSF, Ribeiro IS: Pr&aacute;ticas    de literacia familiar e o desenvolvimento liter&aacute;cito das crian&ccedil;as.    Braga, Universidade do Minho, 2011. Tese de Doutoramento. Available from: <a href="http://hdl.handle.net/1822/14245" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/14245</a>    (cited 15 December 2014). </p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Portugal, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral    do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Portal da RCBP: VIII Confer&ecirc;ncia    Internacional do Plano Nacional de Leitura, Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste    Gulbenkian, 5 e 6 de novembro. Lisboa, DGLAB, 2014. Available from: <a href="http://bibliotecas.dglab.gov.pt/pt/noticias/Paginas/VIIIConfPNL.aspx" target="_blank">http://bibliotecas.dglab.gov.pt/pt/noticias/Paginas/VIIIConfPNL.aspx</a>    (cited 15 December 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Received: June 20, 2016. Accepted: July 16, 2018</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berkman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pignone]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeWalt]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sheridan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health literacy: impact on health outcomes]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rockville ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[RTI International, University of North Carolina Evidence-Based Practice Center Research Triangle Park]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mata]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Literacia: o papel da família na sua apreensão]]></article-title>
<source><![CDATA[An Psicol]]></source>
<year>1999</year>
<volume>XVII</volume>
<page-range>65–77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Literacy: Helping Children Construct Meaning]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Houghton Miffiin Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gillen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The emergence of early childhood literacy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Marsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Larson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Handbook of Early Childhood Literacy]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Conselho Internacional de Enfermeiros</collab>
<source><![CDATA[Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem – CIPE: versão 2]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ordem dos Enfermeiros]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teale]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sulzby]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Emergent literacy: new perspectives]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Strickland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morrow]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Emerging Literacy: Young Children Learn to Read and Write]]></source>
<year>1995</year>
<edition>7</edition>
<page-range>1–15</page-range><publisher-loc><![CDATA[Newark ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Reading Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes-Pedro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kevin Nugent]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Young]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazelton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A criança e a família no século XXI]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dinalivro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direção-Geral da Saude^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção-Geral da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galvão]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sawada]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trevizan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Revisão sistemática: um recurso que proporciona a incorporação das evidências na prática de enfermagem]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Latino-Am Enfermagem]]></source>
<year>2004</year>
<volume>3</volume>
<page-range>549–556</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Higgins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cochrane handbook for systematic reviews of interventions: version 5.0.1 2011]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cochrane]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Auger]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reich]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Penner]]></surname>
<given-names><![CDATA[EK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of baby books on mothers’ reading beliefs and reading practices]]></article-title>
<source><![CDATA[J Appl Dev Psychol]]></source>
<year>2014</year>
<volume>35</volume>
<page-range>337–346</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[CE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fathers’ and mothers’ home literacy involvement and children’s cognitive and social emotional development: implications for family literacy programs]]></article-title>
<source><![CDATA[Appl Dev Sci]]></source>
<year>2013</year>
<volume>17</volume>
<page-range>184–197</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carter]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pool]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Family strengths approach to early language and literacy development]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Child Educ J]]></source>
<year>2009</year>
<volume>36</volume>
<page-range>519–526</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cottone]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preschoolers’ emergent literacy skills: the mediating role of maternal reading beliefs]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Educ Develop]]></source>
<year>2012</year>
<numero>23</numero>
<issue>23</issue>
<page-range>351–372</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Deckner]]></surname>
<given-names><![CDATA[DF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adamson]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bakeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Child and maternal contributions to shared reading: effects on language and literacy development]]></article-title>
<source><![CDATA[J Appl Dev Psychology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<page-range>31–41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bell]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Home literacy activities and their influence on early literacy skills]]></article-title>
<source><![CDATA[Can J Exp Psychol]]></source>
<year>2000</year>
<volume>54</volume>
<page-range>65–75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Forget-Dubois]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dionne]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lemelin]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perusse]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tremblay]]></surname>
<given-names><![CDATA[RE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boivin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early child language mediates the relation between home environment and school readiness]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Dev]]></source>
<year>2009</year>
<volume>80</volume>
<page-range>736–749</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kenney]]></surname>
<given-names><![CDATA[MK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Child, family and neighborhood associations with parent and peer interactive play during early childhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Matern Child Health J]]></source>
<year>2012</year>
<volume>16</volume>
<page-range>88–101</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomopoulos]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dreyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[BP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tamis-Lemonda]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flynn]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rovira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tineo]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendelsohn]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Books, toys, parent-child interaction, and development in young Latino children]]></article-title>
<source><![CDATA[Ambul Pediatr]]></source>
<year>2006</year>
<volume>6</volume>
<page-range>72–78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melhuish]]></surname>
<given-names><![CDATA[EC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phan]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sylva]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sammons]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siraj-Blatchford]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taggart]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of the home learning environment and preschool center experience upon literacy and numeracy development in early primary school]]></article-title>
<source><![CDATA[J Soc Issues]]></source>
<year>2008</year>
<volume>64</volume>
<page-range>95–114</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poe]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burchinal]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early language and the development of children’s reading skills]]></article-title>
<source><![CDATA[J School Psych]]></source>
<year>2004</year>
<volume>42</volume>
<page-range>315–332</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zuckerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Augustyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Books and reading: evidence-based standard of care whose time has come]]></article-title>
<source><![CDATA[Acad Pediatr]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<page-range>11–17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodriguez]]></surname>
<given-names><![CDATA[ET]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tamis-LeMonda]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trajectories of the home learning environment across the first 5 years: associations with children’s vocabulary and literacy skills at prekindergarten]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Dev]]></source>
<year>2011</year>
<volume>82</volume>
<page-range>1058–1075</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Senechal]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LeFevre]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith-Chant]]></surname>
<given-names><![CDATA[BL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colton]]></surname>
<given-names><![CDATA[KV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On refining theoretical models of emergent literacy: the role of empirical evidence]]></article-title>
<source><![CDATA[J School Psych]]></source>
<year>2001</year>
<volume>39</volume>
<page-range>439–460</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
