Scielo RSS <![CDATA[Análise Social]]> http://scielo.pt/rss.php?pid=0003-257320250004&lang=pt vol. num. 257 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://scielo.pt/img/en/fbpelogp.gif http://scielo.pt <![CDATA[Introdução: os “três Dês” de Abril, hoje]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400100&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[A Revolução dos Cravos e as práticas democráticas]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400200&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A revolução portuguesa de 1974-1975 não terá sido apenas o início da democracia moderna no país, mas também um laboratório de experiências em que se ensaiaram diversos futuros e modos de ser democráticos. Este artigo propõe refocalizar o período revolucionário como um momento em que o futuro era indeterminado e em que, para além das elites, uma grande parte da população se envolveu nesse processo de experimentação. Defende também que a tarefa da historiografia é encontrar ferramentas - como a etnografia histórica - para ir ao encontro dessas múltiplas vivências e visões e, ao fazê-lo, contribuir para uma reflexão sobre a democracia no presente e no futuro.<hr/>Abstract The Portuguese Revolution of 1974-1975 was not soley the beginning of its modern democracy, but also a laboratory where different futures and democratic models were essayed. This article argues for a refocusing of the revolutionary period as a moment when the future was undetermined and, beyond the elites, a large part of the population was engaged in this process of experimentation. It suggests historical ethnography is an important tool to meet this challenge and uncover those varied experiences and visions, contributing to a reflection about democracy in the present and in the future. <![CDATA[Entre passado, presente e futuro: uma reflexão sobre a ciência política e a democracia portuguesa.]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400201&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo analisa criticamente a relação entre a evolução da ciência política portuguesa e a trajetória da democracia iniciada com o 25 de Abril. Argumenta-se que, apesar da sua consolidação e internacionalização, as origens da disciplina continuam a ser uma mais-valia, sobretudo no diálogo com outras áreas e na centralidade do caso português. O texto discute ainda desafios atuais, como o predomínio quantitativista que limita a inovação teórica, e propõe caminhos que preservem a identidade disciplinar, promovendo simultaneamente maior diálogo internacionale interdisciplinar.<hr/>Abstract This article critically analyzes the relationship between the evolution of Portuguese political science and the trajectory of democracy that began with the April 25 revolution. It argues that, despite its consolidation and internationalization, the origins of the discipline continue to be an asset, especially in dialogue with other areas and in the centrality of the Portuguese case. The text also discusses current challenges, such as the quantitative predominance that limits theoretical innovation, and proposes ways to preserve the disciplinary identity while promoting greater international and interdisciplinary dialogue. <![CDATA[Democracia, direitos sociais e participação]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400202&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste artigo analisa-se a articulação entre democratização, direitos sociais e participação política em Portugal. Explora-se, primeiro, como a participação política tem sido marcada por níveis baixos e desigualdades sociais e, depois, a forma como, a partir de 2010, a austeridade e a retração dos direitos sociais reconfiguraram os repertórios de protesto e alargaram a participação, sem contudo romper com os padrões de desigualdade. Argumenta-se ainda que o protesto se tem centrado na defesa dos direitos sociais e do legado democrático do 25 de Abril, revelando as tensões entre desafeição política e novas dinâmicas de ação coletiva.<hr/>Abstract This article examines the interplay between democratization, social rights, and political participation in Portugal. It first explores how political participation has been marked by low levels and persistent inequalities, and then how, since 2010, austerity and the retrenchment of social rights have reshaped protest repertoires and broadened participation without, however, breaking with established patterns of inequality. The article further argues that protest has focused on defending social rights and the democratic legacy of the April 25th revolution, highlighting the tensions between political disaffection and emerging dynamics of collective action. <![CDATA[As ciências sociais e os “três Dês” da cidade pós-Abril: desigualdade, desordenamento e a democracia]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400203&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Quando as ciências sociais partiram em busca do que significava “democratizar” a sociedade portuguesa no pós-25 de Abril, a questão urbana colocou-se como dimensão/espaço central dessa inquirição. Nos territórios da cidade-metrópole cruzavam-se carências herdadas do anterior regime e reivindicações de participação, redistribuição e planeamento, que fizeram do movimento social urbano um ator político central durante o prec. Neste texto sistematizamos brevemente o percurso e o olhar das ciências sociais em Portugal no seu encontro com a questão urbana - os conceitos; os focos analíticos; e os processos sociais em que se centrou para dar conta do lugar da cidade na democracia portuguesa.<hr/>Abstract When the social sciences set out to explore what it meant to “democratise” Portuguese society after 25 April, the urban question emerged as a central dimension/space for this inquiry. In the metropolitan areas, the poverty and deprivation inherited from the previous regime intersected with demands for participation, redistribution and planning, turning the urban social movement into a central political actor during prec. In this text, we briefly systematise the path and perspective of the social sciences in Portugal in their encounter with the urban question - the concepts; the analytical focuses; the social processes on which they centred to account for the city’s “place” in the Portuguese democracy. <![CDATA[“D” de democratizar: para além da “transitologia”?]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400204&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Quando as ciências sociais partiram em busca do que significava “democratizar” a sociedade portuguesa no pós-25 de Abril, a questão urbana colocou-se como dimensão/espaço central dessa inquirição. Nos territórios da cidade-metrópole cruzavam-se carências herdadas do anterior regime e reivindicações de participação, redistribuição e planeamento, que fizeram do movimento social urbano um ator político central durante o prec. Neste texto sistematizamos brevemente o percurso e o olhar das ciências sociais em Portugal no seu encontro com a questão urbana - os conceitos; os focos analíticos; e os processos sociais em que se centrou para dar conta do lugar da cidade na democracia portuguesa.<hr/>Abstract When the social sciences set out to explore what it meant to “democratise” Portuguese society after 25 April, the urban question emerged as a central dimension/space for this inquiry. In the metropolitan areas, the poverty and deprivation inherited from the previous regime intersected with demands for participation, redistribution and planning, turning the urban social movement into a central political actor during prec. In this text, we briefly systematise the path and perspective of the social sciences in Portugal in their encounter with the urban question - the concepts; the analytical focuses; the social processes on which they centred to account for the city’s “place” in the Portuguese democracy. <![CDATA[A descolonização portuguesa: perspetivas atuais e desafios futuros]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400205&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo procura analisar a bibliografia produzida nas últimas décadas sobre a descolonização portuguesa. Tem como objetivo abordar três questões: o conceito de descolonização adotado até ao momento no âmbito das ciências sociais; as perspetivas que têm sido desenvolvidas; e os caminhos futuros para expandir o campo de estudo da descolonização portuguesa. Procurar-se-á demonstrar que o conceito de descolonização aplicado ao caso português privilegia uma versão minimalista e que a adoção de uma visão maximalista permitirá dar um salto qualitativo nos estudos sobre o tema.<hr/>Abstract This article seeks to analyze the literature produced in recent decades on Portuguese decolonization. It aims to address three issues: the concept of decolonization adopted until now in the social sciences; the perspectives that have been developed; and future paths for expanding the field of study of Portuguese decolonization. It will seek to demonstrate that the concept of decolonization applied to the Portuguese case favors a minimalist version and that the adoption of a maximalist view will allow for a qualitative leap in studies on the subject. <![CDATA[Descolonizar a descolonização: explorando perspetivas cívicas ativistas sobre trajetórias pós-coloniais em Angola e Moçambique.]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400206&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este texto procura refletir sobre as políticas públicas de recordação e celebração da descolonização, a partir do olhar dos movimentos sociais e dos ativismos políticos na África lusófona - em particular, Angola e Moçambique - e em Lisboa. Através de vozes e perspetivas anti-hegemónicas, procuro explorar contextos e movimentos locais de retrospeção crítica em torno das consequências da descolonização, em função das trajetórias políticas pós-coloniais.<hr/>Abstract This text seeks to reflect on public politics of the commemoration and celebration of decolonization, from the perspective of social movements and political activism in Lusophone Africa - especially Angola and Mozambique - and in Lisbon. Drawing on anti-hegemonic voices and perspectives, I seek to explore local contexts and movements of critical retrospective reflection on the consequences of decolonization, based on postcolonial political trajectories. <![CDATA[Descolonizar: reimaginar a ordem do sensível no Portugal pós-colonial]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400207&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este ensaio propõe uma leitura pós-colonial da sociedade portuguesa a partir da sociologia, articulando uma abordagem interdisciplinar que convoca a história, a antropologia, os estudos culturais e a psicologia social. Analisa-se a persistência do colonialismo nos regimes sensoriais que estruturam o presente, explorando três frentes: a violência racializada, a resiliência do luso-tropicalismo como tecnologia de poder e as estéticas de resistência que desafiam os códigos hegemónicos de perceção. Dialogando com o campo dos estudos sensoriais, o texto convoca o sensorium como dispositivo analítico para compreender a colonialidade inscrita nos sentidos. Descolonizar é, aqui, uma tarefa analítica, política e sensorial que exige reconfiguração epistémica. A questão final não é retórica, mas metodológica: o que é preciso sentir para descolonizar?<hr/>Abstract This essay offers a postcolonial reading of Portuguese society through a sociological lens, taking an interdisciplinary approach that incorporates history, anthropology, cultural studies and social psychology. It examines the persistence of colonialism in the sensory regimes, focusing on three interrelated dimensions: racialised violence, the resilience of luso-tropicalism as a technology of power, and aesthetic forms of resistance that challenge hegemonic codes of perception. Engaging with sensory studies, the essay mobilises the sensorium as an analytical device to explore the coloniality inscribed in the senses. Decolonisation is thus presented as an analytical, political and sensory undertaking that requires epistemic reconfiguration. The final question is not rhetorical, but methodological: what must be felt to decolonise?. <![CDATA[“D” de descolonizar: comentário no âmbito dos 50 anos de Abril]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400208&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este ensaio propõe uma leitura pós-colonial da sociedade portuguesa a partir da sociologia, articulando uma abordagem interdisciplinar que convoca a história, a antropologia, os estudos culturais e a psicologia social. Analisa-se a persistência do colonialismo nos regimes sensoriais que estruturam o presente, explorando três frentes: a violência racializada, a resiliência do luso-tropicalismo como tecnologia de poder e as estéticas de resistência que desafiam os códigos hegemónicos de perceção. Dialogando com o campo dos estudos sensoriais, o texto convoca o sensorium como dispositivo analítico para compreender a colonialidade inscrita nos sentidos. Descolonizar é, aqui, uma tarefa analítica, política e sensorial que exige reconfiguração epistémica. A questão final não é retórica, mas metodológica: o que é preciso sentir para descolonizar?<hr/>Abstract This essay offers a postcolonial reading of Portuguese society through a sociological lens, taking an interdisciplinary approach that incorporates history, anthropology, cultural studies and social psychology. It examines the persistence of colonialism in the sensory regimes, focusing on three interrelated dimensions: racialised violence, the resilience of luso-tropicalism as a technology of power, and aesthetic forms of resistance that challenge hegemonic codes of perception. Engaging with sensory studies, the essay mobilises the sensorium as an analytical device to explore the coloniality inscribed in the senses. Decolonisation is thus presented as an analytical, political and sensory undertaking that requires epistemic reconfiguration. The final question is not rhetorical, but methodological: what must be felt to decolonise?. <![CDATA[O desenvolvimento de Portugal: um breve retrato cinco décadas depois do 25 de Abril.]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400209&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo discute o desenvolvimento socioeconómico de Portugal após o 25 de Abril a partir dos objetivos constantes do Programa do mfa e segundo três dimensões: proteção social e provisão pública; regulação laboral e repartição do rendimento; e propriedade dos meios de produção. Conclui-se que Portugal transitou de uma democracia de alta intensidade no período revolucionário para um regime social-liberal, mantendo traços semiperiféricos e contradições entre avanços sociais e limitações na democratização económica. O artigo analisa ainda o papel das ciências sociais nestes processos, dos debates sobre semiperiferia aos bloqueios contemporâneos na habitação.<hr/>Abstract This article discusses Portugal’s socioeconomic development after the 1974 Revolution based on the objectives set forth in the mfa Program and according to three dimensions: social protection and public provision; labor regulation and income distribution; and ownership of the means of production. It concludes that Portugal transitioned from a high-intensity democracy during the revolutionary period to a social-liberal regime, maintaining semi-peripheral characteristics and contradictions between social advances and limitations on economic democratization. The article also analyzes the role of the social sciences in these processes, from the debates around the semi-peripheral condition to contemporary blockages in the housing sector. <![CDATA[(Des)envolvimento da habitação em Portugal]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400210&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Tendo em conta os compromissos assumidos no 25 de Abril, este artigo centra-se na evolução das políticas públicas de habitação em Portugal, nomeadamente na distância entre a garantia do direito à habitação e a sua concretização. Analisa três programas paradigmáticos - o Serviço de Apoio Ambulatório Local, o Programa Especial de Realojamento e o 1.º Direito -, identificando os principais avanços, ausências e paradoxos gerados. Face à necessidade de uma abordagem integrada, multidimensional e participativa sobre a habitação, destaca a urgência de reformas estruturais e do envolvimento das ciências sociais na definição de um modelo de desenvolvimento territorial mais justo e equitativo.<hr/>Abstract This article explores the evolution of public housing policies in Portugal, reflecting on the democratic commitments made on April 25th. It focuses on the persistent gap between the constitutional right to housing and its effective implementation. Through an analysis of three key programs - the Serviço de Apoio Ambulatório Local, the Programa Especial de Realojamento, and 1.º Direito - the article identifies major advances, limitations, and structural paradoxes. Emphasizing the need for an integrated, multidimensional, and participatory approach, it argues for urgent structural reforms and highlights the critical role of the social sciences in promoting a fairer and more equitable territorial development model. <![CDATA[Sobre a complexidade de um conceito: Universidade em Trás-os-Montes, antropologia e desenvolvimento num Portugal dual após o 25 de Abril de 1974.]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400211&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human. <![CDATA[“D” de desenvolver: 50 anos de avanços e demoras]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400212&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human. <![CDATA[Entrevista com Teresa Cruz e Silva, por Matheus Serva Pereira e Edalina Sanches]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400600&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human. <![CDATA[O programa do Movimento das Forças Armadas e as origens dos “três Dês” de Abril]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400601&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human. <![CDATA[A Revolução a Que Se Pode Ir de Carro: Portugal, Espanha e os media (1974-1975)]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000400700&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human. <![CDATA[PTEC - Processo Totalitário em Curso]]> http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0003-25732025000401000&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Neste texto exploro criticamente o desenvolvimento material e imaterial de Portugal nos últimos 50 anos, tendo como referência o projecto universitário em Trás-os-Montes. Faço-o a partir de uma leitura pessoal, deambulante e impressiva que me faz comparar a vida ali (onde trabalho) e a da Grande Lisboa (onde vivo). O argumento permite-me abordar a complexidade ou multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento, ao mesmo tempo que avanço com alguns campos e linhas de reflexão e pensamento que merecem e podem ser exploradas pela antropologia-nomeadamente no âmbito de um projecto de conhecimento mais inclusivo que integre o mais-do-que-humano.<hr/>Abstract In this text, I critically explore Portugal’s material and immaterial development over the past 50 years, taking as my reference the university project in Trás-os-Montes. I do so based on a personal, wandering, and impressive reading that leads me to compare life there (where I work) with that of Greater Lisbon (where I live). The argument allows me to address the complexity and multidimensionality of the concept of development, while also advancing some fields and lines of reflection and thought that deserve and can be explored by anthropology-particularly within the scope of a more inclusive knowledge project that integrates the more-than-human.