Serviços Personalizados
Journal
Artigo
Indicadores
Citado por SciELO
Acessos
Links relacionados
Similares em
SciELO
Compartilhar
GE-Portuguese Journal of Gastroenterology
versão impressa ISSN 2341-4545
Resumo
CRACIUN, Ana et al. Influência da COVID-19 nos doentes com varizes esofágicas submetidos a laqueação elástica profilática. GE Port J Gastroenterol [online]. 2024, vol.31, n.3, pp.30-38. Epub 28-Jun-2024. ISSN 2341-4545. https://doi.org/10.1159/000531135.
Introdução e objetivos:
A laqueação elástica endoscópica (LEE) é crucial nos doentes com hipertensão portal clinicamente significativa, uma vez que permite a erradicação das varizes esofágicas (EVE) que, por sua vez, previne a hemorragia digestiva varicosa. Com o início da pandemia COVID-19, a atividade endoscópica foi drasticamente reduzida. Com este estudo pretendemos avaliar ainfluência da COVID-19 na EVE, hemorragia gastro-intestinal (GI) e mortalidade aos 6 meses dos doentes sob LEE profilática, assim como identificar os seus fatores de risco.
Métodos:
Estudo de coorte monocêntrico e retrospetivo que incluiu doentes com varizes esofágicas sob LEE profilática entre 2017 e 2021. Para demonstrar o impacto da pandemia COVID-19 em dois grupos independentes sob LEE profilática durante um ano de follow-up, a escolha da data-limite foi Março de 2019. Os dados clínicos, laboratoriais e endoscópicos foram obtidos a partir dos relatórios eletrónicos.
Resultados:
Noventa e sete doentes cumpriram 398 sessões de LEE, 75 homens (77,3%), com idade média de 59 ± 12 anos. A maioria dos doentes obteve EVE (60,8%), 14,4% desenvolveu hemorragia GI e 15,5% faleceu nos primeiros 6 meses pós-terapêutica. A taxa de EVE foi significativamente inferior no grupo pandémico (40,9% vs. 77,4% no grupo pré-pandémico, p = 0.001). O número médio de sessões de LEE e o grupo pandémico foram independentemente associados à EVE incompleta; enquanto MELD-NA, trombose da veia porta e falha na EVE foram identificados como fatores de risco associados à mortalidade aos 6 meses.
Conclusão:
Cerca de 60% dos doentes no grupo pandémico não conseguiu erradicar as varizes esofágicas. A EVE incompleta aumenta o risco de hemorragia GI e mortalidade aos 6 meses, esta última também associada de forma significativa ao score MELD-Na e TVP. O nosso estudo foi pioneiro na demonstração do impacto da pandemia COVID-19 nos doentes sob LEE profilática.
Palavras-chave : Cirrose hepática; COVID-19; Erradicação de varizes esofágicas; Laqueação elástica endoscópica.












