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GE-Portuguese Journal of Gastroenterology
versão impressa ISSN 2341-4545
Resumo
MARQUES, Miguel Bispoa Susana et al. Perspetiva do Clube Português de Pâncreas sobre a estratégia de vigilância dos tumores neuroendócrinos do pâncreas: quando e como vigiar?. GE Port J Gastroenterol [online]. 2024, vol.31, n.5, pp.4-11. Epub 23-Nov-2024. ISSN 2341-4545. https://doi.org/10.1159/000535815.
Contexto:
Os tumores neuroendócrinos do pâncreas (pNETs) correspondem a um grupo heterogéneo de tumores com comportamento biológico variável. A sua incidência aumentou exponencialmente nas últimas três décadas, particularmente à custa do diagnóstico incidental de pNETs de reduzidas dimensões (≤2 cm) devido à utilização crescente de exames de imagem seccional na prática clínica.
Sumário:
As normas de consenso internacionais sugerem que os pNETs ≤2 cm poderão ser seletivamente vigiados, dado o seu baixo risco global de comportamento maligno. No entanto, a estratégia proposta de “watch and wait” na abordagem dos pNETs assintomáticos ≤2cm não tem sido amplamente aceite devido à ausência de dados a longo-prazo relativos à sua história natural. Adicionalmente, é hoje evidente que um subgrupo destes pequenos tumores poderá apresentar comportamento maligno.
Mensagens Chave:
Dado o risco não desprezível de agressividade biológica mesmo nos pNETs incidentais de reduzidas dimensões, torna-se essencial identificar fatores pré-operatórios, para além da dimensão do tumor, que permitam estratificar o seu risco de malignidade e guiar a abordagem clínica. No presente artigo o Clube Português de Pâncreas apresenta uma perspectiva atual sobre a estratificação do risco e a estratégia a adoptar na vigilância dos pNETs esporádicos bem-diferenciados.
Palavras-chave : Ecoendoscopia; Indice proliferativo Ki-67; Tumores neuroendócrinos pancreáticos; pNETs; Vigilância.












