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Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.17 no.3 Lisboa dez. 2016

https://doi.org/10.15309/16psd170303 

Relação entre depressão e qualidade de vida de adolescentes no contexto escolar

Relation between depression and quality of life of adolescents in school context

 

Maria da Penha de Lima Coutinho1, Adriele Vieira Lima Pinto2, Jaqueline Gomes Cavalcanti3, Lidiane Silva de Araújo4, & Márcio de Lima Coutinho5

1Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia/Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. CEP: 58051-900, João Pessoa, Brasil. e-mail: mplcoutinho@gmail.com;

2Adriele Vieira Lima Pinto, Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia/Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. João Pessoa, Brasil. e-mail: adri.vlp8@gmail.com;

3Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia/Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. João Pessoa, Brasil, CEP: 58051-900, gomes. e-mail: jaqueline@gmail.com;

4Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia/Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. João Pessoa, Brasil, CEP: 58051-900. e-mail: lidianearaujojp@gmail.com;

5Universidade Estadual da Paraíba, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde/Departamento de Psicologia, Campina Grande, Brasil, CEP: 58429-500. e-mail: coutinholmarcio@gmail.com

 

Endereço para Correspondência

 

RESUMO

O estudo teve como objetivo principal verificar a relação entre depressão e qualidade de vida (QV) de adolescentes no contexto escolar. Para tanto, foi necessário conhecer a prevalência de sintomatologia depressiva, analisar a correlação da depressão com a qualidade de vida e comparar os grupos que apresentaram ausência e presença de sintomatologia depressiva. Participaram 204 adolescentes, com idades de 12 a 18 anos, (M= 14,99; SD= 1,92) maioria do sexo feminino (53,4%), de escolas públicas de João Pessoa-PB, os quais responderam ao Inventário de Depressão Infantil (CDI), ao questionário de QV (Kidskreen-52) e um questionário sociodemográfico. Os dados foram submetidos a estatísticas descritivas e inferenciais. Os resultados demonstraram que 8,3% dos adolescentes tinham indicativos de sintomatologia depressiva. As pontuações do CDI foram negativas e significativamente correlacionadas com todos os domínios de QV, sendo que as correlações mais fortes foram com os fatores: estado emocional (r=-0,54), sentimentos (r=-0,65) e família e ambiente familiar (r=-0,54). Quanto a comparação dos grupos com ausência e presença de sintomatologia, houve diferenças estatisticamente significativas nos domínios, família e ambiente familiar e, provocações/bullying. O que confirma que a depressão influencia negativamente a QV dos adolescentes.

Palavras chave: depressão; sintomatologia depressiva; qualidade de vida; adolescentes.

 

ABSTRACT

The study aimed to verify the relation between depression and quality of life (QOL) of adolescents in school context. Specifically, to know the prevalence of depressive symptomatology; to analyze the correlation of depression with quality of life and to compare groups with and without depressive symptomatology. We had the participation of 204 adolescents, between 12 and 18 years old (M = 14,99; SD = 1,92), mostly females (53,4%), from public schools of João Pessoa, Paraíba, which responded to the Children's Depression Inventory (CDI), the QV questionaire (Kidskreen-52) and a sociodemographic questionaire. Data were submitted to descriptive and inferential statistics. The results concerning the prevalence of depressive symptomatology shows the presence of 8,3 from the total sample. About the correlation between the domains of QOL and depressive prevalence, we noticed negative ones, the strongest being in emotional state, feelings and family/familiar environment domains. In relation of the comparative between adolescents with and without depressive symptomatology, we found statistically relevant differences in family/familiar environment and provocation/bullying. In the first domain, adolescents with no indication of depressive symptomatology showed higher averages in familiar interaction instead of the ones which demonstrated symptomatology, denoting better quality of family life. In provocation/bullying domain, people without depressive symptomatology had better averages, indicating the higher the social acceptance is, the lower the feeling of fear, rejection and anxiety towards your respective equals will be. Therefore, it is expected this study contributes for a wider comprehension about the relation between depression and QOL constructs in the adolescence’s school context.

Keywords: depression, depressive symptomatology, quality of life, adolescent.

 

Considerada um fenômeno complexo e multidimensional, a depressão afeta diretamente a saúde mental, a qualidade de vida e a vida social do indivíduo como um todo. Trata-se de um dos problemas de saúde mais prevalentes em todo o mundo, acarretando isolamento social, constituindo fator de risco para suicídios, além de ser responsável por número crescente de afastamentos laborais (Braga & Dell’Aglio, 2013; Coutinho & Vieira, 2010; Cruwys, Haslam, Dingle, Haslam & Jetten, 2014).

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão está entre as doenças mais comuns, nocivas e que causam mais custos sociais atualmente (Bahls & Bahls, 2003). O fenômeno em tela pode acometer pessoas em qualquer fase da vida, no entanto, há indicativos de aumento significativos desse transtorno durante a adolescência e no início da vida adulta, sendo mais comum no sexo feminino (Bahls & Bahls, 2002; Dell’Aglio & Hutz, 2004; Gavin, Reisdorfer, Gherardi-Donato, Reis & Zanetti, 2015).

Conforme apontado na pesquisa de Cardoso, Rodrigues e Vilar (2004), cerca de 11,2% do total de 570 adolescentes portugueses apresentaram índices significativos de sintomatologia depressiva, 7,02% dos quais eram do sexo feminino. Neste sentido, Bahls e Bahls (2003) destacam que a estimativa de depressão maior em adolescentes (prevalência-ano), pode variar de 3,3 a 12,4%, com predomínio do sexo feminino. Corroborando esses estudos, no nordeste brasileiro, foram identificados índices de sintomatologia depressiva em torno de 11% em amostras infanto-juvenis (Coutinho, 2005; Coutinho, Carolino, & Medeiros, 2008; Damião, Coutinho, Carolino & Ribeiro, 2011).

De acordo com a literatura, os adolescentes com depressão não apenas se queixam de tristeza, mas também apresentam mudanças de humor, culminando em crises frequentes de explosão de raiva, que levam ao desgaste da saúde física e emocional, prejuízos no convívio social, na aprendizagem, e ideias e tentativas frequentes de suicídio (Bahls & Bahls, 2002; Coutinho & Vieira, 2010; Silva, 2010; Minayo, 2005; 2006).

Nesta direção, constitui fator de risco com maior incidência de morte por suicídio neste segmento, sendo associada, ainda, a alta comorbidade, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, abuso sexual, estressores sociais e conflitos familiares (Braga & Dell’Aglio, 2013; Coutinho & Vieira, 2010).

Na adolescência, a pessoa com depressão é comumente representada como àquela que vivencia carência afetiva, a exemplo de não possuir amigos, sentimentos de rejeição, solidão, baixa autoestima, falta de amor, desvalorização e isolamento social (Coutinho, 2005; Oliveira, Ribeiro, Araújo & Coutinho, 2006; Ribeiro, Oliveira, Coutinho & Araújo, 2007).

Associados a isso, estudos sugerem que a prevalência da depressão no contexto da adolescência possui relação direta com fatores biopsicossociais, entre eles, destacam-se a socialização, apoio social e familiar, ocorrência de sintomas psicossomáticos, aspectos ligados à satisfação com a vida e ao bem-estar emocional, físico e psicológico (Aragão, Coutinho, Araújo & Castanha, 2009; Araújo, Costa & Blank, 2009; Bahls & Bhals, 2002; 2003; Schwan & Ramires, 2011).

Alguns fatores de risco e de proteção podem contribuir para aumentar ou diminuir a incidência da depressão no contexto da adolescência. A promoção da autoestima, suporte social, cooperação, autonomia, integração familiar-afetiva e auto eficácia constituem fatores protetivos em relação à doença (Brasil, 2008). Por outro lado, dentre os fatores principais para o aumento da depressão nesta população, destacam-se a depressão entre os pais, negligência, uso de substâncias psicoativas e abuso sexual na infância (Bhals & Bhals, 2002; Baptista, Baptista & Dias, 2001).

Concomitantemente, essas condições propiciam experiências de vulnerabilidade, fazendo com que os adolescentes vivenciem transformações emocionais e comportamentais expressivas, podendo ocasionar mudanças na percepção da sua qualidade de vida (QV) (Aragão, Coutinho, Araújo & Castanha, 2009; Damião, Coutinho, Carolino & Ribeiro, 2011).

Segundo a Organização Mundial de Saúde, “qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (como citado em Fleck 2008, p.25). Neste sentido, a QV é um construto subjetivo que abrange diferentes perspectivas, o que evidencia a necessidade de explorar os diferentes fenômenos que estão interligados a ele (Gaspar, Matos, Pais-Ribeiro, Leal & European KIDSCREEN Group, 2008; Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal, 2006; Moreira et al., 2014, Soares et al., 2011).

Nas últimas décadas, o conceito de qualidade de vida tem sido alvo de investigação nas áreas de ciências da saúde e sociais e, embora haja diferentes definições, existe um consenso de que se trata de conceito multidimensional, que inclui bem-estar (material, físico, social, emocional e produtivo) e satisfação em várias áreas da vida (Almeida, Gutierrez & Marques, 2012; Gaspar et al., 2006; Soares et al., 2011). Na área da saúde, o interesse pelo conceito QV é relativamente recente e decorre, em parte, dos novos paradigmas que têm influenciado as políticas e as práticas nessa área de conhecimento (Pereira, Teixeira & Santos, 2012). Os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença são multifatoriais e complexos; assim, saúde e doença configuram processos compreendidos como um continuum, relacionados aos aspectos econômicos, socioculturais, à experiência pessoal e estilos de vida.

Nessa perspectiva, a partir do estudo desenvolvido por Gaspar e colaboradores (2008) acerca da QV de crianças e adolescentes é possível fomentar ações preventivas no contexto da depressão. Uma vez que a literatura aponta que esses construtos estão correlacionados (Aragão, Coutinho, Araújo & Castanha, 2009, Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal, 2006; Moreira et al., 2014; Minayo, 2005).

No contexto da adolescência, não há uma definição harmônica e clara sobre a QV (Rajmil et al, 2004). Não obstante, é consensual que o construto compreende diversos aspectos, como: físicos, psicológicos, mentais e funcionais do bem estar dos atores sociais (Ravens-Sieberer et al., 2005). Em comparação aos estudos sobre a QV dos adultos, o grupo de adolescentes tem recebido escassa atenção (Haraldstad, Christophersen, Eide, Nativg & Helseth, 2011). Apesar desse grupo ser considerado uma população vulnerável, uma vez que vivencia uma fase sensível de transição e desenvolvimento (Aberastury & Knobel, 1988), compreende-se que a QV do jovem pode ser a base para seu bem estar na idade adulta (Bisegger et al., 2005).

Considerada um período de transição entre a infância e a vida adulta, a adolescência demarca uma fase de impulsos no desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social do indivíduo, além de esforços que são comumente investidos para alcançar as expectativas culturais impostas pela sociedade em que vive (Davim et al., 2009; Schoen-Ferreira & Aznar-Farias, 2010). Considerando essa realidade e as evidências de que distúrbios psicológicos nesse período se encontram relacionados à depressão e problemas no ambiente familiar, social e escolar, ressalta-se a importância de investigações que visem elucidar as condições psicológicas para que intervenções sejam mais efetivas na melhoria da QV desse segmento da população (Coutinho, 2005; Bahls & Bahls, 2002).

Neste direcionamento, tendo em vista que a QV do adolescente pode ser afetada por vários fatores – pessoais, familiares, socioeconômicos, étnicos e relacionais – (Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal, 2006), a depressão emerge como variável de interferência importante na QV, assunto que dá sustentação ao presente artigo.

Portanto, o estudo em tela propôs verificar a relação entre depressão e QV de adolescentes escolares. Utilizou-se de uma abordagem quantitativa com a finalidade de alcançar a prevalência da sintomatologia depressiva na amostra total de participantes, analisar a correlação da depressão com a QV, e comparar os grupos que apresentaram ausência e presença de sintomatologia depressiva, em função das dimensões da QV.

 

MÉTODO

Participantes

A pesquisa contou com 204 estudantes, desses, 53,4% do sexo feminino, de escolas públicas que cursavam o Ensino Fundamental II (N= 76) ou o Ensino Médio (N= 128) regular na cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Participaram da pesquisa alunos entre 12 a 18 anos de idade (M= 14,99; SD= 1,92) utilizou-se este critério devido a classificação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece em seu artigo 2º, das disposições preliminares, a definição do inicio e o termino da adolescência como o período entre doze e dezoito anos de idade.

Material

Questionário sociodemográfico. Este instrumento foi utilizado com o objetivo de se obter informações acerca dos participantes, compreendendo as variáveis sóciodemográficas (idade, sexo, cor da pele, série que estavam cursando...) para fins de criar um perfil dos adolescentes.

Questionário KIDSCREEN-52 (disponível na versão para crianças/adolescentes e na versão pais/tutores) avalia a QV relacionada à saúde de crianças e adolescentes, composto por cinquenta e dois itens direcionados à percepção de dez dimensões: saúde física, sentimentos, estado de humor, autopercepção, ambiente familiar, questões econômicas, amizades, tempo livre, ambiente escolar e bullying. Este questionário foi desenvolvido através do projeto Screening and Promotion for Health-Related Qua­lity of Life in Children and Adolescents – A European Public Health Perspective, nos anos de 2001-2004, com a participação de 13 países europeus. Guedes & Guedes (2011) foram os responsáveis pela tradução e adaptação do questionário à população brasileira. Para este artigo foi aplicada apenas a versão para crianças e adolescentes.

Inventário de depressão infantil (CDI-20) elaborado por Kovacs (1992) e adaptado à população brasileira por Gouveia, Barbosa, Almeida e Gaião (1995). Este instrumento é utilizado para o rastreamento da sintomatologia depressiva em crianças e adolescentes na faixa etária de sete a dezessete anos. Como ponto de corte para o indicativo de sintomatologia depressiva, utiliza-se a pontuação igual ou superior a 17 pontos. O instrumento é composto por 20 itens que englobam três opções de respostas contendo a seguinte pontuação: a = 0 pontos; b = 1 ponto e c = 2 pontos.

Analise dos dados

Os instrumentos foram processados e analisados com o auxílio do IBM SPSS (versão 21). Os dados do questionário sociodemográfico por meio de estatística descritiva e, os demais instrumentos Kidscreen-52 e o CDI por correlações r-pearson. Por fim, foi realizado teste T-Student com o intuito de estabelecer uma comparação entre o grupo com ausência e presença de sintomatologia depressiva, em função dos fatores do instrumento de QV.

Procedimento

Foram atendidos todos os preceitos éticos preconizados pela Resolução 466/2012, do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Foram explicitados os objetivos pertinentes ao estudo, além de garantido o sigilo das respostas dadas pelos participantes. A aplicação da pesquisa foi realizada de forma coletiva, nas dependências da instituição escolar. Os adolescentes participaram da pesquisa após a assinatura do termo de consentimento pelos pais e/ou responsáveis, e da sua autorização, através da assinatura do termo de assentimento do menor.

 

RESULTADOS

As propriedades psicométricas dos instrumentos adotados no estudo demonstraram escores satisfatórios que corroboram estudos prévios. O Inventario de Depressão Infantil (CDI), instrumento utilizado para avaliar a depressão, apresentou uma consistência interna de α = 0,87, medida através do alpha de Cronbach. A média encontrada na escala foi de 7,76 (SD=6,43), demonstrando resultados equivalentes aos obtidos nos estudos de Coutinho, Oliveira, Pereira e Santana (2014) e Gouveia, Barbosa, Almeida e Gaião (1995).

O Kidscreen-52 que avalia a QV de crianças e adolescentes apresentou uma média de 181,35 (SD=35,38) os valores de consistência interna de cada dimensão foram: saúde e atividade física (α=0,75); sentimentos (α=0,89); estado emocional (α=0,88); auto percepção (α=0,67); autonomia e tempo livre (α=0,84); família/ambiente familiar (α=0,88); aspectos financeiros (α=0,66); amigos e apoio social (α=0,65); ambiente escolar (α=0,81) e; provocações/bullying (α=0,72). Esses valores de consistência interna corroboram estudos anteriores (Guedes & Guedes, 2011; Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal, 2006).

A tabela 1 apresenta a distribuição de frequências absolutas e percentuais do perfil sociodemográfico geral dos participantes (N=204) e, as frequências absolutas e percentuais do grupo de adolescentes com sintomatologia depressiva (n=17), em função da amostra geral.

 

 

A maior ocorrência de sintomatologia depressiva foi constituída pelo sexo feminino (n=11), ensino médio (n=10) e faixa etária de 16 a 18 anos (n=8). Dos 48 adolescentes da amostra geral que afirmaram repetir de ano, cerca de 6 pertenciam ao grupo de sintomatologia. Quanto aos relacionamentos com colegas e professores, de acordo a prevalência de respostas (bem, razoável ou mal), cerca de 11 adolescentes classificaram como razoável sua relação com os demais colegas e, 9 classificaram como razoável sua relação com os professores. Na variável “satisfação com o próprio corpo”, cerca de 13, dos 17 alunos com sintomatologia depressiva afirmaram não se sentirem satisfeitos com o seu corpo.

Correlação entre CDI e Kidscreen-52

Na tabela 2 são apresentadas as correlações obtidas através do teste de Pearson, entre o CDI e os fatores de QV, Kidscreen-52. As pontuações do CDI foram negativas e significativamente associadas com todos os domínios de QV, tendo sido observadas as correlações mais fortes com os fatores: (3), (5) e (7) que correspondem respectivamente as percepções dos adolescentes sobre seu estado emocional, sentimentos e família/ambiente familiar.

Neste sentido, a correlação do CDI com o domínio estado emocional (r=-0,54), indicou que quanto maior for a presença de sintomatologia depressiva no adolescente mais comprometido será seu bem-estar psicológico, inibindo os sentimentos e emoções como alegria, felicidade e boa disposição. A correlação com o fator sentimentos (r=-0,65), indicou que quanto maior for a presença de sentimentos depressivos, como solidão e tristeza, menor será a disposição para emoções e sentimentos positivos. A correlação com o domínio família/ ambiente familiar (r=-0,54), indicou que quanto menor for o suporte familiar afetivo do adolescente, maoires serão as chances dele ser acometido pela depressão.

Neste mesmo sentido, os resultados da tabela 3 demonstraram diferenças estatisticamente significativas, quanto ao grupo com ausência de sintomatologia depressiva em relação à dimensão família/ambiente familiar [t(199) = 0,03; p< 0,05]. Os adolescentes que não apresentaram indicativos de sintomatologia depressiva tiveram maiores médias nesse fator, o que indica que este grupo tende a apresentar melhor qualidade nas interações familiares em detrimento dos que apresentam sintomatologia depressiva.

 

 

Outro fator da QV que se diferenciou significativamente entre o grupo de adolescentes com ausência e presença de sintomatologia foi provocações/bullyinig [t(201) = 0,002; p< 0,01]. Nesta dimensão, os adolescentes com ausência de sintomatologia depressiva pontuaram maiores médias, o que indica que quanto maior a aceitação social, menor será o sentimento de medo, rejeição e ansiedade em direção aos pares.

Por outro lado, as demais dimensões do construto qualidade de vida: saúde e atividade física [t(201) = 0,49; p > 0,05], sentimentos [t(200) = 0,21; p > 0,05]; estado emocional[t(200) = 0,44; p > 0,05]; auto percepção [t(197) = 0,85; p > 0,05], autonomia e tempo livre [t(195) = 0,35; p > 0,05]; aspectos financeiros [t(197) = 0,77; p > 0,05] e ambiente escolar [t(201) = 0,35; p > 0,05], não apresentaram diferenças significativas entre os grupos em função da presença ou ausência de sintomatologia da depressão.

 

DISCUSSÃO

Os resultados corroboram de uma forma geral a evidência cientifica sobre o impacto negativo da depressão na QV dos adolescentes. Neste sentido, os achados apontam para o índice de prevalência de sintomatologia depressiva mais acentuada no sexo feminino, o qual é recorrente no âmbito da literatura (Aragão, Coutinho, Araújo & Castanha, 2009; Bahls & Bahls, 2003; Braga & Dell’Aglio, 2013; Coutinho, 2005; Dell’Aglio & Hutz, 2004). Esses autores destacam a diferença entre a manifestação depressiva de adolescentes do sexo feminino e masculino, indicando que as meninas tendem a apresentar sintomas mais subjetivos (desânimo, raiva, solidão, angústia), mais preocupação com a popularidade, menos satisfação com o corpo e baixa autoestima. Enquanto que os meninos apresentam mais problemas de conduta, abuso de substâncias e sentimentos de repulsa e desconsideração.

A depressão, avaliada através do Inventário de Depressão Infantil (CDI), apresentou correlações negativas e estatisticamente significativas, com todos os domínios de QV: saúde física, sentimentos, estado de humor, autopercepção, ambiente familiar, questões econômicas, amizades, tempo livre, ambiente escolar e bullying. Sendo os mais afetados: estado emocional, sentimentos e família/ambiente familiar.

De fato, tais resultados confirmam os direcionamentos de alguns autores que preconizam que os adolescentes acometidos da depressão apresentam diminuição significativa do seu bem-estar físico, psicológico, menos suporte familiar afetivo, mais sentimentos de solidão, angústia, desesperança e tristeza (Bahls & Bahls, 2002; Coutinho, 2005; Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal, 2006).

No aspecto família/ambiente familiar, em consonância, Reppold e Hutz (2003) demonstraram que todos os adolescentes que apresentaram escores indicativos de provável diagnóstico de depressão referiram-se à baixa responsividade parental. Esse resultado indica que a disponibilidade familiar influencia a autopercepção do adolescente e as formas de enfrentamento das situações estressantes, repercutindo diretamente sobre o desenvolvimento dos transtornos afetivos. Em contrapartida, Baptista, Baptista e Dias (2001) apontam que o comprometimento da QV e bem-estar subjetivo dos pais debilita o sistema de suporte familiar, afetando negativamente a qualidade afetiva dos relacionamentos familiares com os adolescentes.

Semelhante resultado se deu na comparação das médias dos grupos de adolescentes com ausência e presença de sintomatologia depressiva em função dos domínios da QV. Diferenças estatisticamente significativa foram encontradas no grupo com ausência de sintomatologia depressiva em relação à dimensão família/ambiente familiar, indicando que este grupo apresenta melhor qualidade nas interações familiares em detrimento do grupo com sintomatologia depressiva.

Outro domínio que apresentou diferenças estatisticamente significativas nos grupos de adolescentes, foi provocações/bullying, indicando maiores médias entre os adolescentes que não apresentaram sintomatologia depressiva. Este achado sugere que o adolescente com sintomatologia depressiva tem mais contato com esse tipo de violência, vivenciando mais sentimento de rejeição, medo, raiva e ansiedade em relação a seus pares.

De acordo com Silva (2010), a sintomatologia depressiva está presente nas consequências que o bullying acarreta às vítimas, bem como àquelas que assistem à violência e o próprio agressor. Além disso, compreende-se que um ambiente escolar com forte presença da violência provoca tensão nos escolares, por conseguinte desgaste da saúde física e emocional, prejuízos no convívio social e na aprendizagem (Bandeira & Hutz, 2012; Calbo et al., 2009; Malta et al., 2010; Minayo, 2006).

Apesar dos demais fatores de QV não apresentaram diferenças significativas em função da ausência ou presença de sintomatologia depressiva (saúde e atividade física, sentimentos,estado emocional,auto percepção,autonomia e tempo livre, aspectos financeiros e ambiente escolar), estudos apontam para implicações negativas na QV geral dos adolescentes, em função da presença da sintomatologia depressiva (Aragão, Coutinho, Araújo & Castanha, 2009; Cardoso, Rodrigues & Vilar, 2004; Ribeiro, Oliveira, Coutinho & Araújo, 2007).

No tocante, entende-se que o próprio conceito de QV abarca diferentes perspectivas e possui significado subjetivo. Neste sentido, outros estudos deverão ser realizados, utilizando abordagem multimétodos, levando em consideração amostras mais amplas e sua relação com demais construtos.

Por fim, espera-se que o estudo tenha contribuído para a compreensão da relação entre depressão e QV no contexto da adolescência, e de igual modo ter fornecido informações pertinentes para elaboração de políticas públicas nas áreas social e da saúde.

 

AGRADECIMENTOS

Este estudo faz parte de um projeto maior, financiado pelo CNPq, que vem sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa – Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva (NPASPPSC) da UFPB.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 05 de Maio de 2016/ Aceite em 07 de Novembro de 2016

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